Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (ART Licenciatura)

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    "Quanto riso, oh, quanta alegria": a cultura popular do carnaval e o Ensino da Arte em Criciúma/SC nos anos finais do Ensino Fundamental
    Joaquim, Vitor Germano Baum; Miziescki, Mikael
    Esta pesquisa tem como objetivo pesquisar sobre as potencialidades da cultura popular do carnaval em Criciúma, refletindo a sua presença nas aulas de Artes do ensino fundamental – anos finais. Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório, documental, bibliográfico, na linha de Educação e Arte, e cartográfico que se apropriou de entrevista oral e questionários online, acerca da seguinte problemática: a cultura popular do carnaval em Criciúma é presente nas aulas de Artes do ensino fundamental – anos finais? Para tal, são quatro capítulos que abordam questões teóricas e práticas acerca da temática central da pesquisa. O primeiro capítulo foi para introduzir o tema e explicar quais os pontos desta pesquisa. O segundo capítulo investigou a história do Carnaval de Criciúma e a relação de Gilberto Pegoraro com ele a partir de Miziescki (2021). No terceiro foi analisado o que documentos norteadores da educação básica falavam sobre cultura popular, com Brasil (2018), Santa Catarina (2019) e Criciúma (2020). O quarto capítulo foi dedicado para saber a perspectiva dos professores de artes sobre o Carnaval, com Freire (1996). O quinto capítulo foi um projeto de curso trabalhando o Carnaval e a cultura popular, com contribuições de Hall (2003). O sexto foi para as reflexões do que foi analisado nos capítulos anteriores.
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    Aqui tem arte: o potencial educativo das intervenções urbana na cidade de Criciúma
    Fernandes, Victória; Pereira, Daniele Cristina Zacarão
    A pesquisa investiga as potencialidades das intervenções urbanas como meio de ensino das Artes Visuais na escola, tomando a cidade de Criciúma/SC como um laboratório de experiências estéticas e educativas. Partindo das vivências em estágios e da constatação do distanciamento entre estudantes e os espaços institucionais de arte, propõe-se reconhecer a rua como uma galeria a céu aberto - um território de aprendizagem, criação e encontro. A investigação parte da pergunta: como as intervenções urbanas podem aproximar escola, cidade e comunidade por meio do ensino de arte? Adotando a cartografia como abordagem metodológica, compreendida enquanto prática de pesquisa implicada, que envolve o caminhar, o registro e a abertura ao afeto e à escuta da cidade, o estudo mapeia manifestações urbanas como grafites, pichações, lambes e stickers, dialogando com artistas locais. Entre eles, destacam-se DoisK, VATOS, Waiola e o coletivo KR3E! CRU, cujas colaborações se materializam em entrevistas e trocas processuais. Como desdobramentos práticos, a pesquisa resulta em uma intervenção urbana devolutiva, com a fixação de cartazes contendo a inscrição “Aqui tem arte”, e na proposição de um projeto pedagógico que estimula a criação de mapas afetivos pelos estudantes, articulando arte, cidade e educação como campos interdependentes de experiência e reflexão.
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    Entre avanços e retrocessos: uma análise sobre o percurso da disciplina de Arte no Ensino Médio
    Luiz, Miguel Santana; Honorato, Aurélia Regina de Souza
    O presente trabalho analisa o ensino de Arte no Ensino Médio brasileiro sob a ótica das reformas curriculares e das legislações que moldaram sua presença na formação dos estudantes, especialmente as Leis nº 13.415/2017 e nº 14.945/2024. Parte-se da compreensão de que o currículo é um território de disputas políticas e culturais, no qual as escolhas sobre o que ensinar revelam concepções de formação humana e projetos de sociedade, perspectiva defendida por autores como Duarte Jr. (1985), que enfatiza o papel da experiência sensível na educação, e por Ferraz e Fusari (2009), que compreendem a Arte como conhecimento indispensável à formação do sujeito. O problema de pesquisa consiste em compreender de que maneira as decisões políticas e legislativas influenciaram e continuam a influenciar o lugar da Arte no Ensino Médio. A metodologia adotada fundamenta-se na análise documental e na Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), aplicada aos textos legais e referenciais curriculares. A investigação foi organizada em três categorias analíticas: Valorização simbólica da Arte; Instrumentalização curricular e formação técnica/estética; e Equidade de acesso à Arte. O diálogo com Lasneaux (2025) permitiu situar essas análises no contexto mais amplo das crises de identidade do Ensino Médio e das tensões históricas entre formação humanista e racionalidade produtivista. Conclui-se que o ensino de Arte no Ensino Médio constitui um campo de disputa simbólica e política, tensionado entre finalidades formativas amplas e demandas utilitaristas.
