Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (HIS Licenciatura e Bacharelado)
URI Permanente para esta coleçãohttps://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/705
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Item type: Item , Silêncios que falam: mulheres afro-indígenas e identidades invisibilizadas nas histórias de Vila Francesa – CriciúmaMinatto, Suiane de Oliveira David; Virtuoso, Tatiane dos SantosEste trabalho investiga as memórias e a atuação de mulheres afro-indígenas na história educacional de Criciúma, destacando a invisibilidade dessas populações na historiografia local. A pesquisa analisa como as narrativas oficiais marginalizam suas contribuições, favorecendo uma identidade marcada pelo embranquecimento e pela exaltação do legado europeu. O foco recai sobre a trajetória de Tomazia Cardoso de Oliveira, indígena e educadora, e de suas descendentes Custódia Cardoso Pereira, Marta e Janaina Vieira, integrantes de uma descendência de mulheres docentes que perpetuam a educação como resistência. A metodologia combina história oral e análise documental, inspirando-se em teóricos como Alessandro Portelli (1997) e Ecléa Bosi (1994) para abordar memória e resistência cultural. Michel de Certeau (1994) ilumina as práticas cotidianas como formas de resistência frente às imposições estruturais, enquanto Michael Pollak (1989) aprofunda o entendimento das memórias de grupos subalternizados em contextos de exclusão. Sueli Carneiro (2020) e Abdias do Nascimento (1978) embasam a análise do racismo estrutural e das políticas de embranquecimento. Stuart Hall (2003), Fanon (2008) e Cida Bento (2022) oferecem ferramentas críticas para discutir a construção identitária em contextos de exclusão. O artigo evidencia como essas mulheres desafiaram estruturas de poder que silenciaram suas histórias, construindo um legado que resiste à narrativa eurocêntrica. Revisitar essas memórias é crucial para desconstruir hierarquias raciais e promover uma historiografia inclusiva, que valorize as contribuições das populações racializadas na formação cultural e social de Criciúma.Item type: Item , Fraturas coloniais nas imagens de Rosana Paulino: as filhas de Eva como parideiras de um paraíso brasileiroTeixeira, Suelen de Biasi; Ostetto, Lucy CristinaO presente artigo é construído em diálogo com a artista Rosana Paulino e sua série "As Filhas de Eva". Rosana é uma artista paulistana, contemporânea, brasileira, negra e periférica. Doutora em Artes Visuais e bacharel em gravura pelo ECA-USP (2011). Por meio de suas produções discute o projeto colonial brasileiro e o lugar que a mulher negra ocupa nesse tecido social. Sendo assim, proponho como problema de pesquisa investigar como é possível pensarmos o projeto colonial a partir das imagens as Filhas de Eva. Para dar conta da pesquisa, os objetivos traçados visam primeiramente contextualizar o saber de Rosana Paulino, em diálogo com a história e as artes. Costurando esse diálogo, busco pensar como As Filhas de Eva é atravessada pela ideia de feridas coloniais (Frantz Fanon, 1968), por meio de uma estética decolonial (Walter Mignolo, 2012) que Rosana imprime em seu fazer. A metodologia portanto se constrói pelas referências bibliográficas e sobretudo a análise de imagens. Assim, o presente artigo se divide em três seções. A primeira se contrói na tentativa de pensar a relação entre história, arte e imagem. Ostetto (2020) para pensar o saber-fazer de Rosana. A imagem, problematizada por Samain (2012) e pensada em suas montagens e (des) montagens por Georges Didi-Huberman (2008). Na segunda parte, visa-se pensar o projeto colonial atravessado pelas suas feridas impresso na estética decolonial de Rosana. Por fim, busco o diálogo com as Filhas de Eva. Rosana escancara sua crítica em torno da exploração e as relações de violência colonial. De maneira a curar as feridas manipula imagens coloniais remetendo-as ao período escravocata, criando uma epistemologia negra do projeto colonial brasileiro que ainda se constitui como colonialidade.Item type: Item , A trajetória de vida e luta de Chico Mendes: