Prevalência de sepse neonatal de início precoce em pacientes de um hospital no sul de Santa Catarina

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Objetivos: Analisar a prevalência de sepse neonatal de início precoce (SNP) em pacientes de um hospital do Sul de SC. Métodos: Foi realizado um estudo observacional transversal, retrospectivo, descritivo e de abordagem quantitativa. Investigou-se 37 crianças com suspeita de SNP, nascidas em um hospital do Sul de SC no período de junho de 2017 a junho de 2018. Resultados: A prevalência de SNP foi de 1,49% (n=37). Somente um (2,7%) caso de SNP foi confirmado por hemocultura, sendo a Escherichia Coli a bactéria. Comparando a idade do diagnóstico e início do tratamento, 51,4% (n=19) foram diagnosticados antes de 1 dia de vida, 35,1% (n=13) com 1 dia, 10,8% (n=4) com 3 dias e 2,7% (n=1) aos 4 dias de vida. Quanto às manifestações clínicas, 43,2% eram assintomáticos; nos sintomáticos a taquipneia e a dispneia foram os mais prevalentes, 32,4% (n=12) e 29,7% (n=11), respectivamente. Observou-se que pacientes com o APGAR baixo no 5º minuto de vida tinham o diagnóstico mais precocemente quando comparados àqueles com APGAR maior no 5º minuto. Conclusão: A prevalência de SNP foi de 1,49%, mas considerando-se apenas os casos confirmados por hemocultura, a prevalência foi de 0,04%. Entre os 37 casos de SNP presumidos, apenas um (2,7%) foi confirmado por hemocultura. A prevalência de SNP mostrou-se inferior ao encontrado na literatura, o que pode sugerir um trabalho preventivo adequado. Novos estudos são necessários para identificar critérios diagnósticos, visto que a maioria foi tratada de forma empírica, sem comprovação com hemocultura.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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