Dissertação (PPGCS)
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unesc.net/handle/1/1051
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Item type: Item , Avaliação da biocompatibilidade de nanopartículas de ouro de três tamanhos diferentes em células de linhagens cancerígenas e não cancerígenasFreitas, Mauricio Lawrence; Ávila, Ricardo Andrez Machado de; Feuser, Paulo EmilioAs nanopartículas de ouro (GNPs) possuem propriedades que podem ser aplicadas no diagnóstico e no tratamento do câncer, melhorando tanto o controle quanto a eficiência do tratamento. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi sintetizar e caracterizar GNPs com diferentes tamanhos e avaliar sua citotoxicidade em eritrócitos humanos, fibroblastos murinos (NIH3T3), células de carcinoma cervical humano (HeLa) e células de melanoma (B16F10). As GNPs foram sintetizadas com sucesso pelo método de Turkevich, obtendo se GNPs com diferentes tamanhos (10, 20 e 30 nm). Imagens de microscopia eletrônica de transmissão mostraram que as GNPs apresentaram uma morfologia esférica (GNPs 10nm) e próxima da esférica (GNPs 20 nm e 30 nm) com tamanho próximo do esperado. Os tamanhos das GNPs foram confirmados por análise de espectroscopia de ultravioleta-visível. Estudos de citotoxicidade mostraram que as GNPs de 20 nm apresentaram um menor efeito citotóxico sob as células não tumorais, quando comparado com as outras GNPs. Em contraste, quando as GNPs foram incubadas em células B16F10, as GNPs de 10 nm foram mais citotóxicos do que os de 20 e 30 nm. O ensaio de citotoxicidade também mostrou que as células HeLa foram mais sensíveis (IC50 2,1 μg / mL) ao tratamento com as GNPs quando comparada com as células B16 (IC50> 70 μg / mL). Portanto, este estudo demonstrou que as propriedades físico-químicas e o tipo de célula utilizada são fatores limitantes no efeito citotóxico das GNPs. Esses resultados confirmam a necessidade de estudos futuros com diferentes linhagens celulares para melhor compreender os efeitos citotóxicos a fim de desenvolver novas terapias contra o câncer.Item type: Item , Avaliação de vitaminas B9, B12 e D em pacientes portadores de esquizofrenia e sua correlação com os sintomas negativos e cognitivosCastro, Lucas Alves Magalhães de; Zugno, Alexandra IoppiDurante a última década, com ênfase nos últimos 25 anos, muitos estudos epidemiológicos correlacionaram a deficiência de vitaminas como fator predisponente para diversas doenças neurocognitivas (como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno depressivo maior, esquizofrenia e outras). Evidências sugerem que a vitamina D desempenha um papel fundamental no neurodesenvolvimento, notandose tanto no período embrionário quanto ao longo da vida. Da mesma forma, as vitaminas do complexo B, principalmente B6, B9 e B12, desempenham um papel essencial no metabolismo celular, incluindo reações de transmetilação e oxidação/redução, ações fundamentais para o neurodesenvolvimento. Baixos níveis sanguíneos de vitaminas B são um achado relativamente consistente em pacientes com esquizofrenia. Desta forma, o presente estudo buscou trazer algumas respostas que possam melhorar a qualidade de vida deste grupo populacional, amplamente encontrado em vulnerabilidade social. Os resultados mostraram que não foram observadas diferenças significativas entre os grupos para vitamina D e vitamina B12, contrariando parte da literatura que sugere sua relação com quadros psicóticos. Ambos os grupos apresentaram prevalência elevada de níveis subótimos de B12, indicando possível deficiência nutricional populacional. A vitamina B9 foi a única a apresentar diferença significativa, com níveis mais elevados no grupo esquizofrenia, achado contrário ao esperado. Hipóteses incluem suplementação nutricional, acompanhamento multiprofissional e efeitos do uso de antipsicóticos sobre o metabolismo do folato. Apesar disso, não foram identificadas correlações estatisticamente significativas entre os níveis vitamínicos e os escores de sintomas positivos ou negativos da PANSS. A análise geral sugere que, nesta amostra, o estado vitamínico não se relaciona de maneira linear ou direta com a gravidade sintomatológica da esquizofrenia. Contudo, as tendências observadas reforçam a importância do equilíbrio nutricional, especialmente da vitamina D e do folato, como possíveis moduladores secundários da neurobiologia da doença. As conclusões apontam que a esquizofrenia deve ser compreendida como uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, imunológicos, sociais e nutricionais, reforçando a necessidade de abordagens integradas em saúde mental, considerando tanto intervenções nutricionais quanto determinantes sociais de saúde.Item type: Item , Implicações da periodontite apical na fisiopatologia do acidente vascular cerebral isquêmicoRupp, João Cassettari; Generoso, Jaqueline da SilvaA periodontite apical (PA) é um processo inflamatório crônico em resposta a uma infecção endodôntica. A contaminação do tecido pulpar pode acontecer devido à cárie, fissuras ou trauma, que induz uma resposta inflamatória. Estudos indicam que a PA pode potencializar os efeitos da doença periodontal no sangue e a resposta inflamatória local decorrente da infecção bacteriana leva à liberação de citocinas na circulação sistêmica e a subsequentes efeitos vasculares deletérios. Assim, a PA vem sendo alvo de estudos sobre seu papel em diversas patologias, incluindo o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), que é causado por alterações no suprimento sanguíneo, levando a perda de função da área afetada. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar o papel da PA na fisiopatologia do AVCi em ratos Wistar adultos-jovens. Para isso, foram utilizados ratos Wistar machos (250 a 300 g), com 60 dias de vida, que foram submetidos ao modelo experimental de PA divididos em 3 grupos experimentais: controle + salina (n = 45), PA em 1 dente (n = 45) e PA em 4 dentes (n = 45) e posteriormente os animais foram subdivididos em 6 grupos: controle (n = 15), MCAO (n = 30), PA em 1 dente (n = 15), PA em 4 dentes (n=15), PA em 1 dente + MCAO (n = 30) e PA em 4 dentes + MCAO (n = 30), onde foi realizado a indução do modelo de AVCi por oclusão da artéria cerebral média (MCAO). Os animais foram avaliados quanto a peso, temperatura e escore neurológico em 1, 24, 46, 72, 96 e 120 horas após indução experimental. No 30º dia após a indução da PA, os animais foram submetidos aos testes comportamentais de habituação ao campo aberto e reconhecimento de objetos novos e após a finalização foram eutanasiados para retirada de soro, córtex frontal, córtex total e hipocampo. Logo as amostras foram submetidas a dosagem de IL-6, IL-10, Il-1β, TNFα e tamanho do volume do infarto cerebral. Os