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    Reflexões em torno do ensino da Arte na educação básica
    Scarpati, Maria Luiza Gomes; Silva, Silemar Maria de Medeiros da
    Esta pesquisa se caracteriza como um Trabalho de Conclusão de Curso, investiga as relações entre o repertório de experiências com a Arte na formação do professor de Artes e suas práticas pedagógicas. O estudo parte do seguinte problema de pesquisa: Quais as possíveis relações que podemos estabelecer entre o repertório de experiências com a Arte na formação do professor de Artes e suas práticas pedagógicas? O objetivo geral é compreender de que modo as experiências formativas em Arte contribuem para a construção do repertório cultural e estético do docente e como esse repertório se manifesta nas práticas pedagógicas desenvolvidas em contextos escolares. Situada na linha de Educação e Arte, esta investigação adota uma abordagem qualitativa, de natureza narrativa e bibliográfica, visando compreender os sentidos atribuídos pelos professores às suas experiências formativas e práticas de ensino. O diálogo teórico estabelece-se com autores como Cunha (2012; 2015), Loponte (2009; 2018; 2023), Miziescki (2019), Fusari e Ferraz (2009) e Tardif (2007), que refletem sobre a formação docente como processo múltiplo, sensível e construído pela experiência. A discussão sobre repertório e experiência estética fundamenta-se em Larrosa (2002), Cunha (2021) e Ferraz e Fusari (2009), que compreendem a Arte como experiência formadora e transformadora. Em diálogo com Hernández (2005), Leite e Ostetto (2004) e Ana Mae Barbosa (2024), o ensino de Arte é entendido como prática crítica e integradora, articulando o fazer, o apreciar e o contextualizar. O conceito de professor artista, central nesta pesquisa, emerge das reflexões contemporâneas sobre a identidade do docente em Arte. Inspirado em Basbaum (2005) e Lampert (2017), o termo deriva da noção de “artista-etc” de Basbaum, que ultrapassa fronteiras disciplinares e propõe atuações híbridas como artista-curador, artista-teórico e artista-professor. Os relatos analisados evidenciam que o fazer artístico e o fazer docente são dimensões integradas na constituição do “professor artista”, cuja prática reflete o repertório estético e cultural construído ao longo de sua trajetória formativa.
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    Projetações, ativações e conexões: contribuições possíveis para a educação estética de crianças a partir da relação entre o atelierista e o professor de Artes
    Kulkamp, Karoline Ribeiro; Ricardo, Gabriel Valga
    Esta pesquisa tem como objetivo compreender a atuação do atelierista na abordagem de Reggio Emilia e sua relação com a formação estética das crianças na Educação Infantil, dialogando com o papel do professor de Arte no contexto brasileiro. O estudo parte do seguinte questionamento: Quais as possíveis contribuições podem emergir da relação entre a atuação do atelierista e do professor de Arte para a educação estética na Educação Infantil brasileira? A relevância do estudo fundamenta-se na necessidade de ampliar o debate sobre a função do atelierista e do professor de Arte, diante das potencialidades das experiências estéticas na infância. Fundamentada em uma abordagem qualitativa, adotando um caráter autobiográfico, consideram o olhar da pesquisadora como professora, atelierista e acadêmica em formação. A análise teórica apoia-se em autores como Malaguzzi (1999), Vecchi (2017), Ana Mae Barbosa (2007; 2012; 2014) e Pillotto(2020), articulando teoria e prática que sustentam as discussões sobre Arte, infância e docência. O diálogo entre atelierista e professor de Arte evidencia modos distintos de mediação estética. Enquanto o atelierista, inspirado em Reggio Emilia, desenvolve práticas voltadas à investigação do sensível e às múltiplas linguagens, o professor de Arte, orientado pela Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa, articula o fazer artístico, a leitura de imagem e a contextualização cultural, promovendo uma formação crítica e sensível.
