Trabalho de Conclusão de Curso (MED)

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    Associação entre o estado nutricional e sono em universitários
    Figueredo, Nicole; Menegatt, Thays Gabrielle Favero; Schäfer, Antônio Augusto
    Objetivo: Avaliar a associação entre estado nutricional e sono de universitários do Extremo Sul Catarinense. Métodos: Foi desenvolvido um estudo analítico transversal com acadêmicos de uma universidade do extremo sul catarinense das seguintes áreas de conhecimento: sociais aplicadas; engenharias e tecnologias; saúde e humanidades. Para avaliar o sono, foi aplicado o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI). O índice de massa corporal foi avaliado através do peso e altura autorreferidos. Também foram coletadas as seguintes variáveis: sexo, idade, cor da pele, peso, altura, renda familiar, ocupação, área de estudo, fase, prática de exercícios físicos e consumo de alimentos ultraprocessados no dia anterior à resposta. Os dados foram coletados através do Google Forms e analisados no software IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 23.0. Nas associações entre sono e estado nutricional foi utilizado o Qui-quadrado de Pearson com nível de significância de 5%, além da utilização da Regressão de Poisson com sua medida de efeito apresentando a razão de prevalência de 95%. Resultados: Foram estudados 1138 estudantes universitários, sendo a maioria do sexo feminino (72,3%) e com idade entre 18 e 26 anos (74,6%). Observou-se que mais da metade dos universitários possuem duração de sono adequada (58,9%), porém qualidade de sono insatisfatória (56,5%). Quando autoavaliada a qualidade de sono, 27,6% dos estudantes classificam-na como ruim ou muito ruim. Em relação ao estado nutricional, 22,2% dos estudantes apresentam sobrepeso e 11,7% são obesos. Foi possível avaliar que os estudantes com excesso de peso (sobrepeso e obesidade) possuíam duração de sono inadequada (p=0,044) e qualidade de sono insatisfatória (p=0,004). Estudantes com excesso de peso tiveram prevalência 1,15 vezes maior de ter qualidade do sono insatisfatória quando comparados àqueles sem excesso de peso (IC95% 1,03;1,28). Conclusão: O excesso de peso está relacionado com a qualidade de sono insatisfatória dos universitários. Diante dos resultados obtidos e da relevância da qualidade de sono com o desemprenho diário e o estado nutricional, vê-se a carência de informação acerca do significado de qualidade de sono, quando a mesma é autorreferida pela população, e de implementação de práticas saudáveis na rotina universitária afim de uma melhora no estado nutricional e consequente melhora nos padrões de sono.
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    Análise dos sintomas ansiosos e depressivos em pacientes epilépticos atendidos em ambulatórios de neurologia: um estudo transversal
    Santana, Dafne França; Moretti, Milena Martins; Bruch, Tatiana Pizzolotto
    Materiais e Métodos: Foram avaliados 50 pacientes com epilepsia, no serviço de neurologia da Policlínica Municipal (PAM) de Criciúma, no período de agosto de 2023 a fevereiro de 2024. Foram utilizados análise de prontuários para coleta de dados (nome, sexo, idade, comorbidades, uso de medicações de uso contínuo). Foram aplicados os Inventários de Depressão (BDI) e Ansiedade (BAI) de Beck para avaliar e quantificar os sintomas depressivos e ansiosos dos pacientes analisados durante a pesquisa. Ademais, foi coletado também as seguintes informações dos pacientes: idade com que manifestou os sintomas, medicações utilizadas no tratamento, interrupção do tratamento, patologias associadas, manifestação de sintomas de transtornos de humor e comportamento suicida. Resultados: O estudo observou uma média de idade de 18 a 77 anos, com média aproximada de 40 anos. O tempo vivido com diagnóstico foi de 13,48±14,46. Desses, 74% apresentou algum sintoma ansioso e/ou depressivo; 54% respondeu ter diagnóstico de algum transtorno de humor; 64% utilizam medicações para outras comorbidades, sendo 47% para ansiedade e 26,5% depressão. As mulheres tiveram prevalência de 2:1 nos sintomas ansiosos e depressivos, assim como, manifestaram sintomas mais graves que os homens; 31,3% dos pacientes com epilepsia apresentaram comportamento suicida; sendo 22% por tentativas violentas,10% por ingesta medicamentosa e 6% apenas ideação. Conclusão: A epilepsia é uma doença crônica, que se arrasta durante anos, causando prejuízos à saúde mental do paciente e aumento da morbi-mortalidade. Pacientes epilépticos tem maior predisposição a desenvolver transtornos ansiosos e depressivos durante os anos de convívio com a doença, além de apresentarem um risco elevado para comportamento suicida. Através de uma análise quali-quantitativa de alguns determinantes, o presente estudo, buscou compreender o perfil clínico-epidemiológico desses indivíduos, mensurar e categorizar os transtornos, e a influência diária na vida dos afetados.