resultados demonstram que um maior número de lesões dentárias associado a MCAO acarreta aumento de citocinas inflamatórias e redução de mediadores anti-inflamatórios, e que estes achados podem estar intimamente relacionados a um volume de infarto maior e aumento de escore neurológico, resultando em um pior desempenho em testes comportamentais demonstrando o impacto neurológico e cognitivo causado. Tais dados podem fornecer novos insights para pesquisas futuras e auxiliar na compreensão do impacto da associação entre PA e AVC.Item type: Item , Efeitos da associação de nanopartículas de prata e ozonioterapia no tratamento de feridas contaminadas com Escherichia coli em ratos WistarSilva Filho, Gilberto Carlos da; Silveira, Paulo Cesar LockA presença de microrganismos viáveis na lesão pode gerar persistência na resposta inflamatória exacerbada, aumentando o estresse oxidativo e levando a um estado inflamatório prolongado, dificultando a regeneração tecidual. Nos Estados Unidos, os gastos anuais com essas lesões ultrapassam 20 bilhões de dólares, enquanto no Reino Unido os custos superam 184 milhões de libras esterlinas. Nesse contexto, o ozônio (O3) e as nanopartículas de prata reduzidas com curcumina (AgNPs-Cur) destacam-se por suas propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias. O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos terapêuticos da associação dessas terapias na cicatrização de feridas contaminadas por Escherichia coli em ratos Wistar. Foram utilizados 60 ratos Wistar machos, distribuídos em cinco grupos experimentais (n=12): I. Ferida Aguda; II. Ferida Contaminada (FC); III. FC+AgNPs-Cur; IV. FC+O3; V. FC+AgNPs-Cur+O3. As AgNPs-Cur foram administradas de forma tópica em gel, no volume de 1mL por ferida na concentração de 125 mg/L. O ozônio foi aplicado através de 5 injeções subcutâneas ao redor da ferida, com 100uL na concentração de 25 μg/mL por injeção (totalizando 500uL por animal). As feridas serão induzidas cirurgicamente com um diâmetro de 2cm e, nos grupos FC, contaminadas com E. coli na concentração aproximada de 107 UFC/mL. Após 48h da indução da ferida e contaminação, iniciou-se os tratamentos. O período de tratamento durou 10 dias, sendo as AgNPs aplicadas diariamente (24/24h) e o ozônio em dias alternados (48/48h). A aplicação das AgNPs no grupo associado, ocorreram sempre após a aplicação do ozônio. Durante os cinco primeiros dias de tratamento fora realizadas as coletas de Swab das feridas para quantificação das UFC. Após 24h do último de dia de tratamento, os animais foram anestesiados e eutanasiados para coleta das estruturas e análises. Ao avaliar a contração da ferida (%), o grupo FC teve uma diminuição da contração em relação ao grupo Ferida aguda, enquanto que os três grupos tratamentos apresentaram um aumento significativo em relação ao grupo FC. Na quantificação de UFC, após 24h do primeiro tratamento, foi possível ver diminuição significativa das UFC nos três grupos tratamentos que se manteve até o quarto dia de tratamentos. No quinto dia, apenas os dois grupos com ozônio mantiveram a UFC reduzidas. Tanto as AgNPs como o ozônio foram capazes de diminuir o infiltrado inflamatório, porém quando associados tiveram uma redução mais significativa. Na avaliação histológica de porcentagem de colágeno, apenas o grupo de terapias combinadas obtiveram aumento significativo. Na expressão gênica, apenas os grupos tratados FC+O3 e FC+AgNPs-Cur+O3 apresentaram aumento significativo no Nrf2 e HIF-1α. Nas citocinas pró-inflamatórias, nenhum grupo apresentou diminuição significativa, porém nas citocinas anti-inflamatórias o grupo FC+AgNPs-Cur+O3 apresentou aumento significativo em ambas as citocinas (IL-10 e IL-4). Ao avaliar os oxidantes através do DCF e do Nitrito, todos os tratamentos tiveram reduções significativas em relação ao grupo FC. Ao avaliar os níveis de antioxidantes (SOD e GSH) e dano oxidativo (carbonil e sulfidrila), apenas o grupo FC+AgNPs-Cur+O3 apresentou melhora significativa em relação ao grupo FC. Ao analisar o conjunto dos resultados encontrados, o grupo FC+AgNPs-Cur+O3 aparentou ter resultados significativos mais consistentes na diminuição de UFC, assim como melhora do estado inflamatório da ferida, quadro redox, diminuição do infiltrado inflamatório, aumento de porcentagem de colágeno e, consequentemente, contração da ferida. Apesar disto, ainda é necessário realizar mais pesquisas para definição de protocolos seguros, com o aprofundamento dos mecanismos moleculares envolvidos através de estudos pré-clínicos e clínicos que permitam validar a efetividade dessa associação terapêutica, visando sua potencial aplicação no manejo de feridas em humanos.Item type: Item , Efeitos da suplementação de geleia real sobre parâmetros genéticos, bioquímicos e reprodutivos em camundongos Swiss machos em diferentes idadesSilva, Nicollas dos Santos da; Andrade, Vanessa Moraes de; Langie, SabineA saúde masculina é marcada por uma menor procura por serviços médicos e maior exposição a fatores de risco, o que impacta negativamente o healthspan e a capacidade reprodutiva. O envelhecimento e o estilo de vida inadequado podem levar ao estresse oxidativo e à instabilidade genômica, comprometendo a espermatogênese através de danos acumulativos ao DNA e disfunções metabólicas. A complexidade do sistema reprodutor e sua interdependência com a saúde hepática tornam os gametas masculinos particularmente vulneráveis a falhas de reparo e oxidação, exigindo estratégias de intervenção eficazes. Nesse contexto, a geleia real destaca-se como um agente nutracêutico com potentes propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e moduladoras epigenéticas. Contudo, há uma lacuna no conhecimento sobre seus efeitos no consumo contínuo em organismos saudáveis. