Comportamento alimentar de universitários do sul de santa catarina: um olhar sobre os alimentos ultraprocessados
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Objetivo: Avaliar a prevalência do consumo de alimentos ultraprocessados (AUPs) em estudantes universitários do sul do Brasil e seus fatores associados, como estado nutricional, determinantes socioeconômicos, presença de ansiedade e/ou depressão, consumo de álcool e prática de atividade física.
Métodos: Estudo transversal realizado com acadêmicos matriculados nos cursos presenciais das quatro áreas de conhecimento (Ciências, Engenharia e Tecnologia; Ciências Sociais Aplicadas; Humanidades, Ciência e Educação; Ciências da Saúde) em uma universidade do sul do Brasil. A variável dependente foi o consumo de alimentos ultra processados, avaliada por meio de um questionário validado para a população brasileira utilizando o Escore Nova de consumo de alimentos ultra processados. As variáveis independentes incluíram
sexo, idade, estado civil, área do curso, fase do curso, cor da pele, renda familiar, IMC, ingestão de bebida alcoólica, diagnóstico de ansiedade e/ou depressão, e prática de atividade física. A associação entre consumo de AUP e variáveis independentes foi avaliada com o Qui-quadrado de Pearson (p<0,05) e análise ajustada com Regressão de Poisson, considerando três níveis de variáveis hierárquicas (distal, intermediário e proximal) para identificar fatores de confusão. Resultados: Foram estudados 1138 estudantes. A maioria era do sexo feminino (72,3%), tinha menos de 24 anos (73,4%), de cor branca (90,1%) e estado civil solteiro (87,5%). Sobre o consumo, 80,3% consumiu pelo menos um AUP no dia anterior à entrevista, sendo pão, chocolate e embutidos os mais consumidos. Por fim, o consumo elevado de AUP (consumo de 4 ou mais AUPs no dia anterior à entrevista) foi mais prevalente entre estudantes com menor renda e baixo peso
(IMC abaixo de 18,5 Kg/m2). Conclusão: A presença de AUPs na dieta de universitários foi alta. O consumo
elevado desses alimentos está significativamente relacionado com menor renda e baixo peso. Outros fatores, como idade, consumo de álcool, sedentarismo e diagnóstico de ansiedade e/ou depressão, não mostraram associação com o consumo elevado de AUP.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