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    Efeito do extrato rico em canabidiol em modelo animal de acidente vascular cerebral isquêmico: um panorama entre a permeabilidade intestinal e o dano oxidativo pulmonar
    Colonetti, Laura Neotti; Paz, Mariana Guardia; Petronilho, Fabrícia Cardoso
    Introdução: A relação eixo intestino-cérebro tem sido evidenciada na presença de permeabilidade intestinal e disbiose após o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi). Visto que o prognóstico do paciente é afetado em função de possíveis infecções como a pneumonia, faz-se necessário a busca de alvos terapêuticos para essa condição. O canabidiol (CBD) é um composto terapêutico não psicoativo que tem sido estudado por suas propriedades neuroprotetoras em doenças, incluindo o AVCi. Objetivo: Avaliar a ação de diferentes doses de extrato rico em CBD em ratos após indução de AVCi sobre a permeabilidade intestinal, imunossupressão e estresse oxidativo pulmonar. Materiais e Métodos: 90 ratos Wistar machos de 60 dias foram submetidos ao modelo animal de oclusão da artéria cerebral média (MCAO) ou sham (controle) e receberam tratamento com óleo rico em CBD nas doses de 15 ou 30mg/kg ou veículo (óleo de coco). Os grupos foram divididos em sham + óleo de coco, sham+ óleo de CBD (15mg/kg), sham + óleo de CBD (30mg/kg), MCAO + óleo de coco, MCAO + óleo de CBD (15mg/kg), MCAO + óleo de CBD (30mg/kg). Foram avaliados a permeabilidade intestinal, a contagem total de células, infiltrado de neutrófilos, nível de nitrito/nitrato assim como o estresse oxidativo pulmonar. Resultados: Nos resultados houve redução da contagem total de células comparada ao grupo MCAO sem tratamento, reversão do aumento da permebabilidade intestinal comparado ao grupo MCAO tratado apenas com veículo, diminuição na atividade de mieloperoxidase, concentração de nitrito e nitrato e peroxidação de lipídeos no tecido pulmonar reduzidas comparadas ao grupo MCAO com óleo de coco, resultados não significativos para carbonilação de proteínas e aumento da atividade da enzima catalase comparada ao grupo sham com óleo de coco. Conclusão: O tratamento com CBD demonstrou efeitos benéficos na redução de danos inflamatórios e oxidativos associados à MCAO, evidenciado pela melhoria nos parâmetros analisados, exceto para a carbonilação de proteínas, onde não houve diferença significativa. Os resultados sugerem que o CBD pode ser uma terapia promissora para mitigar as consequências de isquemia cerebral.
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    Análise de fatores determinantes da diminuição da reserva ovariana em mulheres atendidas em uma clínica de fertilidade catarinense
    Oliveira, Isabela Corrêa de; Moretti, Leticia Machado; Coral, Juana Naspolini; Maciel, Vilson Luiz
    Objetivo: Foi avaliado o possível impacto de fatores como idade, endometriose, Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), cirurgias pélvicas, tabagismo e abortamento na redução da reserva ovariana. Essa análise foi conduzida por meio da dosagem do Hormônio Anti-Mülleriano (AMH). Métodos: Este trabalho caracterizou-se por um estudo analítico transversal. A coleta de dados foi realizada por meio da análise de prontuários de 214 mulheres que receberam atendimento em uma clínica de fertilidade localizada em Santa Catarina. As variáveis examinadas incluíram presença de endometriose, SOP, cirurgia pélvica prévia, tabagismo e abortamento. A avaliação do impacto desses fatores na fertilidade foi realizada por meio da dosagem do AMH. Resultados: Foram avaliados 214 prontuários, que mostraram a faixa etária média das pacientes de 34,86 ± 4,52 anos. Menos de 2% das mulheres eram tabagistas, 6,1% apresentavam SOP, mais de 37% possuíam endometriose, a presença de abortamento foi de cerca de 25% e 37,9% já haviam realizado alguma cirurgia pélvica. Foi constatado que 43,5% apresentavam algum grau de infertilidade com base na dosagem do AMH. Além disso, foi observada uma correlação direta entre o aumento da idade e diminuição do AMH. Conclusão: Foi evidenciado que a principal variável que afeta diretamente a reserva ovariana é a idade, pois os demais fatores não afetaram diretamente a dosagem do AMH. Com isso, conclui-se que a questão da infertilidade não está unicamente associada à baixa reserva ovariana, mas também com fatores que podem influenciar, anatomicamente ou a nível endocrinológico, causando alterações, que podem levar a menor capacidade reprodutiva.
