Fraturas coloniais nas imagens de Rosana Paulino: as filhas de Eva como parideiras de um paraíso brasileiro
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O presente artigo é construído em diálogo com a artista Rosana Paulino e sua série "As Filhas de Eva". Rosana é uma artista paulistana, contemporânea, brasileira, negra e periférica. Doutora em Artes Visuais e bacharel em gravura pelo ECA-USP (2011). Por meio de suas produções discute o projeto colonial brasileiro e o lugar que a mulher negra ocupa nesse tecido social. Sendo assim, proponho como problema de pesquisa investigar como é possível pensarmos o projeto colonial a partir das imagens as Filhas de Eva. Para dar conta da pesquisa, os objetivos traçados visam primeiramente contextualizar o saber de Rosana Paulino, em diálogo
com a história e as artes. Costurando esse diálogo, busco pensar como As Filhas de Eva é atravessada pela ideia de feridas coloniais (Frantz Fanon, 1968), por meio de uma estética decolonial (Walter Mignolo, 2012) que Rosana imprime em seu fazer. A metodologia portanto se constrói pelas referências bibliográficas e sobretudo a análise de imagens. Assim, o presente artigo se divide em três seções. A primeira se contrói na tentativa de pensar a relação entre história, arte e imagem. Ostetto (2020) para pensar o saber-fazer de Rosana. A imagem, problematizada por Samain (2012) e pensada em suas montagens e (des) montagens por Georges
Didi-Huberman (2008). Na segunda parte, visa-se pensar o projeto colonial atravessado pelas suas feridas impresso na estética decolonial de Rosana. Por fim, busco o diálogo com as Filhas de Eva. Rosana escancara sua crítica em torno da exploração e as relações de violência colonial. De maneira a curar as feridas manipula imagens coloniais remetendo-as ao período escravocata, criando uma epistemologia negra do projeto colonial brasileiro que ainda se constitui como colonialidade.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Licenciatura no curso de História da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