uma luta pela preservação da floresta amazônica e um habitar ecológicoMichels, Paulo Henrique Dal Pont; Carola, Carlos RenatoEste artigo é o resultado de uma pesquisa de Trabalho de Conclusão do Curso de História da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Neste trabalho busco explicitar como os livros e artigos acadêmicos abordam a vida e luta de Chico Mendes. Também procuro analisar como se constituiu a luta dos seringueiros e dos povos indígenas que resultou na Aliança dos Povos da Floresta Amazônica. Na análise das fontes, manejo o conceito do “habitar colonial”, de Malcom Ferdinand, para diferenciar o modo de vida dos seringueiros e indígenas em relação ao modo de vida dos fazendeiros capitalistas. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem decolonial. Dividi o artigo em três partes. No primeiro tópico, abordo a trajetória de Chico Mendes em livros biográficos. No segundo tópico, analiso a memória do sindicalista-ambientalista em estudos acadêmicos. No último tópico, procuro explicitar o processo de formação da Aliança dos Povos da Floresta.Item type: Item , Principia: quando a música negra faz história no Residência PedagógicaFreitas, Maria Laura Ghislandi; Ostetto, Lucy CristinaO trabalho propõe refletir sobre a importância de práticas antirracistas no ensino de história, a partir de uma experiência vivenciada no programa de residência pedagógica na Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, que, por ser interdisciplinar, envolveu os componentes curriculares de História e Arte. Tendo como foco a luta antirracista no ensino da história, será problematizado como o rap é uma ferramenta de resistência negra. Assim, esta experiência se inicia com a música “Principia”, do rapper Emicida, destacada por suas múltiplas camadas que discutem ancestralidade e a reexistência negra, frente a uma sociedade racista, como a brasileira. Dessa forma, abriremos um diálogo a partir da seguinte questão problema: como a música Principia, do rapper Emicida, contribui para a abordagem da resistência negra frente ao racismo estrutural no Brasil, no ensino da história? Assim, temos como objetivo geral: analisar uma experiência com o ensino de história no Residência Pedagógica a partir da música Principia, do rapper Emicida. E como objetivos específicos: contextualizar a minha trajetória no Residência Pedagógica; refletir sobre a importância da educação das relações ético raciais, da abordagem da Lei 11.645/08 e o compromisso com uma pedagogia antirracista; relatar a experiência dessa abordagem. Essa pesquisa se deu por meio de uma observação participante em uma sala de aula e levantamento bibliográfico. Entre os autores utilizados, podemos destacar: Silvio de Almeida (2019), Grada Kilomba (2020), Petronilha Beatriz Silva (2007), Nilma Lino Gomes (2019), Susan de Oliveira (2016) e bell hooks3 (1994). Dessa forma, podemos destacar a importância de Lei 11.645/08 como marco fundamental na luta contra o apagamento das culturas afro-brasileira e indígena, no Brasil, propondo uma reconfiguração do currículo escolar em direção a uma educação mais inclusiva e antirracista. Com isso, a educação antirracista e a arte, especialmente o rap, conectam-se na construção de uma consciência críticae na promoção da valorização da identidade negra.Item type: Item , A Revolução Haitiana no Brasil: ressonâncias no contexto escravista, na historiografia e nos livros didáticosYsral, Luvens; Carola, Carlos RenatoA Revolução Haitiana é um dos grandes eventos que mudaram o curso da história do mundo. Mas, essa história ainda não é reconhecida por seu justo valor. Neste artigo, eu pretendo analisar a representação da Revolução do Haiti na historiografia e no ensino de história no Brasil. A análise mostra a importância desse processo revolucionário para o contexto das Américas, especialmente no que se refere ao Brasil escravista do século XIX, onde a revolução dos escravizados exerceu um impacto simbólico e político sobre as elites e as classes populares. No campo historiográfico, o artigo explora abordagens de historiadores como Marco Morel (2017), Luã