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    Uso de psicofármacos por estudantes do curso de medicina em uma universidade do sul de Santa Catarina
    Tertuliano, Igor; Nuernberg, Luíz Otávio Amante; Jornada, Luciano Kurtz
    Objetivo: avaliar a prevalência do uso de psicofármacos por acadêmicos do ciclo básico (1º ao 8º semestre) em um curso de graduação em medicina. Método: estudo transversal, com coleta de dados primários, em uma amostra de 235 acadêmicos estratificados por número de alunos matriculados nos respectivos semestres. Foi empregado questionário autoaplicável elaborado pelos pesquisadores para a avaliação de dados sociodemográficos e do uso de psicofármacos no meio acadêmico do curso de medicina, no segundo semestre letivo de 2023. Os resultados são apresentados em frequencia absoluta, prevalências, média(méd) e desvio-padrão (dp). Empregaram-se os testes Shapiro-Wilk ou Kolmogorov-Smirnov, U de Mann-Whitney, Qui-quadrado de Pearson, Fisher e Razão de Verossimilhança, seguidos de análise de resíduo quando houve significância estatística, adotando-se erro α = 5%. Resultados: A amostra foi predominantemente feminina (62%), jovem (méd 22,2a dp 3,7a), sem atividade profissional (89%) e morando com os pais (61%). O uso de psicofármacos foi referido por 103 acadêmicos (44%), sendo a classe dos antidepressivos a mais prevalente (37%), seguida dos benzodiazepínicos (20%), antipsicóticos (7%) e estimulantes simpatomiméticos (6%). O uso de psicofármacos foi mais referido entre as mulheres (p=0,011), em acadêmicos com média de idade maior (p=0,001) e naqueles com qualidade ruim de sono (p=0,048), não havendo associação com as demais variáveis. Conclusões: Tendo em vista os critérios empregados, esta população constitui-se de indivíduos com elevadas taxas de uso de psicofármacos e os fatores de risco para tal um bom motivo para estudos futuros.
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    Avaliação da cefaleia do tipo migrânea em um centro de reabilitação pós-covid no sul de Santa Catarina
    Bortolanza, Guilherme Zortéa; Gabriel, Josué; Prestes, Gabriele da Silveira
    A covid-19 é uma doença infectocontagiosa causada pela infecção do Sars-CoV-2, vírus da família dos Coronavírus. Sua infecção leva a uma apresentação clínica variada, podendo levar à sequelas a longo prazo, conhecida como síndrome pós-covid. Essa síndrome pode afetar diversos sistemas, em específico o sistema neurológico por meio da migrânea. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi conhecer a prevalência de migrânea em um centro especializado em reabilitação pós-covid no sul de Santa Catarina. Este estudo caracteriza-se por estudo transversal. Foram avaliados 124 pacientes atendidos no centro de reabilitação pós-covid, através da aplicação de questionário, contendo informações sociodemográficas, antropológicas e a aplicação da escala de migrânea desenvolvido pela Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3). Entre os pacientes do centro de reabilitação 13,7% apresentaram migrânea pós-covid, dos quais 10,5% sem aura e 3,2% com aura. O resultado não mostrou relação entre fatores sociodemográficos específicos com o desenvolvimento de migrânea pós-covid. Ressalta-se, portanto, a necessidade de maior conhecimento e melhora do diagnóstico para um melhor tratamento.
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    Diabetes mellitus tipo 2: uma análise socioeconômica e sua relação com o autocuidado
    Burin, Emily Jacob; Marins, Lauren Marfil; Streck, Emílio Luiz
    Objetivo: Analisar a relação entre o perfil socioeconômico e o autocuidado de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 atendidos em uma clínica de endocrinologia de uma universidade do extremo sul catarinense. Métodos: Estudo transversal conduzido no 2º semestre de 2023. Foram estudados indivíduos com diabetes mellitus tipo 2, com 18 anos ou mais, atendidos no ambulatório de endocrinologia das Clínicas Integradas da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Para avaliar o autocuidado no diabetes, foi aplicado o Inventário de Autocuidado – Diabetes (SCI-R) e o perfil socioeconômico foi avaliado pelo Critério de Classificação Econômica Brasil. Foi avaliada a associação entre o perfil socioeconômico e cada pergunta do questionário SCI-R por meio do teste Qui-quadrado de Pearson, e entre o perfil socioeconômico e o escore total de autocuidado por meio do teste ANOVA, ambos com nível de significância de 5%. Resultados: O escore de autocuidado SCI-R teve uma média de 41,6 (± 8,4) e as classes socioeconômicas predominantes foram C, D e E. Foi encontrada associação entre o nível socioeconômico e a utilização de insulina ou remédio na hora certa (p=0,007), com maior frequência da resposta “geralmente ou sempre” deste ato entre as classes B (100%) e C, D e E (85,3%). A pesquisa não encontrou associação entre o nível socioeconômico e o escore total de autocuidado no diabetes mellitus tipo 2 (p=0,833). Conclusão: Indivíduos de menor nível socioeconômico faziam uso adequado de insulina ou medicamentos geralmente ou sempre com maior frequência, demonstrando quão essencial é uma abordagem individualizada e sensível às condições socioeconômicas dos indivíduos.
