Avaliação das complicações associadas a três tipos de acessos venosos centrais em uma unidade de terapia intensiva pediátrica

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Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar as principais complicações associadas a três tipos de acessos venosos centrais em uma unidade de terapia intensiva pediátrica (UTI). Método: Foi realizado um estudo observacional, analítico, transversal, retrospectivo, através da revisão de prontuário de 240 pacientes com idade entre 0 e 14 anos incompletos que necessitaram de cateter venoso central (CVC) durante sua permanência na UTI. Resultados: O CVC com maior taxa de complicação foi o cateter central de inserção periférica (PICC) (53,4%), onde predominaram complicações mecânicas como obstrução do lúmen (57,5%) e deslocamento do cateter (32,9%) seguido de dano ou quebra (12,3%). Pacientes com esse tipo de acesso também apresentaram maior número de hemoculturas positivas (16,4%), com predomínio de Staphylococcus aureus e Staphylococcus não produtor de coagulase. O acesso venoso de inserção central (AVIC) e a Flebotomia apresentaram taxas semelhantes de complicação (34,8% e 34,2%, respectivamente). As principais complicações relacionadas ao AVIC foram a infecção de pele (29%) e a infecção da ponta do cateter (29%). Já na Flebotomia, as principais complicações evidenciadas foram o deslocamento do cateter (33,3%) e a obstrução do lúmen (25%), também mecânicas. Os sítios de punção que apresentaram o maior número de complicações em relação a PICC, AVIC e Flebotomia foram, respectivamente, membro superior direito (31,5%), veia subclávia direita (38,7%) e veia jugular externa direita (33,3%). Conclusões: O acesso com maior número de complicações é o PICC, onde predominam complicações mecânicas, bem como na Flebotomia. Nos AVICs, as complicações foram principalmente infecciosas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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