Carvalho (2021), João José Reis (1986) e C. L. R. James (1938), que ressaltam a relevância do Haiti como primeiro país da América a abolir a escravidão, desafiando estruturas de poder racistas e coloniais. O trabalho também examina como os livros didáticos apresentam a Revolução Haitiana, abordando as narrativas textuais, o uso de imagens e as atividades propostas aos alunos. O trabalho foi realizado na perspectiva decolonial, onde procuro fugir do olhar ocidental para compreender a dimensão do impacto social dos revolucionários de São Domingos.Item type: Item , ‘Exposição sobre o povo Laklãnõ Xokleng no Museu ao ar livre Princesa Isabel - Orleans, SC: uma experiência de (des)colonização?'David, Leticia de Olvieira; Ostetto, Lucy CristinaDiante da crescente premência da preservação da ancestralidade e cultura dos povos originários, este trabalho propõe a reflexão acerca de como a cultura indígena é representada em espaços de educação não formais, especificamente o museu. Surgindo como espaço de salvaguarda de memórias, ele desempenha um papel educacional importante para transmissão e preservação de histórias e culturas. O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, localizado no município de Orleans-SC, por meio da exposição “Povos Indígenas: Registros dos Povos Xoklengs em Orleans e Região Sul Catarinense” constrói narrativas e representações que possibilitam reflexões críticas sobre como ainda é visto e concebido o imaginário sobre o povo indígena Laklãnõ Xokleng. Desde o processo genocida de colonização e as práticas sistémicas de massacre, que não assasinaram apenas corpos mas também outras concepções de mundo e cultura. Este trabalho está estruturo em dois tópicos. O primeiro discorrerá sobre a origem do museu e sua função social aludindo Bruno Brulon e Mário Chagas. O segundo tópico irá analisar a exposição por meio do embasamento teórico do livro “Os condenados da terra” de Frantz Fanon e “Descolonizar o Museu” de Fraçoise Vergès. Ainda abordará como os espaços não formais de ensino, como o museu, contribui de forma significativa para um ensino decolonial em diálogo. Com considerações finais a partir da descolonização do imaginário construido acerca da cultura indígena Laklãnõ Xokleng e a importância de pensar um pós museu, como espaço de reparação histórica.Item type: Item , Patrimônio em ruínas: o recreio dos trabalhadores em Siderópolis e as memórias do lazer nos tempos do carvãoVitorino, Jaqueline dos Santos; Osório, Paulo SérgioA pesquisa busca compreender a estrutura do Recreio dos trabalhadores de Siderópolis como um patrimônio industrial e evocador de memórias e identidades que dizem respeito ao período de exploração do carvão na cidade. E para além disso, este se constitui como uma importante fonte para entender as relações de trabalho e sociais que ocorreram naquele período. Com o fechamento da Companhia na década de 1990 na cidade, as estruturas da empresa se encontraram em situação de abandono e disputas pelos governos e moradores, provocando o processo de ruínas desses espaços. Sendo assim, Pretende discutir a relevância do Recreio dos Trabalhadores como um vetor de memórias para esses ex-trabalhadores e pessoas que frequentavam esses espaços, a partir de conceitos como o de patrimônio, memórias e identidades. Em termos metodológicos utilizaremos a história oral e a análise bibliográfica, além de trazer as discussões em relação à reconstrução e preservação deste espaço.Item type: Item , Arquétipos femininos do Tarot: tecendo relações e dialogando com imagens femininas na Idade MédiaMachado, Diana Costa; Ostetto, Lucy CristinaEste artigo é uma oportunidade de integrar minha experiência como taróloga, acadêmica de História e mulher, explorando a intersecção entre história medieval, tarot e os papéis femininos. Nos arquétipos femininos no tarot e sua relação com as realidades das mulheres na Baixa Idade Média, pretende-se desconstruir estereótipos sobre o tarot e o papel das mulheres na história. O artigo tem como objetivo explorar a conexão entre história medieval, tarot e os papéis femininos. O problema que orienta