Impacto da atividade física na evolução dos sintomas dos pacientes com Doença de Parkinson

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Introdução: Atualmente, não existe tratamento farmacológico impeditivo da progressão da Doença de Parkinson (DP). Portanto, é relevante identificar intervenções não farmacológicas capazes de beneficiar pacientes, como atividade física (AF). O objetivo geral deste trabalho foi avaliar o impacto da AF na evolução dos sintomas dos pacientes com DP. Materiais e métodos: Esta pesquisa caracteriza-se por um estudo transversal onde foram avaliados 41 pacientes com DP em Criciúma, Balneário Rincão e Içara. Foi utilizado o questionário PDQ39 para verificar a evolução dos sintomas de Parkinson com intervenção de AF. Resultados: foram analisados, entre 2023 e 2024, 41 questionários de pacientes portadores de DP em média com 68 anos. Destes, 17,1% praticavam fisioterapia e 58,5%, alguma AF, sendo maioria atividade aeróbia. 31,7% perceberam melhora nos sintomas de DP após início de AF, 22% uma melhora intermediária e 7,3% não perceberam melhora. Foi encontrado significância estatística na melhora da mobilidade e importância na comunicação dos pacientes. Observou-se também, que pacientes que praticam mais de 150 minutos de atividade física por semana tiveram resultados melhores no questionário. Não foi encontrada correlação entre tempo de início da AF e efeito sobre independência dos pacientes. Conclusão: Esta pesquisa concluiu que a AF melhora a mobilidade e comunicação nos pacientes com DP, principalmente quando realizada atividade aeróbica. Utilizar exercícios físicos como adjuvantes no tratamento da DP pode trazer benefícios em aspectos emocionais, de comunicação e de mobilidade dos pacientes, mas é necessário avaliar o impacto específico das atividades para melhor nortear os pacientes quanto a qual traria mais benefícios.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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