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    Faça (p)arte em pensar a formação docente em arte: intersecções entre nordestinidade e ubuntu por meio da escrevivência
    Silva, Isabelly Gonçalves; Silva, Francine Nazário da
    O presente trabalho propõe uma reflexão sobre os atravessamentos entre identidade, raça, territorialidade e arte no processo formativo docente em Artes Visuais, compreendendo a escrita e a prática artística como espaços de resistência, reconhecimento e transformação. O problema parte da necessidade de investigar de que forma trabalhar nas aulas de Arte as questões raciais e a cultura popular nordestina desvinculada de conceitos estereotipados? O estudo tem como objetivo geral compreender como experiências formativas atravessadas por marcadores raciais e territoriais podem contribuir para uma docência mais crítica, sensível e comprometida com a diversidade cultural. Entre os objetivos específicos, busca-se analisar produções visuais e teóricas de artistas negros e nordestinos, refletir sobre práticas docentes vivenciadas no PIBID e nos estágios obrigatórios, e investigar a arte como campo de transformação social e afetiva. Nesse percurso, dialogam-se também com as linguagens poéticas e musicais de artistas como Rapadura Xique-Chico (2010), Emicida (2019) e Djonga (2020), que, por meio do rap e da oralidade, ampliam a compreensão da arte enquanto espaço de denúncia, pertencimento e afirmação identitária, contribuindo para o reconhecimento da cultura negra e nordestina como potência educativa. Insere-se na linha de pesquisa: Processos, Poéticas e Educação: criação, fazer e linguagens no campo das Artes Visuais. A metodologia adotada é a escrevivência, proposta por Conceição Evaristo (2011), que articula narrativa, memória e experiência como modos legítimos de produção de conhecimento, assumindo o corpo, a voz e o território como dimensões epistemológicas. A fundamentação teórica baseia-se em autoras e autores como Conceição Evaristo (2020), Nilma Lino Gomes (2003), Djamila Ribeiro (2019), Carla Akotirene (2018) e Pedro Ernesto Lima (2018), que contribuem para compreender a escrita e a docência como atos políticos e coletivos. As contribuições desta pesquisa permanecem em movimento e não se encerram nesta proposta, pois a trajetória formativa e humana segue em expansão, reafirmando que a docência é, acima de tudo, um ato de coragem, partilha e permanência.
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    Arte, memória e identidade cultural: a valorização do Boi de Mamão no Ensino da Arte
    Silva, Isabelle Gomes da; Silva, Silemar Maria de Medeiros da
    Este trabalho tem como objetivo investigar o papel do Grupo Cultural Cru de Teatro e Boi de Mamão na construção da identidade cultural de Jaguaruna (SC) e refletir sobre como o ensino de Artes pode contribuir para a valorização e preservação de manifestações culturais locais. Faz-se como um Trabalho de Conclusão de Curso que parte da compreensão de que o Boi de Mamão, mais do que uma encenação folclórica, constitui uma prática coletiva que articula memória, identidade e pertencimento. A pesquisa instiga sobre: de que forma as experiências do Grupo Cultural Cru, formado na década de 1990, podem inspirar práticas pedagógicas em Arte voltadas à valorização da cultura popular? Para tanto, foram realizadas entrevistas semi estruturadas com ex-integrantes do grupo, além de revisão bibliográfica sobre cultura popular, teatro de grupo e ensino da arte, fundamentada em autores como Hall (2006), Fernandes (2008), Carreira (2008), Bauman (2001, 2008) e Freire (1996). Nesse sentido, o trabalho propõe pensar o ensino da Arte como espaço de diálogo entre o saber escolar e o saber popular, promovendo práticas pedagógicas que estimulem o reconhecimento das identidades culturais regionais. Conclui-se que experiências como a do Grupo Cultural Cru evidenciam o potencial educativo e formativo das manifestações populares, revelando que a arte, quando vivida coletivamente, é capaz de fortalecer laços sociais, ressignificar memórias e manter vivas as raízes culturais de uma comunidade.
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    Resistência urbana: limites entre arte, política e vandalismo
    Vieira, Gabriel Becker; Engroff, Luiz Gustavo Bieberbach
    Com este presente trabalho, volto meus olhos para o graffiti, pixo - com x - e picho - com ch -, explicitando sua história e nuances políticas. Através de uma pesquisa narrativa-qualitativa, transformo as entrevistas feitas em campo com os acadêmicos do Curso de Artes Visuais da UNESC em um texto, a fim de explicitar o que pensam estas pessoas a respeito do tema. Meu trabalho, de cunho artístico-político, busca entender, discutir, pesquisar, compreender e potencializar os parâmetros que permeiam as artes urbanas já citadas acima, através da pesquisa de campo com os estudantes. Logo, proponho: o que pensam os estudantes de Artes Visuais a respeito de graffiti, pixo e pichação? Para além das falas dos entrevistados, há interlocução com referências bibliográficas em monografias, dissertações, livros e teses que vieram antes desta, utilizando autores como Lassala e Lamberti. Por fim, proponho um projeto de curso que visa ampliar os conhecimentos que se desdobram a respeito do tema.
