Perfil epidemiológico dos acessos vasculares de pacientes com doença renal crônica em hemodiálise em um hospital de referência do extremo sul de Santa Catarina

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Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é caracterizada pela piora da função renal. Quando se atinge o estágio 5 é frequente o uso de terapia dialítica, havendo necessidade de um acesso vascular (AV). O objetivo deste estudo foi conhecer o perfil epidemiológico dos AVs realizados nos pacientes do serviço de Hemodiálise (HD) de um hospital da região sul de Santa Catarina. Métodos: Foram estudados dados de prontuários digitais de 114 pacientes submetidos a HD de janeiro de 2016 a fevereiro de 2017. Foram excluídos 19 prontuários por informações incompletas e 5 por iniciarem diálise peritoneal durante o período estudado. Resultados: Dos 90 pacientes, 54,4% eram mulheres, 83,3% hipertensos e 47,8% diabéticos. A principal causa de DRC foi hipertensão (44,4%). O AV inicial mais frequente foi o cateter venoso central (CVC) (85,6%), principalmente em veia jugular direita (71,1%). A mediana do intervalo entre o início da HD até a confecção da primeira fístula (FAV) foi 53 dias (25,00 – 94,00) e a do tempo de maturação 33 dias (27,00 – 42,50). Os locais preponderantes da primeira FAV foram braquiocefálica (31,4%) e radiocefálica esquerdas (27,9%). Houve predomínio de FAVs braquiocefálica esquerda nos diabéticos (p = 0,003) e hipertensos (p = 0,049). Metade dos pacientes fez acompanhamento prévio com nefrologista, destes, 28,9% iniciaram HD com FAV funcionante, e todos não acompanhados iniciaram com CVC (p < 0,001). Conclusão: Muitos dos resultados encontrados foram condizentes com os da literatura. Sugere-se novos estudos para avaliar a influência do acompanhamento prévio no desfecho das FAVs confeccionadas.

Descrição

Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC

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