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    Perfil e desfecho pós-reabilitação de pacientes com vertigem em uma clínica no sul catarinense
    Pilona, Emanuela Hannoff; Fernandesa, Vitor Benincá; Bruch, Tatiana Pizzolotto
    Antecedentes: A vertigem é a sensação de rotação do ambiente. A busca por atendimento dessa queixa vem aumentando, logo, é importante conhecer o perfil dos pacientes atendidos com essa queixa, principais causas, comorbidades, fatores associados e a resposta desses indivíduos à reabilitação. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos com vertigem e o desfecho deles pós-reabilitação fisioterápica. Métodos: Estudo transversal descritivo de análise secundária de dados. A amostra se deu mediante uma coleta censitária em uma clínica especializada no sul de Santa Catarina. Os indivíduos foram avaliados por meio de questionário elaborado pelos autores, que abrange dados demográficos e clínicos do paciente. A análise estatística foi realizada através do software IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 23.0. Resultados: Foram avaliados 200 prontuários, destes, cinco foram excluídos por não adesão ao tratamento, totalizando uma amostra de 195 pacientes. A média de idade foi 51,18 ± 16,84 anos, sendo 62,6% do sexo feminino e Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) a causa mais prevalente (55,9%), com associação de sintomas como zumbido (30,8%), depressão e/ou ansiedade (29,2%). Dos 195 pacientes, 193 obtiveram resposta positiva ao tratamento de reabilitação vestibular, sendo que 58% melhoraram após uma sessão. Conclusão: A população acima de 50 anos é a mais acometida pela vertigem, sendo mais em mulheres, tendo como principal causa a VPPB e com sintomas associados como zumbido, depressão e ansiedade. A maioria dos pacientes obteve melhora após a primeira sessão de reabilitação vestibular.
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    Controle glicêmico de pacientes adultos com Diabetes mellitus tipo 2 durante a pandemia da Covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde: um estudo de coorte retrospectivo
    Figueiredo, Davi do Prado; Minotto, Gustavo Azevedo; Streck, Emilio Luiz
    Introdução: Na pandemia da COVID-19, ocorreu uma transferência da atenção à saúde para a emergência e urgência, o que prejudicou a atenção às doenças crônicas como o Diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Objetivo: Comparar o perfil glicêmico anual de indivíduos com DM2 atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de um município do sul do Brasil, durante a pandemia da COVID-19. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo com dados de prontuários eletrônicos. Foram analisados indivíduos com 18 anos ou mais, cadastrados em uma UBS do município de Criciúma, diagnosticados com DM2 até 2019 e que apresentavam dados de glicemia em jejum (GJ) e hemoglobina glicada (HbA1c) no prontuário, por no mínimo dois semestres, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2022. Para avaliar as diferenças do perfil glicêmico entre 2020, 2021 e 2022 foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis com nível de significância de 5% e os resultados interpretados pelos valores de mediana e intervalor interquartil. Resultados: Foram avaliados 82 indivíduos. Desses, 47,6% tinham idade entre 61-70 anos e 63,4% eram do sexo feminino. 84,1% apresentaram Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), 78% dislipidemia e a maioria apresentou excesso de peso nos três anos avaliados. Não houve diferença estatisticamente significativa nos valores de GJ (p=0,327) e HbA1c (p=0,117) no período avaliado. Conclusão: Os dados devem ser interpretados com cautela, devido à população estudada ser pequena e ao viés de perda de seguimento. Recomenda-se a elaboração de pesquisas de maior escala.