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    A arte e a cultura de Urussanga/SC: desdobramentos do ensino da arte nos anos iniciais do ensino fundamental
    Silvestrini, Cecília Garrido; Miziescki, Mikael
    Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo investigar as potencialidades da arte de e sobre Urussanga para o ensino da Arte no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, compreendendo como o patrimônio artístico e cultural local pode contribuir para práticas pedagógicas significativas. O estudo parte do problema: quais as potencialidades da arte de e sobre Urussanga para o ensino de Arte nos anos iniciais do ensino fundamental? O primeiro capítulo apresentou um mapeamento dos artistas urussanguenses e de suas produções, relacionando-as à história e à cultura da cidade, que expressam temas como os silenciamentos dos povos indígenas, a imigração italiana, religiosidade, vida rural e memórias coletivas. O segundo capítulo tratou das orientações dos documentos norteadores da educação BNCC (2018), CBTC (2019) e Referencial Curricular de Urussanga (2021) destacando a importância da cultura local e da identidade cultural no ensino da Arte. O terceiro capítulo expôs os resultados das entrevistas com professores de Arte do município, revelando que, embora a arte local esteja presente em sala de aula, há falta de materiais pedagógicos e de acesso às obras dos artistas. Já o quarto capítulo propôs uma formação continuada para professores, com base no material elaborado “A Cultura de Urussanga: um mapeamento das poéticas artísticas locais”, estimulando a valorização da cultura e da arte regional como recurso educativo. A pesquisa é de natureza básica, qualitativa, exploratória e descritiva, com abordagem cartográfica, por acompanhar e registrar percursos culturais e artísticos da cidade. Foram utilizados procedimentos como análise documental, pesquisa bibliográfica e entrevistas com professores. Conclui-se que a arte de Urussanga é uma importante fonte de conhecimento e pertencimento, capaz de aproximar o ensino da Arte da realidade dos alunos. Valorizar o que é local amplia a compreensão sobre identidade, memória e cultura, fortalecendo o vínculo entre escola e comunidade e promovendo uma educação mais sensível e contextualizada.
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    Um encontro com todas as mulheres que conheci: a arte feminista na formação docente
    Ribeiro, Bruna da Silva; Honorato, Aurélia Regina de Souza
    Este Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado Um Encontro com Todas as Mulheres que Conheci: A Arte Feminista na Formação Docente, insere-se na linha de pesquisa Processos, Poéticas e Educação do curso de Artes Visuais – Licenciatura. Trata-se de uma investigação de caráter autoetnográfico, na qual se estabelece uma relação entre o “eu” pesquisador e o objeto de estudo. A problemática central que orienta a pesquisa consiste em refletir sobre como pensar uma formação em arte feminista voltada para professoras e professores de Arte. O referencial teórico é constituído exclusivamente por autoras mulheres, entre elas Milly e Paola (2024), Jociele (2005), Helena (2017), Aurélia (2015), bell (2018), Cecília (2011), Guacira (1997), Gabriela (2017), Susie (2021), Katy (2024) e Roberta (2016). A opção metodológica de nomeá-las pelo primeiro nome configura uma estratégia de aproximação subjetiva e relacional, além de ser um contraponto de uma herança patriarcal que existe até os dias de hoje de identificar as pessoas pelo sobrenome - muitas vezes paterno. Essas autoras são articuladas diretamente ao desenvolvimento da pesquisa, em diálogo com práticas e processos de artistas e coletivos como Guerrilla Girls, Louise, Letícia e Sarah. Além disso, são mobilizados conceitos relacionados à formação docente em artes e à pedagogia feminista, que sustentam as discussões e ampliam o escopo da investigação. A análise evidencia a relevância de estudar mulheres artistas comprometidas com perspectivas feministas, de modo a contribuir não apenas para a visibilização de trajetórias historicamente silenciadas na arte, mas também para a formação de sujeitos críticos e reflexivos. Como produto pedagógico, apresenta-se um material em formato de marca-página, concebido como recurso de ampliação de repertório para professoras e professores de Arte, reafirmando o compromisso da pesquisa com a prática educativa e com a difusão de saberes feministas.