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a genotoxicidade e mutagenicidade da suplementação com geleia real (150 mg/kg) em camundongos Swiss machos jovens, adultos-jovens e adultos-velhos. Este estudo foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) com o protocolo número Nº 40/2023. Foram utilizados no total 100 camundongos divididos em três faixas etárias: jovens (3 meses), adultos-jovens (6 meses) e adultos-velhos (12 meses). O delineamento experimental teve duração total de 90 dias, organizado em três etapas independentes, cada uma com 30 dias de administração diária por gavagem de geleia real (150 mg/kg) ou água. Foram utilizados 20 animais em cada uma das duas primeiras etapas (jovens e adultos-jovens) e 60 animais na terceira etapa (adultos-velhos), distribuídos em seis grupos experimentais de 10 animais. No 31° dia de administração, em todas as etapas, foi coletado sangue periférico dos animais para realização do ensaio cometa. Logo após foram eutanasiados, para a dissecção dos fêmures à retirada da medula óssea para o teste de micronúcleos, à dissecação do fígado para realização dos testes referentes a estresse oxidativo e à dissecação dos epidídimos para a avaliação espermática. Nos resultados, observou-se que a suplementação de geleia real não promoveu efeitos genotóxicos e mutagênicos, não apresentando diferenças significativas no teste de micronúcleo, em nenhuma das faixas etárias, contudo o ensaio cometa apresentou uma diminuição da porcentagem de dano ao DNA em animais adultos-jovens no grupo geleia real quando comparado ao grupo controle, confirmando assim a segurança da geleia real nesse período. Em relação ao fígado, verificou-se modulação dependente da idade nos marcadores de estresse oxidativo, animais adultos-jovens e adultos-velhos apresentaram aumento de sulfidrilas no grupo geleia real, enquanto o conteúdo oxidado de 2’,7’-diclorofluoresceína não demonstrou diferenças referente ao grupo controle em nenhuma idade. Já a enzima catalase demonstrou um aumento no grupo geleia real em adultos-jovens e adultos-velhos, porém a superóxido dismutase e a glutationa peroxidase apresentaram aumento apenas em adultos-velhos quando comparadas ao grupo controle de mesma idade, assim a geleia real exerceu efeito modulador discreto nas enzimas hepáticas. Quando realizada a comparação entre as diferentes idades, as enzimas catalase, superóxido dismutase e o conteúdo oxidado de 2’,7’-diclorofluoresceína nos adultos-velhos apresentaram diminuição em relação aos jovens e adultos-jovens, enquanto a glutationa peroxidase apresentou aumento nos adultos-velhos comparado as outras idades. Na avaliação espermática, a idade foi o principal determinante das alterações, com piora progressiva da motilidade, integridade de membrana e morfologia nos grupos mais velhos. A suplementação não induziu danos, porém não reverteu o declínio associado à idade. De forma geral, os dados demonstram que a geleia real é segura para consumo em diferentes idades, reforçando seu uso como agente nutracêutico voltado à manutenção da saúde e da estabilidade genômica, mas sem demonstrar efeito na saúde dos espermatozóides.Item type: Item , Eixo intestino-cérebro e o alcoolismo: modulação da microbiota em modelo de privação ao álcoolCampolino, Monique da Silva; Rico, Eduardo PachecoO transtorno por uso de álcool é um dos principais fatores de risco para morte e incapacidade pessoal, considerado um transtorno complexo e generalizado no qual as opções farmacoterapêuticas ainda são de eficácia limitada. Seu consumo excessivo é a terceira causa de comprometimento a saúde em todo o mundo, de acordo com a OMS (2018), afetando comportamento, funções cognitivas, nociceptiva, função hepática, e a microbiota intestinal, prejudicando a absorção de nutrientes através de alterações no equilíbrio da mucosa intestinal, favorecendo o crescimento das bactérias patógenas e inibindo o crescimento de outras. Já foram evidenciados estudos que demonstram a redução da recaída ao álcool após tratamento com probióticos. Os probióticos são microrganismos que, quando fornecidos em quantidade adequada ao hospedeiro, conferem benefícios à saúde. Portanto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o uso de probióticos na modulação da microbiota intestinal e no comportamento frente ao consumo de álcool, incluindo neurotransmissão, defesa antioxidante e danos histológicos. Foram utilizados 48 animais divididos em 4 grupos, cada um com 12 ratos (Controle; Probiótico; Álcool; Álcool + Probiótico). Durante 5 semanas, os ratos tiveram acesso a dois frascos: um contendo água e outro com 20% de etanol (v/v em água consumida pelos animais). Do 35º ao 37º dia, os animais foram privados da exposição ad libitum de álcool e, após, quantificado o padrão de consumo através da sua reexposição. Para os grupos que receberam o tratamento com probiótico, uma dose por dia foi ofertada por gavagem, durante 8 dias, contendo no blend 6 × 10⁹ UFC/1ml de mistura de Lactobacillus plantarum, Bacillus coagulans, Lactobacillus rhamnosus e Saccharomyces boulardii. Dos resultados, embora o padrão de consumo e comportamento ansiogênico realizado através do teste de cruz elevado, não tenham sido alterados, tanto a exposição ao álcool quanto também o tratamento com probióticos, foram capazes de modular a neurotransmissão da dopamina, com uma concentração reduzida no grupo álcool + probióticos (G4) indicando uma regulação compensatória, como também os parâmetros de defesa antioxidante, no córtex e hipocampo, incluindo uma redução significativa da atividade da catalase e da glutationa redutase do grupo álcool + probiótico, indicando uma defesa antioxidante. As partes histológicas hepática e intestinal não apresentaram reversão completa das lesões, devido à grave agressão alcoólica. Os achados indicam que intervenções de curta duração não são suficientes para desfechos complexos, como os comportamentais, entretanto, a modulação no sistema nervoso central já havia sido iniciada, através da resposta antioxidante e da modulação dopaminérgica, ou seja, a suplementação probiótica exerce efeitos relevantes, mesmo na ausência imediata de mudanças comportamentais e histológicas.Item type: Item , Efeitos de anticolinesterásicos em um modelo de neurodegeneração induzido por crises convulsivas provocadas por ácido caínico em peixes-zebra: ensaio pré-clínicoPaccagnan, Lucas de Oliveira; Rico, Eduardo PachecoA neurodegeneração pela neuroinflamação decorrente de um episódio de crise convulsiva é comprometedora. Incluem-se entre os danos: morte neural, mudanças nas funções gliais e níveis de neurotransmissores. Na convulsão, há um desequilíbrio entre a atividade glutamatérgica (excitatória) e GABAérgica (inibitória) na rede neuronal. As crises podem ser mimetizadas em modelos animais por meio da administração de ácido caínico (AC), um agonista dos receptores ionotrópicos de cainato. Diante deste cenário de neuroinflamação, apresentam-se a galantamina sintética e o extrato de Hippeastrum papilio (Amaryllidaceae) como potenciais estratégias neuroprotetoras nesse modelo. O extrato obtido é composto de diversos alcaloides de Amaryllidaceae presentes no bulbo de H. papilio, incluindo a galantamina. Ambos os compostos possuem efeito anticolinesterásico. