Relação entre exercício físico e fadiga em policiais militares de um batalhão do sul de Santa Catarina
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Introdução: O exercício físico tende a reduzir a sensação de fadiga, que impacta negativamente o desempenho de policiais militares.Objetivos: Este estudo buscou avaliar as implicações do exercício físico na
fadiga de policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina.Métodos: Tratou-se de estudo analítico transversal com coleta de dados primários. Foram aplicados questionários em 146 policiais militares, sendo eles um questionário sociodemográfico autoral, a Escala de Avaliação de Fadiga e a Escala de Esforço Percebido de Borg.Resultados: A maior prevalência encontrada foi de sexo masculino (90,8%), classe de soldado (44,4%) e grupo radiopatrulha (50,0%). A maior parte pratica exercício físico (93,7%), com intensidade moderada (Escala de Borg com valor médio de 12,78 ± 2,41). 43% dos policiais se encontram com níveis aumentados de fadiga (Escala de Avaliação de Fadiga com média 23,32 ± 6,00). Há menores níveis de fadiga em policiais com melhor qualidade do sono; mais duração de sono; mais horas de exercício por semana; e nos que praticam exercício resistido e aeróbico quando comparado à prática apenas de resistido. Policiais da
radiopatrulha são os que realizam exercício em maior intensidade. Conclusões: Não foi encontrada correlação entre intensidade do exercício físico e níveis de fadiga em policiais militares. O estudo demonstrou que mais tempo de exercício físico, duração e qualidade do sono se relacionam com menos fadiga. Recomenda-se novos estudos sobre fadiga nessa população.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