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    Entre jardins e rios: um olhar poético sobre a formação sensível e estética dos artistas professores catarinenses e a poética natural de suas produções
    Medeiros, Thyago Costa; Honorato, Aurélia Regina de Souza
    Nesta pesquisa, caminho pela sutileza dos encontros entre arte e natureza, em busca daquele fio sensível que tece o olhar do artista contemporâneo catarinense. A paisagem não é apenas cenário, mas matéria e espírito, um espaço onde o visível e o invisível dançam juntos, convidando o artista a criar com os elementos da terra. Guiado pelas reflexões de Katia Canton, Michel Ribon, Fernando Cocchiarale e Manoel de Barros, desvendo as nuances do fazer artístico e do sentir poético, enquanto ouço, por meio de entrevistas e cartas, as vozes de Hilda Maziero e Leandro Jung, que revelam um caminho de matéria e alma, onde a docência pulsa como extensão da arte. Com base nesse percurso cartográfico, exploro o problema central: Qual o lugar da natureza na produção artística contemporânea e sua relação com a formação sensível e estética dos artistas professores? Como objetivo, investigo o lugar da natureza na formação sensível e estética desses artistas, discutindo o que é a natureza neste contexto, compreendendo essa formação na arte e na educação, analisando os seres artistas dentro e fora de seus jardins, e apresentando a arte contemporânea e suas implicações como uma prática de reencontro com o essencial.
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    O autorretrato como processo educativo e artístico
    Rosa, Mileni Paz; Duarte, Izabel Cristina Marcílio
    Esta pesquisa traz reflexões acerca do autorretrato e sua contribuição na compreensão dos alunos sobre identidade, expressão pessoal e sociedade. O problema central nessa investigação é: Como as questões levantadas por meio de autorretratos podem ser incorporadas ao ensino da arte, promovendo uma reflexão crítica e ampliando a compreensão dos alunos sobre identidade, expressão pessoal e sociedade? Dessa questão central decorre o objetivo geral que é: Analisar como as questões levantadas por meio de autorretratos podem ser incorporadas ao ensino da arte, promovendo uma reflexão crítica e ampliando a compreensão dos alunos sobre identidade, expressão pessoal e sociedade. Bem como os objetivos específicos: Identificar as questões e temáticas tratadas por artistas contemporâneos em seus autorretratos, destacando sua relevância cultural e social; Analisar experiências no espaço escolar em relação a prática do autorretrato e sua contribuição na compreensão dos alunos em relação a sua auto imagem; Examinar o impacto das obras de Frida Kahlo no que diz respeito às questões de identidade e sua relevância para a educação artística. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória. Apoia-se em autores como Melo (2022), Rauen e Momoli (2015), Benevides (2016), na fundamentação da importância do autorretrato como forma de autoconhecimento e reflexão e Elassal (2021), Campos (2024) e Medeiros (2016), para a fundamentação teórica e análise das obras. A partir deste estudo pode-se perceber que o autorretrato, no contexto educativo, vai além da prática técnica; ela se torna um espelho que reflete o íntimo, convidando o indivíduo a resgatar memórias, enfrentar medos e construir narrativas que integram a arte e a vida. O caminho aqui percorrido reafirma a potência transformadora da arte, tanto no plano individual quanto coletivo, tornando-a uma forma vital tanto na educação quanto na formação humana.
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    A arte urbana e a construção de si: o que dizem os alunos do município de Arroio do Silva, sobre os murais da região
    Gornicki, Martina; Ricardo, Gabriel Valga
    O presente Trabalho de Conclusão de Curso pretende compreender quais são as impressões que alunos e alunas do 9º ano, com pouco acesso a arte, do município Balneário Arroio do Silva, tem sobre os murais e graffitis locais e como essas produções implicam na formação desses sujeitos. Começo escrevendo sobre os meus primeiros contatos com o muralismo, e como este me formou no fim da adolescência. Seguido, contextualizo sobre o surgimento do graffiti e do muralismo, passando e explicando brevemente sobre outras linguagens da arte urbana, compreendendo sua importância política e social na comunidade. Nesta pesquisa, dou meus primeiros passos me apoiando na escrita de Celso Gitahy (1999) e Marcela Belo Gonçalves (2013). O’Doherty (2019) e Leite e Ostetto (2005) me guiaram para conseguir realizar uma análise sobre os espaços expositivos da rua e das galerias/museus; quais são suas diferenças e semelhanças e qual tipo de espectador procuram e querem formar. Para enriquecer a minha pesquisa, fui à escola Apolônio Ireno Cardoso para coletar dados de campo junto com os alunos e alunas do 9º ano. Estes dados foram muito importantes para, junto com a pesquisa bibliográfica, chegar à conclusão desta pesquisa na qual compreendi a necessidade do contato com a arte urbana em jovens entre 14 e 15 anos, com pouco acesso à arte para o enriquecimento do repertório cultural, o que possibilita a ampliação da visão de mundo permitindo a transformação do seu entorno.
