Fatores associados à mortalidade em pacientes com traumatismo cranioencefálico moderado a grave na unidade de terapia intensiva de um hospital do extremo sul catarinense

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Objetivo: Investigar os fatores prognósticos associados à mortalidade e descrever o perfil epidemiológico dos pacientes com traumatismo cranioencefálico moderado e grave na Unidade de Terapia Intensiva. Métodos: Estudo observacional retrospectivo, que incluiu 222 pacientes admitidos na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital terciário em Criciúma/SC, no período de 5 anos. Resultados: A média de idade foi de 39,91 ± 16,84 anos, 84,2% eram do sexo masculino. A maioria (74,8%) foi classificada como grave, e 25,2% como moderado. Acidentes automobilísticos foram a principal causa de trauma (48,6%). À admissão, detectou-se hipotensão em 15,5% dos pacientes, hipoxemia em 14,5%, e alterações pupilares em 61,1%. Constatou-se a presença de hemorragia subaracnoide em 52,9% da amostra, alteração do coagulograma em 25,1%, e plaquetopenia em 10,5%. O tempo médio de internação hospitalar foi 18,90 ± 17,34 dias. Encontrou-se os seguintes fatores associados à mortalidade com significância estatística: pupilas alteradas (p < 0,001), classificação pela Escala de Glasgow (p = 0,015), hipotensão (p < 0,001), hipoxemia (p = 0,033), tempo de internação (p = 0,001), hemorragia subaracnoide (p = 0,017), plaquetopenia (p = 0,006) e alterações da coagulação (p < 0,001). Após análise multivariada, mantiveram-se independentemente associados à mortalidade: a presença de hemorragia subaracnoide (p = 0,030; OR = 2,56; IC95% 1,10 – 5,88) e alterações do coagulograma (p = 0,037; OR = 2,71; IC95% 1,06 – 6,90) Conclusões: Os fatores prognósticos associados à mortalidade e o perfil epidemiológico das vítimas de TCE moderado e grave na UTI foram similares aos descritos na literatura médica.

Descrição

Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC.

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