Associação entre alterações intestinais e dano cognitivo após meningite pneumocócica experimental

dc.contributor.advisorGeneroso, Jaqueline da Silva
dc.contributor.authorFavaretto, Gustavo Henrique
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2024-04-26T00:24:01Z
dc.date.available2024-04-26T00:24:01Z
dc.date.created2024
dc.descriptionDissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractA meningite pneumocócica é uma grave infecção do sistema nervoso central (SNC)com alto índice de mortalidade e de morbidade em todo o mundo. O Streptococcus pneumoniae tem diversos mecanismos de virulência que o permite invadir o SNC e, ao alcançar o líquido cefalorraquidiano (LCR), induzir uma robusta resposta imunológica no hospedeiro. A cascata inflamatória que se desencadeia aumenta a permeabilidade da barreira hematoencefálica levando à pleocitose e inflamação. Apesar dos avanços terapêuticos, a meningite pneumocócica é associada a comprometimento neurológico persistente em grande parte dos sobreviventes. Sabe-se que infecções graves têm potencial de gerar disfunção no microbioma intestinal. Alterações da homeostase do eixo microbiota-intestino-cérebro são associadas a maior vulnerabilidade às infecções, bem como, per se, a disfunção neurológica. Neste estudo foram avaliadas alterações intestinais, parâmetros comportamentais e parâmetros inflamatórios após modelo de meningite pneumocócica experimental em ratos Wistar adultos. Os animais receberam injeção na cisterna magna de 10 μL de suspensão de S. pneumoniae no grupo meningite ou solução salina estéril para o grupo controle. Dez dias após a indução do modelo experimental, foram realizados os testes comportamentais de habituação ao campo aberto, reconhecimento de objetos novos e esquiva inibitória. Após os testes, os animais foram eutanasiados e retiradas as estruturas cerebrais, hipocampo e córtex pré-frontal, para análises de citocinas, e porções intestinais, para avaliação do comprimento das vilosidades e profundidade das criptas intestinais. Como resultados, o grupo meningite apresentou aumento nos níveis de citocinas próinflamatórias, IL-1β e TNF-α, no córtex pré-frontal 10 dias após a infecção. Embora livres de infecção, na avaliação intestinal observou-se dano significativo nas vilosidades e criptas intestinais dos animais do grupo meningite. Ainda, foram verificados prejuízo de parâmetros comportamentais no grupo meningite, com prejuízo da memória de habituação, memória de reconhecimento e memória aversiva. Diante dos resultados alcançados, sugere-se que a meningite pode alterar a homeostasia do eixo cérebro-intestino levando a danos cognitivos de longo prazo.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/10782
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectMeningite pneumocócica – Complicações e sequelaspt_BR
dc.subjectMicrobioma gastrointestinal - Inflamaçãopt_BR
dc.subjectNeuroinflamaçãopt_BR
dc.subjectDano cognitivopt_BR
dc.titleAssociação entre alterações intestinais e dano cognitivo após meningite pneumocócica experimentalpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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