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    Diálogos acessíveis: construindo narrativas visuais inclusivas com audiodescrição
    Fachin, Lara Andrade; Engroff, Luiz Gustavo Bieberbach
    Esta pesquisa tem como foco a discussão sobre acessibilidade cultural, com ênfase na audiodescrição como ferramenta essencial para promover a inclusão de pessoas com deficiência (PcD). Inicia-se com uma análise histórica da evolução da acessibilidade e dos direitos culturais, destacando marcos legais que garantem o acesso à cultura como um direito fundamental a todas as pessoas. A pesquisa investiga de que maneira a audiodescrição contribui para a inclusão de pessoas com deficiência, no âmbito artístico e cultural, possibilitando uma experiência estética enriquecedora e ampliando o acesso à arte. Para isso, foi realizado um estudo de caso a partir do trabalho da Cia. O Sombrista, sediada em Turvo/SC, que culminou em entrevistas com a atriz Diana Manenti e Daiane Rodrigues. A análise revela que a audiodescrição desempenha um papel fundamental na reconfiguração da percepção artística, contribuindo para uma maior valorização da diversidade nas experiências culturais.
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    Percurso de uma artista-professora: espaços e costuras entre o ateliê e a sala de aula
    Maziero, Hilda Karolini; Silva, Silemar Maria de Medeiros da
    Esta pesquisa tem como objetivo refletir sobre o percurso de formação de uma artista-professora, pontuando alguns conceitos e perspectivas sobre o termo professor-artista e suas possibilidades de atuação profissional, nos espaços formais e não formais de educação. Caminha a partir da metodologia autobiográfica, narrativa e a/r/tográfica, por se tratar de uma pesquisa onde as identidades do artista, do professor e do pesquisador se entrelaçam (Dias; Irwin, 2013). É organizada através de recordações-referências em sua forma narrativa onde a pessoa é, simultaneamente, objeto e sujeito da formação (Josso, 2004). Tem como problema: “Na costura entre o ateliê e a sala de aula, quais as possibilidades de os professores-artistas contemplarem suas experiências e produções artísticas nas práticas pedagógicas em contextos formais e não formais de ensino da arte?”. Considera o conceito de experiência como “o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca” (Bondía, 2002, p. 21), discorre sobre a importância da experiência com a arte como um elemento desencadeador, no sentido de possibilitar perceber as aulas de Artes como “espaços para mudança pela arte, Espaços do Possível” (Honorato, 2015, p. 15). Percebendo as aulas como um espaço de construção coletiva, repensa a sala de aula como um lugar de criação e intervenção artística. Ao costurar o ateliê com a sala de aula, ao considerar que o ato de planejar uma aula é uma espécie de composição artística reforça a ideia de que a prática pedagógica de um professor-artista pode estar intimamente conectada com sua prática artística, onde a aula se torna uma extensão do seu pensar com arte. Ao compartilhar suas experiências ou produções artísticas, pode elaborar proposições aos alunos tendo como referência questionamentos que surgem no seu próprio processo criativo, possibilitando um espaço onde os alunos são encorajados a viverem o percurso de criação, onde questionam, criam e refletem sobre sua realidade e sobre o fazer artístico.