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    Comportamento alimentar de universitários do sul de santa catarina: um olhar sobre os alimentos ultraprocessados
    Rosa, Danielli Alves da; Cardoso, Mariana Costa; Schäfer, Antônio Augusto
    Objetivo: Avaliar a prevalência do consumo de alimentos ultraprocessados (AUPs) em estudantes universitários do sul do Brasil e seus fatores associados, como estado nutricional, determinantes socioeconômicos, presença de ansiedade e/ou depressão, consumo de álcool e prática de atividade física. Métodos: Estudo transversal realizado com acadêmicos matriculados nos cursos presenciais das quatro áreas de conhecimento (Ciências, Engenharia e Tecnologia; Ciências Sociais Aplicadas; Humanidades, Ciência e Educação; Ciências da Saúde) em uma universidade do sul do Brasil. A variável dependente foi o consumo de alimentos ultra processados, avaliada por meio de um questionário validado para a população brasileira utilizando o Escore Nova de consumo de alimentos ultra processados. As variáveis independentes incluíram sexo, idade, estado civil, área do curso, fase do curso, cor da pele, renda familiar, IMC, ingestão de bebida alcoólica, diagnóstico de ansiedade e/ou depressão, e prática de atividade física. A associação entre consumo de AUP e variáveis independentes foi avaliada com o Qui-quadrado de Pearson (p<0,05) e análise ajustada com Regressão de Poisson, considerando três níveis de variáveis hierárquicas (distal, intermediário e proximal) para identificar fatores de confusão. Resultados: Foram estudados 1138 estudantes. A maioria era do sexo feminino (72,3%), tinha menos de 24 anos (73,4%), de cor branca (90,1%) e estado civil solteiro (87,5%). Sobre o consumo, 80,3% consumiu pelo menos um AUP no dia anterior à entrevista, sendo pão, chocolate e embutidos os mais consumidos. Por fim, o consumo elevado de AUP (consumo de 4 ou mais AUPs no dia anterior à entrevista) foi mais prevalente entre estudantes com menor renda e baixo peso (IMC abaixo de 18,5 Kg/m2). Conclusão: A presença de AUPs na dieta de universitários foi alta. O consumo elevado desses alimentos está significativamente relacionado com menor renda e baixo peso. Outros fatores, como idade, consumo de álcool, sedentarismo e diagnóstico de ansiedade e/ou depressão, não mostraram associação com o consumo elevado de AUP.
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    Perfil epidemiológico de mulheres com disfunção sexual atendidas no ambulatório de uma universidade catarinense
    Gava, Caroline Pavei; Torquato, Emily de Souza; Madeira, Kristian
    O objetivo desta pesquisa foi analisar dados sobre mulheres com disfunção sexual atendidas no ambulatório de uma universidade do sul catarinense, a fim de traçar um perfil epidemiológico. Esse estudo é do tipo observacional analítico transversal. A coleta de dados foi obtida numa amostra de 136 pacientes, a partir de dois questionários: um sociodemográfico, produzido pelas pesquisadoras, e o Quociente Sexual Feminino, questionário validado para avaliação da disfunção sexual. Foi encontrada diferença significativa entre mulheres com mais idade (49,88 ± 14,83, n = 126) e daquelas com padrão regular a bom (40,47 ± 13,06, n = 126) (p <0,001). Além disso, identificou-se conformidade estatisticamente significativa entre a realização de cirurgias pélvicas e o padrão nulo a desfavorável (57,1%, n = 24, p = 0,026). O não uso de medicação contínua foi relacionado significativamente com o padrão bom a excelente (35,2%, n = 19, p = 0,018). Os resultados condizem com a literatura existente, evidenciando a necessidade de intervenções para melhor qualidade de vida das mulheres.
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    Análise da prevalência do excesso de peso em crianças de 2 a 9 anos atendidas em um ambulatório de pediatria
    Vitche, Caroline da Rosa; Freccia, Joice Fols; Colonetti, Tamy; Milanesi, Ana Cláudia Bortolotto
    Introdução: O excesso de peso entre crianças tem aumentado nas últimas décadas tornando-se um problema de saúde pública global, gerando impactos negativos no perfil de saúde destes indivíduos. Diante disso, foi analisado a prevalência do excesso de peso em crianças de dois a nove anos de um ambulatório de pediatria. Materiais e métodos: Estudo observacional transversal, com coleta de dados primários, que avaliou 78 crianças de dois a nove anos, através de questionário previamente elaborado pelas autoras e aplicado aos pais/responsáveis das crianças que concordaram em participar do estudo. Resultados: A prevalência de sobrepeso foi de 14,1% e de obesidade 16,7%, totalizando 30,8% de excesso de peso. Quanto às variáveis analisadas, não houve associação significativa entre excesso de peso e gênero. No entanto, crianças com sobrepeso que usam telas menos de uma hora por dia, têm diferenças estatisticamente significativas em comparação com as crianças obesas. Além disso, o sobrepeso está correlacionado com crianças que receberam aleitamento materno por mais de 24 meses, enquanto a obesidade está relacionada àquelas que foram amamentadas por um período entre 12 e 24 meses. Conclusão: A prevalência do excesso de peso foi de 30,8% em crianças atendidas no ambulatório de pediatria analisado. Este dado reforça as descobertas presentes na literatura atual, que evidenciam o contínuo crescimento desse cenário, ressaltando a necessidade de vigilância e intervenção precoce para prevenir a obesidade infantil.