este artigo é a desconstrução do tarot e do papel da mulher na baixa idade média. Como metodologia serão utilizadas referências bibliográficas e análises de imagens, dialogando com os seguintes autores: Nadolny (2022); Godo (1985); Pernoud (1980, 1993); Jodorowsky; Costa (2016); Le Goff (1964, 2006, 2013), Duby (2013). O artigo será organizado nos seguintes tópicos: O Tarot: entrelaçando diferentes culturas e lugares; Mulheres na Idade Média: dialogando com Pernoud, Le Goff e Duby e Análise dos arquétipos femininos no Tarot de Marselha. Essa pesquisa contribui para o campo da história cultural com diferentes perspectivas e narrativas sobre o surgimento do tarot e oferece uma perspectiva empoderada e contemporânea sobre a força e sabedoria feminina, promovendo autoconhecimento e espiritualidade, identificando e interpretando os principais arquétipos femininos nos arcanos maiores das cartas do tarot, como a Imperatriz, a Sacerdotisa, a Justiça e o Mundo e seus significados simbólicos, considerando sua relevância sobre questão de gênero e espiritualidade da época. Essa pesquisa resultou em um maior entendimento sobre o surgimento do tarot, seus arquétipos femininos e as mulheres na Idade Média.Item type: Item , A produção da mandioca e seus derivados: dos engenhos artesanais a modernização tecnológica e sua contribuição socioeconômica no município de Sangão (1960 a 2020)Felisbino, Cristina de Aguiar; Zanelatto, João HenriqueInstigada pela necessidade de compreender a economia de Santa Catarina através do cultivo da mandioca, o presente trabalho procura problematizar a produção da mandioca e seus derivados em Sangão, no período de 1960 a 2020, com ênfase nas mudanças tecnológicas dos engenhos e na contribuição socioeconômica para o município. A economia vinda da agricultura foi um fator significativo tanto para o estado quanto para a cidade de Sangão, ofertando empregos, exportações e contribuindo para a sustentabilidade local. A agricultura familiar desempenha um papel importante desde o plantio da mandioca até os engenhos, onde ocorre a produção de farinha de mandioca e seus derivados. O artigo visa centrar-se na produção de mandioca, abordando sua influência socioeconômica tanto no estado de Santa Catarina quanto no município de Sangão, com ênfase nas incorporações tecnológicas e na ampliação do mercado.Item type: Item , Começos, caminhos e rumos: a trajetória política das mulheres em Turvo/SC (2012 - 2023)Trichês, Augusto Scarabelot; Pistorello, DanielaAs mulheres foram historicamente impedidas e afastadas de locais de poder e liderança, que só foram conquistados com muita luta e embate nos mais diversos núcleos da sociedade brasileira, sendo um deles a política. No Brasil, somente a partir do ano de 1933 elas, através de muito embate, conquistaram o direito a votar e serem votadas, em nível nacional, estadual e municipal. Neste último, podemos observar ainda um avanço um pouco mais singelo, principalmente no município de Turvo/SC, onde as mulheres participam muito tarde da política turvense. Somente no ano de 2012 que a cidade localizada no extremo sul de Santa Catarina elegerá suas duas primeiras vereadoras, e com elas os primeiros embates políticos e sociais dentro da câmara de vereadores entre elas e os homens apareceram. As mulheres estão até o presente na legislatura turvense, e nesse contexto atual, elas possuem pontos de vista diversos sobre a participação feminina dentro da política municipal. O trabalho em questão busca observar e compreender as visões de três mulheres sobre o cenário político da cidade, além de, através de entrevistas, buscar conexões entre as falas e experiências vividas por cada uma, a fim de entender como se constituiu a luta político partidária da mulher dentro de Turvo/SC.Item type: Item , Resistência Guarani no litoral sul de Santa Catarina: organização sociocultural, sociopolítica e direitos territoriaisMarques, Annie Souza; Campos, Juliano BitencourtO presente trabalho analisa as relações entre as dimensões sociocultural e sociopolítica externa do povo indígena guarani no litoral Catarinense - com