Violência contra a mulher em territórios indígenas: a aplicabilidade da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), uma perspectiva decolonial dos direitos das mulheres indígenas

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A monografia que segue teve como objetivo apresentar uma análise crítica referente à aplicação da Lei Maria da Penha, em casos de violência doméstica e familiar contra mulheres indígenas sob o viés da decolonização dos direitos indígenas, dado o contexto histórico desses povos. Nesse contexto, a problemática da pesquisa está focada em determinar a existência da violência de gênero contra as mulheres indígenas e a relação entre o aumento crescente deste tipo de violação e a inserção de costumes e hábitos não-indígenas nessas comunidades, como forma de violência territorial e cultural. Para tanto, foi preciso discorrer sobre as políticas públicas de combate à violência de gênero e como estas são, ou não, aplicadas às mulheres indígenas, para problematizar a adequação do sistema jurídico estatal para promover o enfrentamento desta violência nestes casos. Portanto, foi analisado o relacionamento de fatores decoloniais interligados diretamente com a interculturalidade dos povos e o índice de violência contra os povos indígenas registrados anualmente pelo Conselho Indigenista Missionário. Com o trabalho foi possível alcançar uma visão de desconstrução da colonialidade, como forma de proteção às mulheres indígenas em situação de violência de gênero no âmbito doméstico e familiar, objetivando a aplicação, adequação e, se necessário, criação de políticas públicas para o combate a esta violência, como forma de integrar e resguardar os direitos dessas mulheres.

Descrição

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel em Direito.

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