Relação das complicações pós-operatórias com o tempo de espera cirúrgico e tempo de evolução da dor nos pacientes pediátricos com diagnóstico de apendicite aguda

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Objetivo: Avaliar as complicações relacionadas ao tempo de espera cirúrgico e tempo de evolução da dor em pacientes pediátricos com diagnóstico de apendicite aguda em um centro de referência em cirurgia pediátrica de 1º de junho de 2016 a 31 de junho de 2018. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, transversal e analítico com revisão de 135 prontuários de pacientes pediátricos atendidos entre junho de 2016 e junho de 2018 com diagnóstico de apendicite aguda. A análise buscou dados referentes a identificação do paciente, sexo, idade, comorbidades, tempo de evolução da dor, tempo de espera cirúrgico, uso de antibiótico pré- e pós-operatório, classificação da apendicite intra-operatória, tipo de técnica cirúrgica e complicações pós-operatórias. Todas as informações obtidas neste estudo foram aprovadas pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNESC (2.798.577) e do Hospital São José (2.890.154). Resultados: Há evidências de que exista associação entre o tempo de evolução da dor e o achado de apendicite supurativa com as complicações pós-operatórias (p < 0,001). Além disso, análises sugerem que os pacientes tenham 5,67 (IC 95% 1,91 – 16,80) vezes mais chances de complicações quando o tempo de evolução dos sintomas ultrapassa 48 horas. Não foram encontradas evidências que apontem uma relação entre o tempo de espera cirúrgico e os desfechos pós-operatórios. Conclusão: O tempo de espera cirúrgico não está correlacionado com o aumento de complicações pós-operatórias. Entretanto, o que está relacionado com piores desfechos são apendicites complicadas e um tempo de evolução da dor maior do que 48 horas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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