enfoque no litoral sul - direcionadas a uma resistência voltada aos direitos territoriais indígenas. A pesquisa utiliza-se, em principal, da literatura indígena para a aproximação das práticas tradicionais das comunidades guaranis na localidade, com enfoque na aldeia Tekoá Marangatu. Os resultados identificam como as defesas dessas comunidades estão articuladas dentro das duas dimensões (sociocultural e sociopolítica externa) perante a luta para a asseguração e garantia de direitos territoriais, com movimentos organizados a partir da Constituição de 1988.Item type: Item , A invisibilidade das mulheres-trabalhadoras das minas de carvão em Criciúma: o (não) lugar das escolhedeiras na história, na memória e no ensinoHonório, Renata; Carola, Carlos RenatoO artigo é o resultado de uma pesquisa de Trabalho de Conclusão do Curso de História da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Problematiza-se a exclusão e invisibilidade das mulheres-trabalhadoras na história do munícipio de Criciúma, particularmente na história da exploração do carvão mineral. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e historiográfica, complementada com entrevistas com professoras e observação de campo dos lugares de memória das praças do centro urbano da cidade. Possui uma abordagem de história cultural, com uso das categorias gênero e trabalho. Joan Wallach Scott e Joana Maria Pedro fundamentam a discussão sobre gênero, enquanto Marise Nogueira Ramos contribui para a análise das relações de trabalho. Os tópicos foram divididos em três seções: A invisibilidade das mulheres-trabalhadoras na historiografia; Identidades masculinas e femininas nas praças do centro urbano; As trabalhadoras das minas de carvão no ensino de história. A pesquisa revelou a ausência de narrativas sobre as mulheres na historiografia local e nos livros que documentam a história de Criciúma e da indústria carbonífera. Essa invisibilidade é reforçada nos monumentos públicos e na falta de abordagem do tema nas escolas municipais.Item type: Item , Vozes e silêncios sobre as infâncias e mulheres: discursos sobre HIV/AIDS na Imprensa Catarinense (1990-2000)Borges, Lincon Gomes; Alves, Ismael GonçalvesEste estudo teve como objetivo geral analisar como mulheres e crianças vivendo com HIV/Aids foram representadas na imprensa de Santa Catarina nas décadas de 1990 e 2000. A pesquisa utilizou o método de análise de conteúdo de Laurence Bardin (2011) para organizar e analisar os dados coletados, fundamentando-se em teorias de Herbert Daniel e Richard Parker (2018), que exploram como a pandemia transgride os limites sanitários atingindo também o âmbito social; Carmen Dora Guimarães (1990, 1996, 2001), que investiga os impactos da epidemia de HIV/Aids sobre as mulheres; e Erving Goffman (1998), cujas reflexões sobre estigmas, identidades e suas consequências sociais foram centrais para a análise. O estudo concluiu que a mídia impressa catarinense desempenhou um papel significativo na construção de representações sociais do HIV/Aids, contribuindo para a perpetuação de estigmas, estereótipos de gênero e atribuição de culpa às pessoas infectadas.Item type: Item , Tamboridades do Batuque: ancestralidade, identidade e resistênciaMendonça, Gisleine Máximo; Ostetto, Lucy CristinaA questão central que dá direção a esse trabalho é: como a presença de alagbês no culto ao orixá preservam e perpetuam no saber ancestral no Batuque? Mais do que uma pesquisa acadêmica, este trabalho é também um caminho para problematizar os coletivos que me atravessam e escancarar o racismo religioso que historicamente marginaliza, quando não apaga as tradições afro-brasileiras. É fundamental compreendermos a importância da presença de tamboreiros e tamboreiras, destacando como seus corpos e saberes sustentam e protegem essas tradições. A pesquisa objetiva compreender a importância dos alagbês para o culto a orixá e na perpetuação do saber ancestral; contextualizar o Batuque no Rio Grande do Sul e a sua presença em Criciúma; analisar como as leis 10.639 e 11.645 influenciam a visibilidade das tradições africanas. Também busca