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    Análise da adesão às mudanças no estilo de vida no pós-operatório de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica em uma cidade do extremo sul catarinense
    Matos, Beatriz Batista; Eing, Isadora; Burigo, Giancarlo
    A cirurgia bariátrica é indicada para tratar a obesidade mórbida quando tratamentos clínicos conservadores falham após dois anos. Entretanto, há pacientes, que mesmo com a cirurgia, não conseguem perder peso significativo por retornarem aos seus antigos hábitos. Portanto, este estudo teve por objetivo analisar a mudança de hábitos de vida em pacientes que fizeram a cirurgia bariátrica em uma clínica da região Sul Catarinense nos anos de 2020 a 2023. Utilizando um método observacional analítico transversal, participaram desta pesquisa 95 pacientes, por meio de um formulário eletrônico, elaborado pelos autores do estudo. O questionário abordava os motivos para a cirurgia, dados sociais e o acompanhamento pós-operatório com a equipe multidisciplinar. Observou-se maior prevalência de mulheres (82,1%), idade média de 38,28 ± 8,95 anos, 67,4% com pós-graduação e média de tempo de acompanhamento com equipe multidisciplinar de 1,63 ± 0,84 anos. A principal motivação para a cirurgia foi o insucesso em tratamentos anteriores (53,7%). Após a cirurgia, observou-se uma redução significativa no IMC (p<0,001), além de aumento na prática de atividades físicas em ambos os gêneros. Houve também uma associação significativa entre acompanhamento multidisciplinar e aumento na atividade física (p<0,001). Este estudo destaca a importância do suporte contínuo de uma equipe multiprofissional para a manutenção dos resultados da cirurgia bariátrica, sugerindo a necessidade de políticas públicas voltadas para o apoio pós-operatório, visando melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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    Impacto da atividade física na evolução dos sintomas dos pacientes com Doença de Parkinson
    Becker, Bárbara da Silva; Pereira, Caroline Liberato; Bruch, Tatiana Pizzolotto
    Introdução: Atualmente, não existe tratamento farmacológico impeditivo da progressão da Doença de Parkinson (DP). Portanto, é relevante identificar intervenções não farmacológicas capazes de beneficiar pacientes, como atividade física (AF). O objetivo geral deste trabalho foi avaliar o impacto da AF na evolução dos sintomas dos pacientes com DP. Materiais e métodos: Esta pesquisa caracteriza-se por um estudo transversal onde foram avaliados 41 pacientes com DP em Criciúma, Balneário Rincão e Içara. Foi utilizado o questionário PDQ39 para verificar a evolução dos sintomas de Parkinson com intervenção de AF. Resultados: foram analisados, entre 2023 e 2024, 41 questionários de pacientes portadores de DP em média com 68 anos. Destes, 17,1% praticavam fisioterapia e 58,5%, alguma AF, sendo maioria atividade aeróbia. 31,7% perceberam melhora nos sintomas de DP após início de AF, 22% uma melhora intermediária e 7,3% não perceberam melhora. Foi encontrado significância estatística na melhora da mobilidade e importância na comunicação dos pacientes. Observou-se também, que pacientes que praticam mais de 150 minutos de atividade física por semana tiveram resultados melhores no questionário. Não foi encontrada correlação entre tempo de início da AF e efeito sobre independência dos pacientes. Conclusão: Esta pesquisa concluiu que a AF melhora a mobilidade e comunicação nos pacientes com DP, principalmente quando realizada atividade aeróbica. Utilizar exercícios físicos como adjuvantes no tratamento da DP pode trazer benefícios em aspectos emocionais, de comunicação e de mobilidade dos pacientes, mas é necessário avaliar o impacto específico das atividades para melhor nortear os pacientes quanto a qual traria mais benefícios.
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    Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e transtorno do espectro autista em adultos
    Silva, Amanda Cardoso da; Galuppo, Suélen; Bruch, Tatiana Pizzolotto
    Fundamentos: Analisou-se a relação dos sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e do Transtorno do Espectro Autista (TEA) com o perfil acadêmico dos estudantes, por esses transtornos neurológicos estarem fortemente ligados ao desempenho do ser humano, tanto no âmbito social, quanto profissional. Objetivo: Descobrir a existência de sintomas do TDAH e TEA, em estudantes de uma universidade através de instrumentos de avaliação psicológica validados e traduzidos no Brasil. Métodos: Estudo transversal, avaliando 433 acadêmicos através dos questionários on-line Escala de Autoavaliação dos Adultos (ASRS-18) e Quociente do Espectro do Autismo - 10 itens (AQ-10). Resultados: Avaliou-se 433 questionários identificando a presença de sintomas de TDAH em 62,4% e de TEA em 15,7% dos estudantes. Observou-se que os sintomas mais comuns de TEA foram dificuldades na atenção aos detalhes e na comunicação, enquanto, no TDAH, foi a desatenção. Também foi encontrada significância (p < 0,001) entre os sintomas de TDAH e TEA e tratamento para depressão e/ou ansiedade. Conclusões: Constatou-se significância entre os transtornos TDAH e TEA, e tratamentos prévios para depressão e/ou ansiedade, além da interconexão entre a sintomatologia de ambos os transtornos.