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    Arte indígena: as reflexões sobre o grafismo nas escolas e na perspectiva da Lei 11.645/2008
    Canto, Gabrielly dos Santos; Silva, Francine Nazário da
    O presente trabalho traz a temática Arte Indígena em evidência sobre a perspectiva da Lei 11.645/2008, no qual traz a obrigatoriedade da utilização da cultura e arte indígena em sala de aula. Sendo assim, para realização da abordagem do problema foi utilizado através da metodologia em seu decorrer, pesquisa qualitativa, que há uma relação dinâmica entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números, é descritiva. Tem seguimento com pesquisa exploratória onde foram realizadas entrevistas com professores de Arte a saída de campo de estudos para visitar à Aldeia Indígena Tekoa Marangatu em Imaruí/SC. A pesquisa busca investigar “qual o papel das aulas de Arte na formação de uma linguagem visual crítica que desafie estereótipos através do uso de grafismos?” E tem por objetivo geral: compreender o papel das aulas de Arte na formação de uma linguagem visual crítica que desafie estereótipos através do uso de grafismos. Sendo assim, enquanto objetivos específicos: investigar referenciais teóricos e artísticos que contribuam nas práticas pedagógicas na escola, especialmente nas aulas de Arte, para a formação de uma percepção crítica dos alunos em relação aos estereótipos dos Povos Indígenas, evidenciando o grafismo enquanto linguagem; analisar a aplicação de grafismos de povos indígenas, destacando o uso de linhas e repetições, como uma forma de desenvolver a compreensão e valorização da comunicação não verbal; e, coletar dados com professores de Arte quanto ao desenvolvimento de uma linguagem visual por meio do uso de grafismos nas aulas. A pesquisa inicia pelos aspectos históricos e a formação dos estereótipos que violentam e violam direitos dos povos indígenas até os dias atuais. O surgimento da palavra “índio’’. Além de abordar a ancestralidade indígena, trazendo para a reflexão de grandes autores cujo nome: Lux Vidal, Lúcia Andrade, Berta Ribeiro, Martha Batista De Lima, Gilberto Freyre, Kaká Werá Jecupé, John Manuel Monteiro, Teresinha Silva De Oliveira. Professores e artistas indígenas como Daiara Tukano e Célia Xakriaba. na busca do reconhecimento das memórias e conhecimentos ancestrais, e os impactos do tempo com os estereótipos que foram implantados com a suposta colonização europeia. É retratado nesta pesquisa estudos sobre o que compõe a cultura, os rituais e as manifestações artísticas indígenas. Mas, principalmente, a manifestação artística como pintura corporal que é inserida na linguagem visual e não verbal chamada de grafismos indígenas. Trago em evidência e maior visibilidade, artistas indígenas tais como: Daiara Tukano, Célia Xakriaba e Kaká Werá. Se tratando um pouco de suas referências, falas e reflexões.
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    O ensino da arte e o patrimônio artístico de Criciúma/SC: potencialidades, desafios e resistência
    Francisco, Franciele de Stéfani Madalena; Miziescki, Mikael
    Esta pesquisa aborda como o tema Patrimônio Artístico é analisado no ambiente escolar, e como escassez de material didático na disciplina de Artes, faz que esse tema pouco seja discutido em sala de aula. Esse trajeto teve como objetivo geral refletir como o patrimônio artístico criciumense pode ser potencializado a partir do ensino da arte em Criciúma. “Para começo de conversa: entre contextos iniciais e o percurso metodológico da pesquisa”, trago a justificativa e o caminho percorrido durante a pesquisa. Foi o norte para os desdobramento da pesquisa nos capítulos seguintes: o primeiro intitulado “Entre incêndios, abandonos e esquecimentos: contextos da educação patrimonial e o ensino da arte em Criciúma/SC”, tendo como objetivo específico analisar os principais conceitos e contextos do patrimônio artístico criciumense e a sua relação com o ensino da arte a partir dos documentos norteadores da educação básica, como a Base Nacional Comum Curricular, o Currículo Base do Território Catarinense e as Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Criciúma. O capítulo seguinte intitula-se: “O patrimônio artístico de Criciúma/SC: Jussara Guimarães, Gilberto Pegoraro e Jorge Ferro”, em que o objetivo específico foi identificar o cenário artístico e cultural da cidade de Criciúma a partir dos monumentos públicos vinculados aos artistas estudados. O capítulo posterior é “Entre cacos de cerâmica, arte e o futebol: o caso do mosaico de Sérgio Honorato no Estádio Heriberto Hülse” onde o objetivo era problematizar a partir de entrevista com o artista Sergio Honorato, os processos de silenciamento, produção e poética artística na região de Criciúma, em torno de sua trajetória. A questão problematizadora foi como o patrimônio artístico é abordado nas aulas de Artes na região de Criciúma/SC? Esta pesquisa foi desenvolvida de forma qualitativa, bibliográfica, por meio de entrevista como ferramenta de coleta de dados e cartográfica. Para finalizar foi elaborado projeto de curso a partir de desdobramentos pedagógicos possíveis sobre os artistas de Criciúma, destacando ações educativas que visam potencializar as trajetórias, os patrimônios e as poéticas locais.
