Por uma (des)educação patrimonial em Urussanga: o projeto “Conhecer para Pertencer”
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No ano de 2022, o município de Urussanga lançou o projeto “Conhecer para Pertencer”, por meio da Lei n° 3.044, de 27 de junho, o qual promove a chamada “educação patrimonial” para os alunos da rede municipal de ensino, com o objetivo de incentivar a conscientização do patrimônio histórico-cultural da cidade. O objetivo deste trabalho é problematizar essa lei, a fim de compreender a construção de uma identidade étnica para a
cidade por meio do patrimônio cultural. Nas discussões teóricas sobre identidade, utilizamos as contribuições de Stuart Hall, Kathryn Woodward e Zygmunt Bauman. Ainda, nos apoiamos em Maurice Halbwachs, Michael Pollak, Jan e Aleida Assman para abordar as reflexões sobre memória, e, por fim, para um melhor entendimento do conceito de educação patrimonial, usamos Átila Tolentino e Janice Gonçalves. A metodologia utilizada compreende a leitura do projeto “Conhecer para Pertencer” e sua problematização à luz das referências teóricas adotadas. De forma geral, percebemos a importância de um projeto como esse no campo do patrimônio em uma cidade como Urussanga. Fica evidente que a ideia de patrimônio é sempre algo que está no passado, aparecendo de forma idealizada, e que, ao selecionar as memórias dos imigrantes e seu patrimônio, alguns passados foram apagados. Há muita dificuldade em perceber o patrimônio cultural na Urussanga contemporânea, que, ao contrário do que reforça o projeto, é diversa.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Licenciatura no curso de História da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
