Complicações perioperatórias de cesarianas realizadas em uma instituição privada no Sul de Santa Catarina no ano de 2018

Introdução: A cesárea tornou-se a principal via de parto em instituições privadas no Brasil, com números em torno de 80%. Esta cirurgia quando bem indicada é capaz de diminuir a morbimortalidade materna e fetal, no entanto, não é isenta de riscos, principalmente quando associada a fatores como comorbidades maternas, idade gestacional, faixa etária, histórico gestacional e histórico cirúrgico. Objetivo: Conhecer a frequência de complicações perioperatórias de cesarianas realizadas em um hospital privado na região sul de Santa Catarina, no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2018. Métodos: Estudo observacional e transversal, de abordagem quantitativa, que analisou 1319 prontuários de gestantes admitidas para realização de cesariana. As variáveis estudadas foram: idade materna, estado civil, idade gestacional, paridade, presença de comorbidades maternas, complicações perioperatórias durante o período de internação e tempo de internação hospitalar. Os dados coletados foram analisados com auxílio do software IBM Statistical Package for the Social Sciencies (SPSS) versão 21.0. Resultados: Observou-se que as pacientes em sua maioria apresentavam idade entre 20 e 35 anos (70,6%) e eram primigestas (48,2%). Entre as pacientes com mais de uma gestação, 68,5% apresentavam cesariana prévia. A média da idade gestacional foi de 38 semanas e 5 dias. Com relação às comorbidades, observou-se 7,6% de doença hipertensiva gestacional e 3,6% de diabetes mellitus gestacional. A frequência de complicações perioperatórias foi 0,3%, prevalecendo a atonia uterina com consequente hemorragia. Conclusão: Apesar de não ser uma cirurgia isenta de riscos, neste estudo a cesariana demonstrou ser bastante segura devido à baixa taxa de complicações maternas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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