Perfil epidemiológico dos membros de uma associação de epilepsia em Santa Catarina
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Este estudo tem como proposta conhecer o perfil epidemiológico dos membros da Associação Sul Catarinense de Epilepsia (ASSCAE) e comparar com os dados obtidos na literatura. Trata-se de um estudo observacional transversal, com coleta de dados primários e abordagem quantitativa. Foram incluídos 43 dos 52 membros ativos entre agosto de 2014 e março de 2015. Os formulários aplicados, sob a supervisão de um neurologista, eram constituídos por 12 itens, abordando questões sociodemográficas e clínicas. Entre os membros entrevistados, 53,5% eram do sexo masculino e idade média de 43,09±14,63 anos. Houve predomínio de uma população de baixa renda e escolaridade. Das características clínicas analisadas, o tipo de crise mais comum foi a generalizada (65,1%). Apenas 6 entrevistados (14%) alcançaram controle de suas crises (epilepsia inativa), dos quais 70,3% utilizam duas ou mais drogas anticonvulsivantes, apresentado uma associação estatisticamente significativa entre as duas variáveis (p=0,017). A população em estudo apresentou um perfil clínico de epilepsia semelhante aos encontrados em países subdesenvolvidos e em desenvolvimentos, que corrobora com a baixa renda e escolaridade evidenciada nos dados sociodemográficos. Porém, essas informações epidemiológicas não podem ser extrapoladas com precisão para toda região sul catarinense, visto a ASSCAE, por apresentar um caráter assistencial, ter uma população predominantemente de baixa renda.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