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    Fatores associados às técnicas cirúrgicas eleitas para colecistectomia em um hospital do sul catarinense
    Burigo, Maria Vitoria Candiotto; Gusmão, Natália Ferreira; Madeira, Kristian
    INTRODUÇÃO: A colecistectomia pode ser realizada pelas técnicas convencional ou videolaparoscópica. Atualmente existe a preferência pela colecistectomia videolaparoscópica (CV), por ser menos invasiva, garantir menor tempo de internação, redução na taxa de infecções e de complicações. Entretanto, em algumas situações, a colecistectomia convencional (CC) pode ser necessária. OBJETIVO: Essa pesquisa buscou avaliar os fatores clínicos e epidemiológicos relacionados às técnicas cirúrgicas eleitas para colecistectomia. MÉTODOS: Esta pesquisa foi um estudo transversal. Foram coletadas informações de prontuários eletrônicos de 333 pacientes submetidos a colecistectomia, entre 2018 e 2022, em um hospital de Santa Catarina. Os dados foram analisados via software IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 23.0. RESULTADOS: Dos 333 casos avaliados, 244 cirurgias foram videolaparoscópicas, 235 eram pacientes do sexo feminino, 313 brancos, 223 pessoas com comorbidades e 267 acima do peso. A CC se relacionou significativamente com o sexo masculino, diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, urgências, colecistite aguda, pancreatite biliar, feridas contaminadas e infectadas, realização pelo Sistema Único de Saúde e com os anos de 2020 e 2022. Em contrapartida houve associação significativa da CV com o sexo feminino, cirurgias eletivas, calculose da vesícula biliar sem colecistite, menor tempo de internação, cirurgias particulares e o ano de 2019. CONCLUSÃO: Esse estudo demonstrou que existem variantes entre as técnicas eleitas para colecistectomia. No local de estudo não houve benefício significativo no tempo de realização da CV sobre a CC, ademais não foi encontrado um aumento no acesso à videolaparoscopia entre os anos de 2018 e 2022, como esperado.
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    Perfil epidemiológico de pacientes atendidos com diverticulite aguda no pronto atendimento de um hospital de alta complexidade no extremo sul catarinense
    Pille, Júlia Jersak; Silva, Maria Eduarda Visintin; Braz, Gabriele Leandro
    Contexto: A diverticulite aguda é uma doença cada vez mais prevalente, sendo considerada um dos principais desafios para o sistema de saúde moderno. Este estudo teve como propósito delinear o perfil epidemiológico de indivíduos atendidos devido à diverticulite aguda, visando aprimorar o conhecimento dos profissionais de saúde sobre essa condição. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico de pacientes com diverticulite aguda atendidos no pronto atendimento de um hospital de alta complexidade no Extremo Sul Catarinense dos anos de 2019 a 2022. Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo, em que foram avaliadas características de 170 pacientes com diverticulite aguda. As informações foram obtidas por meio de prontuários, dos quais foram coletados dados sobre idade, sexo, tabagismo, comorbidades associadas e medicações em uso. Resultados: A idade média dos pacientes com diverticulite aguda foi de 62,83 anos, sendo 51,2% do sexo masculino e 48,8% do sexo feminino. Entre esses pacientes, 14,7% eram tabagistas, 7,6% ex tabagistas, e 15,3% não fumavam, enquanto 62,4% da amostra tinha essa informação ausente. A hipertensão arterial foi a comorbidade mais prevalente (57,1%), seguida por Diabetes Mellitus tipo 2 (27,1%). Entre os medicamentos mais utilizados, 28,2% usavam bloqueadores do receptor de angiotensina, 22% utilizavam inibidores da enzima conversora de angiotensina, 17,6% faziam uso de beta-bloqueadores (17,6%), e 17,1% diuréticos. Conclusão: O perfil epidemiológico da diverticulite aguda revelou maior prevalência em indivíduos com idade superior a 60 anos, do sexo masculino e tabagistas. As comorbidades mais incidentes incluíram hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e dislipidemia. Quanto aos medicamentos, os mais prevalentes foram os bloqueadores do receptor de angiotensina, Inibidores da enzima conversora de angiotensina, beta bloqueadores e a metformina.