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo geral investigar o potencial neuroprotetor da galantamina sintética e do extrato do bulbo de H. papilio, frente a parâmetros relacionados à neurotransmissão colinérgica e glutamatérgica, e ao estresse oxidativo, em modelo de AC em peixes-zebra. Foram utilizados 541 peixes distribuídos em 6 grupos: I. Grupo Controle (PBS+PBS); II. Grupo AC+PBS; III. Grupo PBS+Gal; IV. Grupo AC+Gal; V. Grupo PBS+Extrato; VI. Grupo AC+Extrato. Os peixes foram condicionados por administração de 10 μL de AC (4 mg/kg) ou PBS, conforme o grupo, de forma intraperitoneal. Então, após 10 h da administração de AC, foi administrado da mesma forma, o extrato (0,05 ng/g), a galantamina (0,05 ng/g) ou o PBS. Nos primeiros 60 min da administração de AC foi analisado o perfil de crise convulsiva de todos os animais para assegurar a indução do modelo. A seguir, os animais foram eutanasiados em dois momentos. O primeiro momento foi no tempo de 12 h após administração de AC com parte dos animais dos grupos experimentais. No segundo momento, 72 h após a administração, foi analisada a atividade locomotora do restante dos animais e, em seguida, foram eutanasiados. Os conteúdos cerebrais dissecados em 12 h foram usados para análises bioquímicas. Nessas análises foi quantificado a captação total de glutamato, a atividade enzimática da AChE, da colina-acetiltransferase e parâmetros de estresse oxidativo (DCFH-DA, Superóxido dismutase [SOD], Catalase, Sulfidrila, glutationa peroxidase [GPx] e glutationa redutase [GR]) em 12 h. Foi averiguado que os grupos PBS+Extrato, e AC+Extrato exibiram aumentos significativos na captação total de glutamato em relação ao grupo Controle e ao grupo AC+PBS. Já na atividade da SOD, os grupos: AC+Gal, PBS+Extrato e AC+Extrato exibiram diminuições significativas em relação ao grupo AC+PBS. As demais análises não apresentaram diferenças significativas. Em conclusão, há evidências de que o período de 12 h após a administração de AC não apresentou uma resposta efetiva frente à estratégia do modelo proposto. No entanto, o extrato com a galantamina apresentou um efeito de modulação dos mecanismos de transporte do glutamato e um mecanismo de defesa antioxidante. Uma vez que não foi observado efeito na AChE ou na ChAT, outros mecanismo podem estar modulando o sistema excitatório. O presente estudo analisou tempos e doses isoladas, sendo necessário para futuros estudos na área, análises em diferentes parâmetros temporais e de administração.Item type: Item , Efeitos da dieta com redução de carboidratos associada ao exercício físico resistido nos parâmetros metabólicos de mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos: ensaio clínico randomizadoDenoni Júnior, João Carlos; Rosa, Maria Inês da; Colonetti, TamyA Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição endócrina complexa que afeta mulheres em idade reprodutiva em diferentes regiões do mundo. As manifestações clínicas mais comuns da síndrome dos ovários policísticos incluem hirsutismo, irregularidades menstruais, anovulação crônica, infertilidade, hiperandrogenismo, resistência à insulina e dislipidemia, entre outras. A primeira linha de tratamento recomendada para a SOP envolve mudanças no estilo de vida, como a adoção de uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos. Pesquisas indicam que uma redução de 5 a 10% no peso corporal em mulheres com sobrepeso e obesidade pode levar a uma melhora clínica significativa, o que sugere que a combinação de diferentes intervenções, como dieta associada ao exercício, é recomendada no tratamento da SOP. Assim, esse estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da dieta com redução de carboidratos associada ao exercício físico resistido nos parâmetros metabólicos de mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos. Foi realizado um ensaio clínico randomizado, composto por dois grupos de mulheres diagnosticadas com SOP: grupo de redução de carboidratos (DRCE; dieta com até 40% de carboidratos do valor total energético diário + exercício físico resistido) e grupo controle (DPE; dieta padrão, com no mínimo 50% de carboidratos + exercício físico resistido). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNESC. Os dados coletados foram analisados com o auxílio do software IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 21.0. Após 12 semanas de intervenção, a glicemia de jejum reduziu significativamente no grupo de dieta DRCE, tanto na comparação pré- e pós-intervenção no grupo (p = 0,024) quanto na comparação com o grupo controle (p = 0,004). Além dos efeitos sobre a glicemia, observaram-se também alterações no perfil lipídico. O grupo DRCE apresentou redução significativa do LDL (p = 0,033). Desta forma, esses achados sugerem que uma dieta com redução de carboidratos, associada ao exercício resistido, pode apresentar benefícios para o controle glicêmico e lipídico em mulheres com SOP.Item type: Item , O efeito da suplementação de ácido fólico durante o período gestacional em modelo de dois hits de esquizofrenia em ratosFreitas, Djan Barbosa de; Zugno, Alexandra IoppiA suplementação materna de ácido fólico (AF) atua de forma primordial no neurodesenvolvimento, pois sabe-se que essa vitamina exerce ação neuroprotetora no cérebro. Todavia, seu papel frente à esquizofrenia ainda permanece pouco esclarecido. Desse modo, este estudo investigou os efeitos da suplementação materna com AF (5 mg/kg), administrada da preconcepção ao final da lactação, sobre parâmetros comportamentais e bioquímicos nas ratas mães, bem como parâmetros comportamentais na prole adulta submetida a dois modelos animais de esquizofrenia, sendo Poly (I:C) na fase pós-natal e cetamina na vida adulta. Ratas Wistar receberam AF na dose de 5mg/kg ou água diariamente via oral durante 3 semanas antes da gestação e na fase de gestação e lactação. Após o parto, as ratas mães foram avaliadas por meio de testes comportamentais de atividade locomotora e de nado forçado, além da análise dos níveis de monoaminas no hipocampo. A prole de machos e fêmeas foi avaliada na vida adulta, sendo que foram utilizados dois “hits” (Poly I:C e Cetamina) para indução do modelo de esquizofrenia. Primeiramente, o antagonista viral Poly (I:C) foi usado na fase pós-natal (5 a 7 dias de vida pós-natal na dose de 2 mg/kg, via intraperitoneal, i.p.). Aos 60 dias de vida, estes mesmos animais receberam cetamina, na dose de 25mg/kg durante 7 dias, via i.p.. Após a última injeção de cetamina, a prole adulta de machos e fêmeas foi submetida aos testes comportamentais de atividade locomotora, interação social e esquiva inibitória. Os resultados nas ratas mães apontam que o AF não alterou a atividade locomotora e não mimetizou o comportamento tipo-depressivo. Quanto aos níveis de dopamina e serotonina nenhuma alteração foi observada nas mães. Na prole adulta, a Poly (I:C) pós-natal não produziu déficits significativos, por outro lado, a cetamina induziu hiperlocomoção, redução do comportamento exploratório, prejuízo social e déficits de memória, especialmente na prole de fêmeas. A suplementação materna com AF reduziu a latência social em ambos os sexos e preservou diferentes formas de memória, principalmente