Tratamento com plasma rico em plaquetas para fotoenvelhecimento facial: ensaio clínico randomizado duplo-cego
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Fundamentos: o plasma rico em plaquetas (PRP) é definido como um plasma sanguíneo autólogo com concentração de plaquetas acima dos valores de base. O PRP se trata de um procedimento pouco invasivo, sem contraindicações ou risco de rejeições, mínimos efeitos adversos, além de baixo custo para a sua realização. Objetivo: analisar a eficácia de PRP para o tratamento do fotoenvelhecimento facial em mulheres selecionadas no ambulatório de dermatologia de uma universidade no Extremo Sul Catarinense. Métodos: Ensaio clínico randomizado duplo-cego, que foi realizado com duas mulheres adultas. Foram feitas quatro aplicações de PRP em dois meses e acompanhamento por quatro meses após o procedimento. A avaliação foi feita através de biópsia, fotografias e aplicação de questionário elaborado pelas pesquisadoras. Resultados: Após a aplicação do PRP, as duas pacientes perceberam melhora com o procedimento e recomendariam a intervenção a conhecidos. Todas estariam dispostas a continuar a terapia e negaram a existência de efeitos adversos. As participantes, após o estudo, foram mantidas na classificação tipo III da Escala de Rugas de Glogau. As duas tiveram redução do influxo de células inflamatórias (placebo: p=0,102; PRP: p=0,144) e de fibroblastos (placebo: p=0,102, PPR: p=0,0465). Somente a que recebeu PRP teve estímulo de angiogênese (placebo: p=0,564, PRP: p=0,066) e, além disso, nesta participante houve maior expressão de colágeno (p=0,289). Conclusão: o tratamento com PRP mostra-se uma técnica promissora para o rejuvenescimento facial, embora estudos bem delimitados e com amostras maiores sejam realizados para avaliar de maneira mais fiel seu papel na dermatologia.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
