Uso de psicofármacos por estudantes do curso de medicina em uma universidade do sul de Santa Catarina

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Objetivo: avaliar a prevalência do uso de psicofármacos por acadêmicos do ciclo básico (1º ao 8º semestre) em um curso de graduação em medicina. Método: estudo transversal, com coleta de dados primários, em uma amostra de 235 acadêmicos estratificados por número de alunos matriculados nos respectivos semestres. Foi empregado questionário autoaplicável elaborado pelos pesquisadores para a avaliação de dados sociodemográficos e do uso de psicofármacos no meio acadêmico do curso de medicina, no segundo semestre letivo de 2023. Os resultados são apresentados em frequencia absoluta, prevalências, média(méd) e desvio-padrão (dp). Empregaram-se os testes Shapiro-Wilk ou Kolmogorov-Smirnov, U de Mann-Whitney, Qui-quadrado de Pearson, Fisher e Razão de Verossimilhança, seguidos de análise de resíduo quando houve significância estatística, adotando-se erro α = 5%. Resultados: A amostra foi predominantemente feminina (62%), jovem (méd 22,2a dp 3,7a), sem atividade profissional (89%) e morando com os pais (61%). O uso de psicofármacos foi referido por 103 acadêmicos (44%), sendo a classe dos antidepressivos a mais prevalente (37%), seguida dos benzodiazepínicos (20%), antipsicóticos (7%) e estimulantes simpatomiméticos (6%). O uso de psicofármacos foi mais referido entre as mulheres (p=0,011), em acadêmicos com média de idade maior (p=0,001) e naqueles com qualidade ruim de sono (p=0,048), não havendo associação com as demais variáveis. Conclusões: Tendo em vista os critérios empregados, esta população constitui-se de indivíduos com elevadas taxas de uso de psicofármacos e os fatores de risco para tal um bom motivo para estudos futuros.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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