na prole de machos, embora não tenha prevenido os efeitos da cetamina. Em conjunto, os resultados indicam que o AF materno exerce efeitos neuroprotetores sobre parâmetros comportamentais na prole, especialmente em relação à cognição e interação social. Contudo, tais benefícios não foram suficientes para prevenir os prejuízos induzidos pela cetamina na vida adulta, sugerindo possivelmente que danos glutamatérgicos tardios se sobrepõem aos mecanismos de proteção estabelecidos pelo AF no período gestacional. Os achados reforçam a importância da suplementação perinatal de AF, ao mesmo tempo em que evidenciam a relevância do sexo e da natureza do dano neurodesenvolvimental no desfecho comportamental e cognitivo da prole.Item type: Item , Efeito do sexo biológico na resposta inflamatória ao acidente vascular cerebral isquêmico em ratos Wistar induzidos ao Diabetes MellitusCoral, Cristiane Lopes; Petrolino, Fabrícia CardosoIntrodução: O diabetes mellitus (DM) é um importante fator de risco para o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi). Entretanto, os mecanismos que interligam essas condições, assim como a influência dos gêneros entre essas interações, permanecem insuficientemente caracterizadas. Objetivo: Este estudo investigou a resposta inflamatória sexo-específica em ratos Wistar submetidos a um modelo experimental de AVCi após indução do DM. Métodos: Ratos Wistar de 60 dias (28 machos e 28 fêmeas) foram submetidos à indução de DM com aloxana (150 mg/kg, via intraperitoneal) e, 72 horas depois, à indução de isquemia por oclusão da artéria cerebral média (MCAO). Os animais foram distribuídos nos seguintes grupos: sham+sham, DM+sham, sham+AVCi e DM+AVCi. Os déficits neurológicos foram avaliados 1 hora e 24 horas após a MCAO. Após 24 horas, estruturas cerebrais - cerebelo, hipocampo, estriado, córtex pré-frontal e córtex total - foram coletadas para quantificação de citocinas inflamatórias e mensuração do volume de infarto. Resultados: O DM exacerbou a resposta inflamatória e agravou os desfechos neurológicos após o AVCi; entretanto, esses efeitos foram dependentes do sexo. Machos apresentaram níveis mais elevados de citocinas inflamatórias, maior comprometimento neurológico e volumes de infarto mais extensos quando comparados às fêmeas. Em contraste, as fêmeas demonstraram uma resposta inflamatória atenuada e menor dano tecidual, sugerindo um efeito relativamente neuroprotetor. Conclusão: O sexo biológico modula de forma significativa a suscetibilidade ao dano isquêmico no contexto do DM. Esses achados reforçam a importância de considerar características sexo-específicas no desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas a pacientes diabéticos com risco de AVCi.Item type: Item , Avaliação prognóstica em pacientes com SARS-COV-2 na unidade de terapia intensiva: explorando o potencial dos biomarcadores metabólicosSantana, Andressa da Silva de; Pizzol, Felipe DalIntrodução: O excesso de peso e a obesidade estão associados a desfechos clínicos desfavoráveis na doença do coronavírus (COVID-19). No entanto, a relação entre adipocinas e biomarcadores endócrinos e os desfechos de pacientes hospitalizados com COVID-19 não está clara. Objetivos: Investigar a relação entre biomarcadores metabólicos e desfechos clínicos em pacientes hospitalizados com COVID-19 para estabelecer clusters prognósticos com base em parâmetros clínicos e laboratoriais. Métodos: Esse é um estudo prospectivo que incluiu 213 pacientes com COVID-19 internados na unidade de terapia intensiva, foram medidas as concentrações de cortisol, peptídeo C, peptídeo semelhante ao glucagon-1, insulina, peptídeo YY, grelina, leptina e resistina. Suas contribuições para a formação de clusters de pacientes, gravidade da doença e previsão de mortalidade intra-hospitalar foram analisadas. Resultados: As concentrações de cortisol, resistina, leptina, insulina e grelina diferiram significativamente entre os grupos de gravidade, conforme definido pela escala de gravidade da Organização Mundial da Saúde. Além disso, níveis mais baixos de grelina e níveis mais altos de cortisol foram associados à mortalidade. A adição de biomarcadores aos preditores clínicos de mortalidade melhorou significativamente a precisão do prognóstico. A fenotipagem de pacientes com base nos níveis de biomarcadores plasmáticos resultou em dois fenótipos diferentes associados à gravidade da doença, mas não à mortalidade. Conclusão: Como único biomarcador, apenas o cortisol esteve independentemente associado à mortalidade; no entanto, os biomarcadores metabólicos podem aprimorar a previsão de mortalidade quando adicionados aos parâmetros clínicos. Os fenótipos de biomarcadores metabólicos foram distribuídos de maneira diferente de acordo com a gravidade da COVID-19, mas não foram associados à mortalidade.Item type: Item , Marcadores de neurodegeneração como fatores de risco para o comprometimento cognitivo em idosos após as manifestações clínicas da COVID-19 no sul do Brasil em um período de seguimento de 1 anoLidio, Adrielly Vargas; Budni, Josiane; Kluwe-Schiavon, Bruno; Barichello, TatianaA COVID longa tem impactado milhões de pessoas no mundo e tem sido associada a manifestações neurológicas persistentes como Brain fog, incluindo comprometimento cognitivo, e ao risco para desenvolvimento de demências como a Doença de Alzheimer (DA), especialmente em idosos. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo avaliar os níveis de biomarcadores séricos de neurodegeneração e correlacioná-los com declínio cognitivo em idosos Covid+ em comparação a idosos controles, após as manifestações clínicas da COVID-19 no sul do Brasil em um período de seguimento de 1 ano. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNESC (5.312.217). Trata-se de um estudo de coorte longitudinal onde a população do estudo foi composta por 39 idosos residentes no sul de Santa Catarina, divididos em grupo controle (n=10) e grupo Covid+ (n=29), no basal (até 3 meses após a infecção aguda pelo SARS-CoV-2) e no seguimento (após um ano), de ambos os sexos, com idade igual ou maior a 60 anos, e que foram acometidos pela COVID-19 e se recuperaram, e idosos que não foram infectados com o SARS-CoV-2 para compor o grupo controle. Foram coletados dados sociodemográficos, de saúde e de desempenho cognitivo, por meio do Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Além da dosagem sérica de GFAP, NFL, BD-Tau e UCH-L1 nas amostras de plasma coletadas. Os resultados demonstraram que, embora ambos os grupos apresentassem melhora discreta nos escores cognitivos do MEEM ao longo do tempo, o grupo controle foi o único a apresentar aumento significativo, enquanto o grupo Covid+ manteve desempenho cognitivo inferior em comparação ao controle. Além