Fatores associados às técnicas cirúrgicas eleitas para colecistectomia em um hospital do sul catarinense

INTRODUÇÃO: A colecistectomia pode ser realizada pelas técnicas convencional ou videolaparoscópica. Atualmente existe a preferência pela colecistectomia videolaparoscópica (CV), por ser menos invasiva, garantir menor tempo de internação, redução na taxa de infecções e de complicações. Entretanto, em algumas situações, a colecistectomia convencional (CC) pode ser necessária. OBJETIVO: Essa pesquisa buscou avaliar os fatores clínicos e epidemiológicos relacionados às técnicas cirúrgicas eleitas para colecistectomia. MÉTODOS: Esta pesquisa foi um estudo transversal. Foram coletadas informações de prontuários eletrônicos de 333 pacientes submetidos a colecistectomia, entre 2018 e 2022, em um hospital de Santa Catarina. Os dados foram analisados via software IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 23.0. RESULTADOS: Dos 333 casos avaliados, 244 cirurgias foram videolaparoscópicas, 235 eram pacientes do sexo feminino, 313 brancos, 223 pessoas com comorbidades e 267 acima do peso. A CC se relacionou significativamente com o sexo masculino, diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, urgências, colecistite aguda, pancreatite biliar, feridas contaminadas e infectadas, realização pelo Sistema Único de Saúde e com os anos de 2020 e 2022. Em contrapartida houve associação significativa da CV com o sexo feminino, cirurgias eletivas, calculose da vesícula biliar sem colecistite, menor tempo de internação, cirurgias particulares e o ano de 2019. CONCLUSÃO: Esse estudo demonstrou que existem variantes entre as técnicas eleitas para colecistectomia. No local de estudo não houve benefício significativo no tempo de realização da CV sobre a CC, ademais não foi encontrado um aumento no acesso à videolaparoscopia entre os anos de 2018 e 2022, como esperado.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

Citação