Adesão ao tratamento de fibrilação atrial
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Fundamento: A adesão ao tratamento da fibrilação atrial é fator importante para controle da doença e prevenção de eventos tromboembólicos.
Objetivos: Investigar a taxa de adesão ao tratamento de fibrilação atrial em duas clínicas cardiológicas.
Métodos: Foi realizado um estudo transversal por meio da aplicação de questionários a pacientes portadores de fibrilação atrial. A pesquisa ocorreu em duas clínicas particulares de cardiologia do Extremo Sul Catarinense, entre janeiro e fevereiro de 2019. O escore de adesão foi obtido por meio de uma adaptação da Morisky Medication Adherence Scale (MMAS-8), instrumento já validado em português e utilizado para avaliação de adesão farmacológica. Foram classificados aderentes pacientes com pontuação igual a oito.
Resultados: Foram avaliados 39 pacientes em tratamento com anticoagulantes; 48,9% mostraram-se aderentes aos fármacos (alta adesão: MMAS-8 = 8). Dentre os indivíduos considerados não aderentes, houve distribuição de 41,0% na média adesão e 10,3% na baixa adesão. A média de escores na MMAS-8 foi igual a 6,85 (mais/menos 1,66), classificada como média adesão.
Conclusões: A população em estudo foi identificada como não aderente ao tratamento, uma vez que a MMAS-8 é um instrumento rigoroso de classificação. A questão que mais influenciou esse resultado foi relacionada ao incômodo de tratar a FA. Não houve associação estatística significativa entre adesão medicamentosa e o anticoagulante oral utilizado.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