disso, os níveis de NFL foram significativamente maiores no grupo Covid+ no seguimento, apresentando correlação negativa consistente com os escores do MEEM, indicando pior desempenho cognitivo associado a níveis elevados de NFL. Nos níveis de BD-Tau, embora ambos os grupos apresentassem melhora discreta ao longo do tempo, o grupo controle foi o único a apresentar aumento significativo ao longo do tempo. Além disso, os níveis de BD-Tau apresentaram correlação com os escores do MEEM no basal do grupo COVID+, mas essa correlação não se manteve ao longo do tempo. Já os outros biomarcadores GFAP e UCH-L1não apresentaram diferenças nem correlações significativas. Conclui-se que o NFL se mostrou um biomarcador mais sensível e consistente para monitorar alterações cognitivas associadas à COVID longa em idosos ao longo do tempo, enquanto o BD-Tau apresentou elevações relacionadas principalmente ao envelhecimento e correlações cognitivas mais evidentes apenas nos períodos iniciais da COVID longa. Esses achados reforçam a complexidade da COVID longa e a necessidade de mais estudos com abordagens longitudinais para compreender melhor sua evolução no envelhecimento, ajudando a avaliar o prognóstico e a buscar alternativas para evitar complicações futuras em indivíduos idosos. Sendo possível contribuir para o conhecimento e para a intervenção precoce, com medidas profiláticas, e consequente melhora da qualidade de vida e da longevidade.Item type: Item , Avaliação dos efeitos do ácido fólico durante a gestação de ratas wistar em memória espacial e marcadores bioquímicosAlves, Cristiane da Silva Vieira; Zugno, Alexandra IoppiO ácido fólico, uma vitamina do complexo B (vitamina B9), é essencial para o metabolismo de um carbono. Evidências indicam que a ingestão de ácido fólico durante a gravidez e ao longo da vida pode desempenhar um importante papel na modulação da expressão gênica, estresse oxidativo, modular as funções cognitivas e prevenir várias doenças. Apesar da suplementação de ácido fólico ser conhecida por influenciar inúmeras funções fisiológicas, especialmente durante a gravidez, pouco se sabe sobre seus efeitos diretos na saúde materna. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a função cognitiva (memória espacial) e efeitos bioquímicos (dano oxidativo, perfil lipídico e níveis plasmáticos de homocisteína) produzido pela dieta AIN 93 (dieta controle), dieta AIN 93 suplementada com diferentes doses de ácido fólico (5, 10 e 50 mg/kg) e a dieta deficiente em ácido fólico, durante o acasalamento e, em vários estágios da gestação e lactação de ratas. Nosso estudo demonstrou por meio do teste labirinto em Y (Y maze) que as ratas submetidas à dieta deficiente em ácido fólico apresentaram déficits significativos na memória espacial, enquanto que os animais suplementados com ácido fólico (5 e 10 mg/kg) não apresentaram déficit de memória. Neste estudo, o grupo controle e as ratas suplementadas receberam o mesmo tipo de ração (dieta AIN 93). A diferença entre estes grupos foi à suplementação com diferentes doses de ácido fólico. Essa diferença pode explicar, ao menos em parte, o fato das ratas do grupo controle e das ratas suplementadas apresentarem um peso superior às ratas da dieta deficiente em ácido fólico durante a última semana de amamentação, independentemente da dose de ácido fólico. Estas ratas também apresentaram um maior consumo de ração durante o acasalamento, gravidez e lactação, quando comparadas aos animais da dieta deficiente em ácido fólico. Houve uma diferença significativa nos níveis de proteínas carboniladas no córtex frontal, hipocampo e estriado, ao comparar os animais da dieta deficiente em ácido fólico às ratas controle e submetidas às dietas suplementadas. Do mesmo modo, uma redução significativa nos níveis de homocisteína foi observada nestas mesmas ratas em relação às ratas da dieta deficiente em ácido fólico. Finalmente, deve-se enfatizar a importância da suplementação de ácido fólico durante a gravidez e lactação, visto que esta vitamina proporciona benefícios significativos não só para a prole, mas para a saúde materna.Item type: Item , Treinamento aquático intervalado de alta intensidade em idosos com multimorbidade: efeitos na saúde psicofisiológica e bioquímicaSilva, Vitória Oliveira Silva da; Silveira, Paulo Cesar Lock; Silva, Luciano Acordi daO envelhecimento populacional brasileiro tem sido acompanhado por um aumento significativo na prevalência de multimorbidade. Os treinamentos aquáticos apresentam vantagens importantes para idosos quando comparados aos terrestres. No entanto, o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) realizado em ambiente aquático com idosos multimórbidos ainda é pouco explorado na literatura. Objetivo: Investigar os efeitos de dois protocolos de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) em ambiente aquático, com diferentes intervalos de estímulo, sobre parâmetros metabólicos, bioquímicos, mentais, cognitivos e físicos em idosos multimórbidos. Métodos: Ensaio clínico randomizado com 150 idosos de ambos os sexos, com 60 anos ou mais, diagnosticados com multimorbidades. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente pelo método de amostragem aleatória simples e divididos em três grupos: grupo treinamento contínuo de moderada intensidade (G1), grupo treinamento intervalado de alta intensidade nível intermediário (G2) e grupo treinamento intervalado de alta intensidade nível avançado (G3). As avaliações foram realizadas 48 horas antes e após os programas de exercícios aquáticos, que tiveram durações de 12 semanas. Resultados: Nos parâmetros metabólicos e inflamatórios: Houve melhora em todos os grupos. A Lipoproteína de Alta Intensidade (HDL-c) aumentou significativamente em G1 (+35%), G2 (+7%) e G3 (+16%). Os triglicerídeos e a glicose reduziram em G1 (-28% e -29%, respectivamente), G2 (-21% e -20%) e G3 (-8% e -17%). A interleucina-1 (IL-1) reduziu-se em G1 (-14%), G2 (-19%) e G3 (-17%), enquanto a interleucina-6 (IL-6) diminuiu em G1 (-29%) e G3 (-28%). Quanto ao estresse oxidativo: A atividade da superóxido dismutase (SOD) aumentou em todos os grupos (G1: +13%, G2: +15%, G3: +21%). Os níveis de óxido nítrico (NO) aumentaram em G1 (+52%) e G3 (+34%). A glutationa (GSH) reduziu-se em G1 (-20%), G2 (-21%) e G3 (-19%). A concentração de DCF (diclorofluoresceína) reduziu-se em G1 (-36%), G2 (-30%) e G3 (-36%), e os níveis de sulfidrila aumentaram em G1 (+37%) e G3 (+38%). Quanto aos parâmetros cognitivos e mentais: A cognição, avaliada pelo Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) aumentou em G2 (+9%) e G3 (+26%). A ansiedade reduziu-se em G1 (-64%) e G3 (-66%), e a qualidade do sono melhorou em G2 (-34%). Quanto a aptidão física: A capacidade cardiorrespiratória