Reflexões sobre a violência contra as mulheres a partir do “Rapto das Sabinas” (1633/34) de Nicolas Poussin
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Há poucas fontes escritas que contam sobre as histórias das mulheres em tempos mais antigos, e ainda hoje são escassas. Na Arte temos um número de aparições femininas mais significativas e que nos permite problematizar certos temas, como a violência contra as mulheres. A violência contra as mulheres é uma constante histórica e pode ser assinalada ao longo de muitos milênios. A partir do quadro do artista francês Nicolas Poussin, The abduction of Sabine Women de 1633/34, podemos conceber, tendo em vista a teoria warburguiana, uma prancha do rapto. As obras presentes na prancha são, sobretudo, obras do Renascimento dos séculos XV, XVI e XVII, em sua maioria, e todas têm como base as narrativas greco-romanas de mitos ou poemas e textos históricos, como Tito Lívio. Por meio de análise de imagens, prezando por estabelecer relações entre as múltiplas temporalidades que as imagens são capazes de evocar e seus contextos criativos, propomos uma reflexão sobre as narrativas históricas que envolvem as mulheres romanas da antiguidade e as permanências do pathos do rapto, tecendo novas possibilidades de pensar essas imagens por meio da temática de uma História das Mulheres e da Arte. Tendo como objetivo central deste trabalho pensar nas formas de violência que se manifestam no rapto e nas apresentação desses corpos feminino violados na Arte e o modo como podemos problematizar a História das Mulheres nas distintas temporalidades.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Licenciatura no curso de História da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