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    Impacto da imunossupressão periférica sobre o risco de pneumonia associada ao acidente vascular cerebral: revisão sistemática
    Mello, Maria Eduarda Lopez; Andreghetto, Scarleth; Petronilho, Fabrícia Cardoso
    Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) refere-se a um déficit neurológico e os pacientes acometidos apresentam maior suscetibilidade para quadros de pneumonia pela vulnerabilidade dos marcadores imunológicos; e, visando melhorias no tratamento e recuperação destes, a realização de uma revisão sistemática é de suma importância para a atualização dos profissionais que julgarão os riscos e benefícios de intervenções. Objetivo: Avaliar os marcadores de imunossupressão que podem levar a pneumonia pós acidente vascular cerebral isquêmico em estudos clínicos. Metodologia: Os artigos foram identificados por meio de buscas nas bases de dados PubMed/MEDLINE (National Library of Medicine), EMBASE (Ovid) e LILACS (Latin American and Caribbean Health Sciences Literature) para estudos clínicos publicados até março de 2024. Um total de 1995 artigos foram incluídos na triagem primária. Após isso 35 artigos foram selecionados para compor o atual estudo. Resultados: Numerosos estudos destacam a relação associativa do AVC com as interleucinas, a proteína C reativa (PCR) e a molécula de orientação repulsiva A (RGM-A). As características da população e os marcadores de imunossupressão variam significativamente entre os estudos. Meta-análise não foi realizada. Conclusão: Os estudos clínicos mostram que o aumento da interleucina 6 e interleucina 10, assim como o aumento da PCR, são indicadores positivos para ocorrência e desfechos desfavoráveis. A diminuição da RGM-A é considerada um sinal precoce do desenvolvimento da pneumonia após AVCi. A identificação dos fatores de risco individuais como idade avançada e sexo masculino, é essencial.
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    A expectativa dos acadêmicos de medicina quanto a sua inserção no mercado de trabalho em uma universidade do sul do país
    Pezzin, Lucas Gabriel; Silva, Vinicius Ferreira; Lissa, Fernando César Toniazzi
    Introdução: O estudante de medicina após sua formação inicia a carreira profissional sem a presença de um professor orientador, e espera-se que o recém-formado tenha desenvolvido as habilidades para atuar de forma individual. Objetivo: Avaliar as expectativas dos acadêmicos de medicina quanto a inserção no mercado de trabalho, visando entender o quanto de segurança esses estudantes sentem ao iniciar a carreira profissional sem a ajuda de um orientador, além dos fatores que influenciaram na escolha da profissão médica. Metodologia: Esse artigo se caracteriza por ser um estudo transversal, onde foram avaliados 284 alunos do curso de medicina de uma universidade do sul do país por meio de um questionário online, contendo perguntas relacionadas ao tema feitas pelos autores do projeto. Resultados: Conforme os resultados da pesquisa, os acadêmicos em sua maioria, 81,3% optam pela especialização por sua afinidade com a área, ademais por meio dos valores obtidos pelo teste H de Kruskal-Wallis, em comparação com as fases iniciais, as fases finais têm mais segurança para ingressar no mercado de trabalho, além de que 62,2% pretendem ingressar no mercado de trabalho logo após se formarem. Conclusão: Segundo a pesquisa foi evidenciado que a identificação com a área é mais importante que o retorno financeiro, além de comprovar que a insegurança dos acadêmicos diminui conforme avançam para as fases finais do curso, e preferem ingressar no mercado de trabalho antes de cursar uma residência.
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    Relação entre exercício físico e fadiga em policiais militares de um batalhão do sul de Santa Catarina
    Almeida, Leandro Júnior Nunes de; Rocha, Olyver Baptista Schlemper; Locatelli, Matheus Cúrcio
    Introdução: O exercício físico tende a reduzir a sensação de fadiga, que impacta negativamente o desempenho de policiais militares.Objetivos: Este estudo buscou avaliar as implicações do exercício físico na fadiga de policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina.Métodos: Tratou-se de estudo analítico transversal com coleta de dados primários. Foram aplicados questionários em 146 policiais militares, sendo eles um questionário sociodemográfico autoral, a Escala de Avaliação de Fadiga e a Escala de Esforço Percebido de Borg.Resultados: A maior prevalência encontrada foi de sexo masculino (90,8%), classe de soldado (44,4%) e grupo radiopatrulha (50,0%). A maior parte pratica exercício físico (93,7%), com intensidade moderada (Escala de Borg com valor médio de 12,78 ± 2,41). 43% dos policiais se encontram com níveis aumentados de fadiga (Escala de Avaliação de Fadiga com média 23,32 ± 6,00). Há menores níveis de fadiga em policiais com melhor qualidade do sono; mais duração de sono; mais horas de exercício por semana; e nos que praticam exercício resistido e aeróbico quando comparado à prática apenas de resistido. Policiais da radiopatrulha são os que realizam exercício em maior intensidade. Conclusões: Não foi encontrada correlação entre intensidade do exercício físico e níveis de fadiga em policiais militares. O estudo demonstrou que mais tempo de exercício físico, duração e qualidade do sono se relacionam com menos fadiga. Recomenda-se novos estudos sobre fadiga nessa população.