aumentou em G1 (+26%), G2 (+42%) e G3 (+18%). A resistência muscular de membros inferiores melhorou em G1 (+26%) e G3 (+17%). A flexibilidade de membros inferiores melhorou em G1 (+32%). A força de preensão manual aumentou em G2 (+14%) e G3 (+9%), e a força escapular em G2 e G3 (+31% em ambos). A força lombar aumentou em G1 (+41%), G2 (+85%) e G3 (+40%). A eficiência muscular melhorou nos membros superiores (G1: -23%, G2: -31%, G3: -25%) e inferiores (G1: -38%, G2: -24%, G3: -31%). Por fim, o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) reduziu-se em G1 (-37%) e G3 (-48%). Conclusão: O HIIT em ambiente aquático mostrou-se uma estratégia viável, eficaz e segura para a melhoria da saúde psicofisiológica de idosos com multimorbidades. As adaptações positivas metabólicas, bioquímicas, mentais, físicas e neuromusculares reforçam a eficácia dos protocolos intervalados no enfrentamento das perdas funcionais associadas à fragilidade. Tais achados reforçam a inclusão do HIIT aquático em programas de saúde voltados à população idosa com multimorbidade, evidenciando seu potencial para ganhos multidimensionais, sem ocorrência de efeitos adversos.Item type: Item , Efeitos do enriquecimento ambiental na função mitocondrial e capacidade antioxidante do músculo sóleo: estudo experimental em camundongos Swiss albinosLira, Tommaso de; Silveira, Paulo Cesar LockA inatividade física constitui um problema de saúde pública global que compromete fundamentalmente a função mitocondrial e o sistema antioxidante do músculo esquelético, estabelecendo base fisiopatológica para o desenvolvimento de doenças metabólicas. O enriquecimento ambiental (EA) emerge como estratégia promissora por integrar estímulos multissensoriais que promovem atividade física espontânea e adaptações metabólicas coordenadas, distinguindo-se do exercício físico isolado. Apesar de ser um tipo de abordagem consolidada, estudos sobre seus efeitos na função mitocondrial e capacidade antioxidante muscular permanecem limitados. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do EA na função mitocondrial e capacidade antioxidante do músculo sóleo em camundongos Swiss albinos. Foram utilizados 40 camundongos Swiss albinos machos, com 21 dias de idade, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: Sham (n=20) mantido em condições padrão de laboratório e Enriquecimento Ambiental (n=20) alojado em ambiente expandido equipado com rodas de exercício, túneis, objetos manipuláveis e estimulação social por 63 dias consecutivos. Foram avaliados parâmetros metabólicos incluindo peso corporal, massa de tecido adiposo visceral e colesterol sérico total, atividade da cadeia respiratória mitocondrial através dos complexos I, II e IV, e marcadores de estresse oxidativo compreendendo substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), grupos sulfidrila não proteicos (NPSH), atividade da superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx) no músculo sóleo. Os dados foram analisados por ANOVA seguida de teste post hoc de Tukey, com nível de significância estabelecido em p<0,05. O grupo EA apresentou redução significativa no peso corporal, massa de tecido adiposo visceral e colesterol sérico total; aumento na atividade dos complexos mitocondriais I, II e IV, com o Complexo II apresentando a adaptação mais pronunciada; e fortalecimento do sistema antioxidante com elevação da atividade da SOD e GPx, aumento dos níveis de NPSH e redução dos níveis de TBARS comparado ao grupo Sham (p<0,05). Nossos resultados demonstram que o enriquecimento ambiental foi capaz de promover adaptações funcionais coordenadas que transcenderam o nível celular, estabelecendo correlações diretas entre melhorias metabólicas sistêmicas, mitocondriais e antioxidantes, confirmando sua eficácia como estratégia não-farmacológica para otimização da saúde metabólica.Item type: Item , Perfis inflamatórios agudos como preditores de função pulmonar tardia em sobreviventes da COVID-19: uma análise de clusters com seguimento de 12 mesesRibeiro, Laene de Sousa; Pizzol, Felipe DalA pandemia da COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, resultou em um expressivo número de casos graves que exigiram hospitalização e suporte ventilatório. Observa-se, em muitos sobreviventes, a persistência de sintomas e sequelas pulmonares duradouras, caracterizando a síndrome pós-COVID ou COVID longa. Neste contexto, este estudo teve como objetivo investigar se perfis inflamatórios agudos, determinados por citocinas pró-inflamatórias do tipo Th1, Th2 e Th17, poderiam predizer desfechos de função pulmonar em pacientes hospitalizados por COVID-19, acompanhados por um ano após a alta. Trata-se de uma coorte prospectiva com 59 pacientes hospitalizados entre junho e novembro de 2020, em um hospital terciário no sul do Brasil. Durante a internação, foram coletadas amostras de sangue para dosagem de 65 biomarcadores inflamatórios. A análise de cluster por k-means, baseada em 13 citocinas representativas das respostas Th1, Th2 e Th17, identificou dois perfis distintos de pacientes: THigh (32%) com biomarcadores inflamatórios elevados e TLow (68%) com níveis mais baixos. Avaliações funcionais pulmonares foram realizadas por pletismografia aos 6 e 12 meses da alta. A análise multivariada revelou que o cluster THigh apresentou pior desempenho na difusão pulmonar (DLCO) aos 12 meses (β = –6,77). O escore SOFA também foi um preditor negativo independente para DLCO (β = –1,42). Entretanto, a capacidade pulmonar total (CPT) foi paradoxalmente maior no grupo THigh (β = +4,60). O volume expiratório forçado (VEF1) teve uma correlação positiva com índice de comorbidades de Charlson (CCI), e a pressão inspiratória máxima (PImáx) foi menor no sexo feminino (β = –8,52). Este estudo aponta que a resposta inflamatória exacerbada, está associada à redução da capacidade de difusão pulmonar no longo prazo, reforçando o papel dos biomarcadores inflamatórios como ferramentas preditoras de prognóstico funcional a longo prazo. A identificação precoce desses perfis pode ser estratégica para o direcionamento terapêutico e reabilitação em sobreviventes da COVID-19.Item type: Item , Efeitos do tratamento com mirtazapina e ramelteona em parâmetros comportamentais de ratos submetidos a alterações dos ritmos biológicosSoares, Victor Hugo Côrtes; Réus, Gislaine ZilliOs ritmos biológicos estão associados com mudanças do meio exógeno relacionado ao ambiente e às características fisiológicas endógenas. Existe uma associação entre a desregulação dos ritmos biológicos com a fisiopatologia do transtorno depressivo maior (TDM) que é a mais prevalente forma de doença mental, acometendo cerca de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo. Os mecanismos exatos pelos quais