compreender o uso do termo "tamboridades" para reconhecer a diversidade dos corpos que assumem a função de tamboreiros(as). A metodologia encruza conversas com membros da minha goa (família de santo) e análise de registros fotográficos, junto a uma revisão bibliográfica que dialoga com autoras/es como, Norton Corrêa (1992); Marcelo Tadvald(2016); Oyèrónké Oyěwùmí (2021); Luiz Rufino(2019), bell hooks (1994), Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (2007), Antonio Bispo dos Santos(2023) e, Sidnei Nogueira (2020). Este texto costura tópicos tais quais Exu cobra. Movimento! Batuque: corpo-território-ancestralidade-resistência; Ilú axé: tamboridades e o saber ancestral. Compreende-se ao final o batuque em dinâmica de corpo-território onde a ancestralidade e resistência se manifestam e, o tambor como um veículo de memória e axé expresso através das tamboridades que constituem parte dessa comunidade.Item type: Item , Reflexões sobre a violência contra as mulheres a partir do “Rapto das Sabinas” (1633/34) de Nicolas PoussinVital, Djenyfer da Silva; Pistorello, Daniela; Coelho, Tiago da SilvaHá poucas fontes escritas que contam sobre as histórias das mulheres em tempos mais antigos, e ainda hoje são escassas. Na Arte temos um número de aparições femininas mais significativas e que nos permite problematizar certos temas, como a violência contra as mulheres. A violência contra as mulheres é uma constante histórica e pode ser assinalada ao longo de muitos milênios. A partir do quadro do artista francês Nicolas Poussin, The abduction of Sabine Women de 1633/34, podemos conceber, tendo em vista a teoria warburguiana, uma prancha do rapto. As obras presentes na prancha são, sobretudo, obras do Renascimento dos séculos XV, XVI e XVII, em sua maioria, e todas têm como base as narrativas greco-romanas de mitos ou poemas e textos históricos, como Tito Lívio. Por meio de análise de imagens, prezando por estabelecer relações entre as múltiplas temporalidades que as imagens são capazes de evocar e seus contextos criativos, propomos uma reflexão sobre as narrativas históricas que envolvem as mulheres romanas da antiguidade e as permanências do pathos do rapto, tecendo novas possibilidades de pensar essas imagens por meio da temática de uma História das Mulheres e da Arte. Tendo como objetivo central deste trabalho pensar nas formas de violência que se manifestam no rapto e nas apresentação desses corpos feminino violados na Arte e o modo como podemos problematizar a História das Mulheres nas distintas temporalidades.Item type: Item , Musicalizando o ensino de história: o que pode a música nos ensinar?Carola, Bruno Moreira; Pistorello, DanielaItem type: Item , O estigma que mata: os discursos sobre HIV/AIDS no jornal " O Pasquim" (SP) entre as décadas de 1980 A 1990Rezende, Natan de Oliveira; Alves, Ismael GonçalvesA Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) surgiu como uma das doenças mais impactantes do século XX, desencadeando uma crise de saúde global e alterando significativamente a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, o HIV/AIDS atingiu o status de epidemia, e a mídia brasileira desempenhou um papel fundamental na construção dos discursos relacionados a essa enfermidade. Este estudo tem como objetivo analisar os discursos presentes no periódico "O Pasquim" de São Paulo, em relação ao HIV/AIDS e à comunidade LGBQIAPN+. A escolha desse periódico está fundamentada em sua afinidade com indivíduos considerados desviantes, como gays, lésbicas, militantes políticos, entre outros, e na maneira como esses grupos ocupavam diferentes espaços na revista. elencamos como objetivo geral analisar os discursos presentes na mídia brasileira sobre o HIV/AIDS entre os anos de 1986 e 1999, explorando o papel desempenhado pelo Pasquim na criação e difusão do imaginário coletivo. Os objetivos específicos deste artigo incluem: identificar e coletar reportagens sobre HIV/AIDS (1980-1990) no periódico Pasquim, digitalizado na Hemeroteca Nacional; identificar os principais discursos sobre a epidemia de HIV/AIDS presentes nas fontes coletadas; e