Avaliação do diagnóstico de meningite após neurocirurgias

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Introdução: A meningite pós neurocirurgia é uma doença de alta mortalidade necessitando cuidados com a assepsia redobrados, a compreensão das suas características é importante para guiar estratégias terapêuticas mais bem-sucedidas por parte dos médicos e possibilitar diagnósticos mais precisos. Objetivo: Avaliar se os casos de meningite após neurocirurgias em um hospital de Criciúma corresponderam a esse diagnóstico, usando da análise citológica do líquido cefalorraquidiano (LCR), se houve crescimento ou não de cultura nesse líquor, bacterioscopia associada (verificando o GRAM), o resultado no hemograma e a dosagem da proteína C reativa (PCR) e fazer associações com variáveis como o sexo, a idade, o tempo de internação até a neurocirurgia, caráter da internação, uso de antibioticoterapia profilática e de derivação ventricular externa (DVE), assim como, por quanto tempo, o tempo de cirurgia e qual a patologia de base do paciente antes da cirurgia. Métodos: Estudo observacional transversal retrospectivo, com coleta de dados em prontuário digital e abordagem quantitativa de 200 neurocirurgias. Os dados são de um hospital da cidade de Criciúma (SC) e correspondem à neurocirurgias realizadas em 2018. Resultados: Dos 200 pacientes, 15 foram tratados como meningite pela citologia. Desses, 2 tiveram cultura e GRAM compatíveis, todos leucocitose e elevação da PCR, 10 internaram de emergência e usaram DVE, aneurisma e AVC hemorrágico foram as principais patologias base. Conclusão: Houve excesso de diagnósticos de meningite. São necessários outros estudos para melhor compreensão do tema.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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