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    Fotografia e identidade: narrativa do sujeito à partir do autorretrato
    Pereira, Ana Beatriz; Ribeiro, Bruna da Silva
    A presente pesquisa investiga como o autorretrato fotográfico atua como uma linguagem artística na formação da identidade e do autoconhecimento, promovendo a sensibilidade e a capacidade dos sujeitos de reconhecerem suas origens e o espaço que ocupam no mundo. O estudo questiona de que modo a fotografia pode contribuir para o desenvolvimento da narrativa do sujeito, auxiliando-o a construir uma compreensão de si e de sua relação com o mundo. O objetivo é analisar como o processo de criação do autorretrato fotográfico pode ser um meio de auto descoberta, refletindo a identidade como algo em constante transformação. Para a realização desta pesquisa foi adotado uma linha de natureza básica, qualitativa e descritiva, segue a linha de Processos, Poéticas e Educação do curso de Artes Visuais - Licenciatura, apoiando-se em pesquisa bibliográfica e a/r/tográfica. A pesquisa apoia-se em autores como Stuart Hall (2001), Ecléa Bosi (2001), Katia Canton (2009a; 2009b), Michel Foucault (2004), René Huyghe (1968), Platão (2000), Brasil (2018), entre outros, para suporte teórico, e em artistas como Frida Kahlo, Rembrandt, Cindy Sherman, Vivian Maier, Lourdes Colombo e Renata Barros para um apoio visual e artístico sobre as diversas manifestações de autorretrato. Em suma o autorretrato fotográfico permite aos sujeitos uma introspecção que vai além da aparência física, articulando identidade e memória, essa prática oferece uma oportunidade para o registro e a reflexão sobre o "eu" em transformação, mostrando que o autorretrato não se limita a um produto final, mas envolve um processo introspectivo e reflexivo.
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    A educação infantil e a dança: construindo conhecimento em arte
    Rodrigues Pagani, Nauana; Honorato, Aurélia Regina de Souza
    O presente trabalho de conclusão de curso surge através de minhas experiências e vivências como auxiliar de sala na Educação Infantil. Nele busquei refletir sobre o problema: como a experiência com a linguagem da dança pode contribuir na construção do conhecimento em arte na educação infantil? Este estudo se insere na linha de pesquisa Educação e Arte do Curso de Artes Visuais - Licenciatura. Tem como o objetivo geral investigar a contribuição da experiência com as linguagens artísticas na construção do conhecimento em arte na Educação Infantil, e como objetivos específicos: discutir a presença da arte na Educação Infantil a partir dos campos de experiência apresentados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC); demonstrar o papel das linguagens artísticas na rotina das crianças da Educação Infantil e conceituar experiência localizando-a no campo da arte. Se caracteriza como uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e de campo. Para a construção da fundamentação teórica, dialogo com autores como Cunha (2014), Larrosa (2002), Rocha (2022), Paiva e Costa (2015), Laban (1990), Vargas (2014), entre outros pensadores além dos documentos que norteiam esta pesquisa como a BNCC (2018), RCNEIs (1998), e PCN em artes (1997). A Pesquisa conta com uma ação no campo de Educação Infantil e seu resultado aponta melhora significativa na rotina das crianças além da introdução positiva do conhecimento em arte.
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    Cadeira escolar: processo artístico e objeto de memória
    Elias, Lucas Pereira; Pereira, Daniele Cristina Zacarão
    O presente trabalho se debruça sobre a temática da educação a partir do meu processo artístico. Parte das minhas memórias escolares, onde busco refletir sobre como minha vivência em escola pública influenciou minha produção artística. Assim, por meio de uma pesquisa bibliográfica com metodologia cartográfica, desenvolvo sobre a insegurança de ser um futuro professor e o contato com os textos de Paulo Freire como forma de relacionar criação artística e pedagogia. Costuro meu texto, no decorrer da pesquisa, com a autora Clarice Lispector, como forma de compreender meu processo artístico, refletindo, fundamentando e dialogando também com os textos de Cecilia Almeida Salles. Indo ao encontro do processo artístico, o conceito de memória é desenvolvido a partir de minhas vivências na escola pública em relação ao texto de Ecléa Bosi e o conceito de objeto se fundamenta a partir da professora e artista Helene Sacco. Progredindo para a história do mobiliário escolar, observo como foram expostas em vitrine nas Exposições Universais, ambiente que incitou a mercantilização da educação, dando complexidade à compreensão das obras artísticas com essa temática. Nesse sentido, a pesquisa ganha forma em seu desenvolvimento, demandando a criação de um inventário de obras de diversos artistas que abordem a cadeira escolar em sua produção, para compreender a influência da escola em outras pesquisas - obras essas utilizadas como material pedagógico no Projeto de Curso apresentado ao final da pesquisa.