Perfil lipídico e declínio cognitivo em indivíduos com Diabetes Mellitus

dc.contributor.advisorStreck, Emilio Luiz
dc.contributor.authorBernardes, Paulo Roberto Angelete Alvarez
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2025-06-11T23:30:26Z
dc.date.available2025-06-11T23:30:26Z
dc.date.created2025
dc.descriptionTese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de Doutor em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractO aumento da expectativa de vida é um fenômeno mundial nos últimos anos, resultando em grande número de indivíduos idosos e consequente crescimento na incidência de doenças crônicas. O diabetes mellitus (DM) e a dislipidemia (DLP) são doenças crônicas associadas à inflamação sistêmica. Durante esse processo, podem ocorrer alterações na função da barreira hematoencefálica que resultam na exposição do sistema nervoso central a células e mediadores inflamatórios periféricos, condição base para a ocorrência de alterações bioquímicas e celulares relacionadas ao surgimento de doenças neurodegenerativas. O presente projeto estudou a associação entre o perfil lipídico e o declínio cognitivo em pacientes com DM atendidos nas Clínicas Integradas de uma Universidade do município de Criciúma, Santa Catarina. A função cognitiva foi o desfecho, avaliada a partir do Montreal Cognitive Assessment (MoCA) e as variáveis de perfil lipídico foram as exposições. O estudo identificou uma alta prevalência de declínio cognitivo (67,9%) na população analisada. Alterações no perfil lipídico também foram observadas, com LDL elevado em 70,4% dos participantes, triglicerídeos elevados em 50,7% e colesterol total elevado em 38,1%. Mulheres apresentaram maior prevalência de colesterol total (43,5%) e LDL elevado (75,6%), além de menor prevalência de HDL baixo (30,6%). O declínio cognitivo foi mais frequente em idosos (84,9%), pessoas com baixa escolaridade (90,4%), desempregados (77,9%) e indivíduos com renda mensal entre R$1.001,00 e R$2.000,00 (77,9%). Indivíduos com renda inferior a R$1.000,00 apresentaram maior prevalência de LDL elevado (81,6%). A qualidade e duração do sono influenciaram o declínio cognitivo, com 75% dos casos associados a sono prolongado e 77% a sono ruim ou muito ruim. Já tabagismo, qualidade da dieta e atividade física não apresentaram associação significativa com declínio cognitivo. Quanto ao tempo de diagnóstico, indivíduos com 11 a 15 anos de doença apresentaram maior prevalência de triglicerídeos elevados (65,2%). No entanto, não foi encontrada associação direta entre perfil lipídico e declínio cognitivo. Dessa forma, embora o estudo apresente algumas variáveis associadas ao declínio cognitivo ou ao perfil lipídico, não foi encontrada uma relação direta entre o perfil lipídico e o declínio cognitivo na população estudada.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/11740
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectDiabetes Mellituspt_BR
dc.subjectDislipidemiapt_BR
dc.subjectDisfunção cognitivapt_BR
dc.subjectSistema nervosa - Degeneraçãopt_BR
dc.titlePerfil lipídico e declínio cognitivo em indivíduos com Diabetes Mellituspt_BR
dc.typeTesept_BR

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