Conhecimento e aceitação da vacina contra o HPV entre pais de adolescentes de 11 a 13 anos em uma cidade do Sul do Brasil
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Introdução: Em 2014, o Ministério da Saúde ampliou o Calendário Nacional de Vacinação com a introdução da vacina contra o HPV, objetivando reduzir incidência e mortalidade do câncer de colo uterino no Brasil. Objetivo: Avaliar a aceitação vacinal entre pais de adolescentes de 11 a 13 anos numa cidade do sul do Brasil, verificando quais fatores influenciaram a decisão, além de determinar o conhecimento sobre HPV e sua vacina. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, transversal, descritivo, com pais de adolescentes de escolas públicas e privadas que participaram da campanha de vacinação. A coleta de dados ocorreu através de questionários autoaplicáveis enviados pelas escolas. Resultados: O HPV era previamente conhecido por 86,2% dos participantes. As formas de prevenção mais reconhecidas foram o uso de preservativo e a vacinação. As doenças mais relacionadas ao vírus foram as verrugas anogenitais e o câncer de colo uterino. Foi demonstrada uma aceitação de 87,8%, sendo a principal razão de recusa o medo de efeitos colaterais. Aproximadamente 30% acreditam que a vacina protege contra todas as cepas de HPV e não sabem informar se há proteção contra outras DSTs. Conclusão: Apesar da alta aceitação vacinal, foi identificado conhecimento insuficiente sobre transmissão, prevenção, doenças relacionadas e características vacinais. A ênfase em programas de educação em saúde aos pais e adolescentes se faz necessária, tendo a escola como aliado fundamental nesta forma de prevenção primária.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
