Criminologia feminista e a resposta do sistema penal para a tutela das mulheres vítimas de violência: o debate entre o abolicionismo e o minimalismo penal

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A presente monografia tem como objetivo central visualizar o debate existente entre o abolicionismo e o minimalismo penal, acerca da possibilidade da tutela das mulheres vítimas de violência pelo sistema penal, sob a ótica da criminologia feminista. Para isso, a presente pesquisa verificou o giro metodológico da criminologia positiva à criminologia crítica, os movimentos feministas, o gênero, a criminologia feminista, bem como analisou as políticas públicas e as políticas criminais e os breves apontamentos do abolicionismo e do minimalismo penal. Por fim, analisou-se a possibilidade de tutela das vítimas mulheres pelo sistema penal, através do abolicionismo e do minimalismo penal, onde o primeiro defende a não tutela do sistema para com as mulheres, e o segundo defende que o sistema pode oferecer a tutela para as vítimas mulheres, bem como se apontou acerca de outros meios de proteção às mulheres vítimas. O método utilizado foi o dedutivo, em pesquisa teórica com emprego de material bibliográfico e documento legal. Os resultados alcançados no que concerne ao debate entre o abolicionismo e o minimalismo penal acerca da tutela para as mulheres vítimas de violência, indicam que em uma visão abolicionista, o sistema penal não constitui um meio hábil para a tutela das mulheres vítimas de violência, porquanto é um instrumento desigual, seletivo e sexista, além de que caso não houvesse o sistema, os conflitos seriam resolvidos de melhor forma. De outro norte, em uma visão minimalista, concluiu-se que o sistema penal, mesmo diante das críticas sobre sua ilegitimidade, pode oferecer alguns tipos de tutelas às vítimas mulheres, porquanto este proporciona meios para tanto, através das medidas protetivas e de outras leis específicas às mulheres. Concluiu-se, ademais, que existem outros meios de proteção às mulheres, através das políticas públicas e também das medidas impostas pela Lei Maria da Penha, à exemplo das casas abrigo, delegacias especializadas, central de atendimento às mulheres (180), centros de referências, dentre outros.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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