Políticas públicas e a rede de proteção à criança e ao adolescente vítimas de violência doméstica: um estudo do município de Criciúma/SC

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O presente trabalho monográfico tem o objetivo de averiguar quais as políticas públicas em atenção à violência domestica contra crianças e adolescentes existem em Criciúma, para promoção de direitos fundamentais. O estudo foi realizado com a aplicação do método dedutivo, em uma pesquisa que, no primeiro momento, foi essencialmente teórica, contando com a utilização de material bibliográfico e documental legal referente ao tema abordado. Em um segundo momento, o levantamento de dados referentes às políticas públicas sócioassistenciais existentes para enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes. Pesquisou-se a história da construção do Direito da Criança e do Adolescente no Brasil, delineando-se as características da Teoria da Proteção Integral. Após analisou-se os aspectos históricos, conceituais e jurídicos de políticas públicas. Foram estudados os órgãos que compõem a rede de proteção á criança e ao adolescente, para então, pesquisar as políticas públicas em atenção á violência doméstica sofrida por crianças e adolescentes existentes em Criciúma. Analisou-se quais os serviços estão sendo oferecidos às crianças e adolescentes nos Centros de Referência Especializados em Assistência Social no município de Criciúma, caracterizando-se como uma pesquisa qualitativa, com a posterior análise dos dados apresentados. Verificou-se, então, que o número de crianças e adolescentes atendidos nos serviços oferecidos é muito pequeno, se comparado com o número de habitantes do município. O número de crianças e adolescente atendidos não representa a quantidade de infantes que sofrem violência doméstica em Criciúma, uma vez que sabe-se que a cultura de violência, de educação através de punição, é algo muito presente da cultura do brasileiro. Concluindo-se que há muitas dificuldades em efetivar os direitos fundamentais, uma vez que garanti-los materialmente é papel do Estado, através de políticas públicas. Para que a população infantil tenha direito de desfrutar destes serviços em sua integralidade, é preciso uma mudança de paradigmas. A violência precisa ser encarada de frente, como algo a ser erradicado do cenário infantil, e não apenas ser vista pelos olhos da normalidade. Também é preciso uma maior organização operacional entre os órgãos que compõem a rede de proteção, a fim de que cada vez mais os casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes sejam encaminhados aos Centros de Assistência Social, para que se diminua ao máximo o sofrimento e as seqüelas deixadas por esta prática tão cruel.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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