analisar como as matérias jornalísticas se referiam à doença em termos de linguagem, representações e estereótipos. No aspecto teórico, serão empregados os conceitos das obras de Michel Foucault e Judith Butler. Foucault (1971) aborda a ideia de discurso em "A ordem do discurso", destacando que o discurso não é apenas uma forma de comunicação, mas também uma ferramenta de poder. Além disso, serão exploradas as questões de gênero apresentadas por Judith Butler. Para Butler (2003), o gênero não é uma característica inata, mas uma construção social e cultural repetidamente realizada e reforçada por meio de atos performativos, conceito denominado por ela como Performatividade de Gênero. Um vislumbre do que será concluído traz que o estigma em torno da epidemia de HIV/AIDS dificultou a busca por testes, tratamento e cuidados médicos, gerando medo e silêncio. A mídia, ao informar sobre a doença, perpetuou interpretações preconceituosas e normas de gênero, atribuindo a um grupo a responsabilidade pela doença, isentando outras formas de vida de comportamentos de risco.Item type: Item , Livro didático e ensino de história: o holocausto em perspectivaSilvano, Vitória Accordi; Pistorello, Daniela; Carvalho, Richarles Souza deOs livros didáticos desempenham um importante papel no processo educacional brasileiro e por conta disso são os objetos deste estudo. O objetivo do artigo é problematizar as abordagens sobre o Holocausto em dois livros didáticos aprovados em 2020 pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) destinados aos anos finais do Ensino Fundamental das escolas públicas brasileiras. Os principais referenciais teóricos adotados são autores da área como Ezequiel Theodoro da Silva e Circe Bittencourt. As fontes de pesquisa serão os livros didáticos aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD): “História - Sociedade & Cidadania” de Alfredo Boulos Júnior, publicado pela editora FTD, e “História - Teláris” de Cláudio Vicentino e José Bruno Vicentino, publicado pela editora Ática. A análise dos livros será pautada, metodologicamente, pela seleção e abordagens de conteúdos relativos o Holocausto à luz de critérios, propostos por Circe Bittencourt. De maneira geral, observa-se que tópicos importantes, como os campos de concentração, quando abordados, são tratados de maneira superficial e que não dão conta da complexidade necessária.Item type: Item , O papel da carta de princípios de 1961 e dos CTG´s na construção do gaúcho em Santa CatarinaGonçalves, Nathã Mendes; Pistorello, DanielaItem type: Item , Por uma (des)educação patrimonial em Urussanga: o projeto “Conhecer para Pertencer”Corrêa, Natalia; Pistorello, DanielaNo ano de 2022, o município de Urussanga lançou o projeto “Conhecer para Pertencer”, por meio da Lei n° 3.044, de 27 de junho, o qual promove a chamada “educação patrimonial” para os alunos da rede municipal de ensino, com o objetivo de incentivar a conscientização do patrimônio histórico-cultural da cidade. O objetivo deste trabalho é problematizar essa lei, a fim de compreender a construção de uma identidade étnica para a cidade por meio do patrimônio cultural. Nas discussões teóricas sobre identidade, utilizamos as contribuições de Stuart Hall, Kathryn Woodward e Zygmunt Bauman. Ainda, nos apoiamos em Maurice Halbwachs, Michael Pollak, Jan e Aleida Assman para abordar as reflexões sobre memória, e, por fim, para um melhor entendimento do conceito de educação patrimonial, usamos Átila Tolentino e Janice Gonçalves. A metodologia utilizada compreende a leitura do projeto “Conhecer para Pertencer” e sua problematização à luz das referências teóricas adotadas. De forma geral, percebemos a importância de um projeto como esse no campo do patrimônio em uma cidade como Urussanga. Fica evidente que a ideia de patrimônio é sempre algo que está no passado, aparecendo de forma idealizada, e que, ao selecionar as memórias dos imigrantes e seu patrimônio, alguns passados foram apagados. Há muita dificuldade em perceber o patrimônio cultural na Urussanga contemporânea, que, ao contrário do que reforça o projeto, é diversa.