distúrbios do sono ou alteração nos ritmos biológicos e o TDM estão conectados ainda não são claros. Tratamentos que visem a melhora das alterações nos ritmos biológicos podem ser promissores para a melhora do TDM e suas comorbidades. O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos do tratamento com mirtazapina (um antidepressivo) e ramelteona (um modulador do sono) em parâmetros comportamentais de ratos submetidos a alterações dos ritmos biológicos. Foram utilizados 120 ratos Wistar machos (60) e fêmeas (60), os quais a partir do 21° dia de vida foram divididos em dois grupos: (1) submetidos ao protocolo de alterações nos padrões de ritmos biológicos (RBA) e (2) controles. O grupo controle foi mantido em condições padrões com comida e água disponíveis ad libitum e mantido em ciclo claro-escuro de 12 horas até o dia 62° dias pós-natal (DPN). O grupo RBA foi submetido a alterações dos ritmos biológicos por 40 dias e após o protocolo os animais foram subdivididos em cinco grupos: 1) controle+salina (n=12 machos e 12 fêmeas); 2) RBA+salina (n=12 machos e 12 fêmeas); 3) RBA+mirtazapina (n=12 machos e 12 fêmeas); 4) RBA+ramelteona (n=12 machos e 12 fêmeas); e 5) RBA+mirtazapina+ramelteona (n=12 machos e 12 fêmeas). O tratamento ocorreu por 15 dias (63° ao 78° DPN). O tratamento com salina foi realizado intraperitoneal (i.p.) uma vez ao dia/15 dias. A mirtazapina foi administrada na dose de 40 mg/kg i.p. uma vez ao dia/15 dias. A ramelteona a uma concentração de 200 mg/mL, foi administrada uma vez ao dia/15 dias. Entre os dias 79° a 82° DPN foram realizados os testes comportamentais: a anedonia por meio do splash teste, o comportamento do tipo ansioso por meio do labirinto em cruz elevado e a memória de habituação através do teste do campo aberto. O estudo demonstrou que a alteração dos ritmos biológicos, compromete o comportamento de roedores, afetando memória, anedonia e ansiedade, com diferenças entre sexos. Machos apresentaram maior ansiedade, parcialmente revertida pelo tratamento com mirtazapina, enquanto fêmeas mostraram melhor resposta antidepressiva a esse fármaco. A ramelteona restaurou a memória apenas em fêmeas. Os achados deste estudo reforçam a importância dos ritmos biológicos na modulação do comportamento emocional e cognitivo, evidenciando efeitos sexuais específicos na resposta a fármacos como mirtazapina e ramelteona. A abordagem integrada por meio de diferentes testes comportamentais confirmou o potencial translacional dos modelos utilizados e destacou a preservação dos ritmos circadianos como um alvo terapêutico promissor para o tratamento e a prevenção de transtornos mentais.Item type: Item , Interferência do sexo biológico sobre o estresse oxidativo cerebral tardio decorrente da sepse pós-acidente vascular cerebral: um estudo pré-clínicoCarvalho, Leonardo Guimarães; Petronilho, Fabrícia CardosoIntrodução: O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de incapacidade e morte no mundo. A complexidade do restabelecimento do fluxo sanguíneo no AVC isquêmico (AVCi), caracterizado pela obstrução da artéria cerebral média, envolvem fatores como a neuroinflamação e estresse oxidativo, sendo essas respostas modificáveis por fatores como o sexo biológico. Além disso, os indivíduos acometidos pelo AVCi podem desenvolver maior susceptibilidade a desenvolver infecções secundárias, podendo culminar em sepse e potencializar os danos neurológicos já estabelecidos pelo AVCi. Objetivo: Avaliar o efeito da sepse pós-AVCi em ratos machos e fêmeas sobre as alterações oxidativas cerebrais a longo prazo. Métodos: Ratos Wistar machos e fêmeas com dois meses de idade foram submetidos ao modelo de AVCi por 60 minutos de oclusão da artéria cerebral média (MCAO) ou cirurgia simulada (sham). Sete dias pós-AVCi, ratos foram submetidos ao modelo de sepse por ligadura e perfuração cecal (CLP). Aleatoriamente, foram divididos em grupos SHAM+SHAM, MCAO+SHAM, SHAM+CLP e MCAO+CLP. Após 8 dias foram retiradas estruturas cerebrais de hipocampo, córtex frontal, córtex posterior e estriado para avaliação de mieloperoxidase (MPO), nitrito/nitrato (N/N) e catalase (CAT). Resultados: Em machos, observou-se aumento da atividade da MPO em todas as regiões cerebrais analisadas no grupo MCAO+CLP, indicando intensificação da resposta inflamatória. Também foi identificado aumento da concentração de N/N e redução da atividade da CAT especialmente no córtex frontal e hipocampo, sugerindo um ambiente cerebral pró-oxidante persistente. Nas fêmeas, os efeitos da injúria combinada foram mais restritos ao hipocampo. A atividade da MPO foi reduzida no córtex frontal e hipocampo no grupo MCAO+CLP, enquanto a concentração de N/N teve aumento no córtex frontal, estriado e hipocampo no grupo (MCAO+CLP) em comparação com o grupo (SHAM+ CLP). A atividade da CAT foi reduzida apenas no hipocampo. Conclusão: Os achados reforçam que o sexo biológico exerce influência sobre a vulnerabilidade cerebral em resposta à sepse instaurada após o AVCi, sendo os machos mais susceptíveis ao agravamento das alterações oxidativas em longo prazo. Esses dados destacam a importância de considerar o dimorfismo sexual na compreensão da fisiopatologia de lesões neurológicas complexas e na proposição de abordagens terapêuticas personalizadas.Item type: Item , Avaliação dos sintomas depressivos e fatores associados em idosos institucionalizados e da comunidade na cidade de Rio Verde em GoíásVieira, Kaura Vilarinho Santana; Budni, JosianeO envelhecimento é um processo fisiológico natural, caracterizado pela gradual deterioração da função de tecidos e órgãos ao longo do tempo. Desta forma, um dos grandes desafios sociais e econômicos do século XXI é assegurar uma maior longevidade aos idosos, minimizando a prevalência de doenças crônicas, como depressão, e limitações da capacidade funcional e cognitiva na tentativa de restringir o aumento das institucionalizações. Considerando esta realidade, faz-se necessário estudos para compreender o impacto da institucionalização sob a qualidade de vida, bem como propor ações que possam influenciar positivamente o envelhecimento. Sendo assim, o presente estudo almeja avaliar os sintomas depressivos e fatores associados em idosos institucionalizados e da comunidade na cidade de Rio Verde-Goiás. O presente estudo trata-se de um estudo transversal, utilizando uma população de idosos com idade igual ou superior a 60 anos, institucionalizados ou da comunidade residentes no município de Rio Verde em Goiás – Brasil. Foram incluídos neste estudo 84 indivíduos voluntários, sendo 50 idosos da comunidade que frequentam a instituição durante o dia e voltam para suas casas e 34 idosos integralmente institucionalizados. O sexo masculino foi predominante na amostra avaliada, assim como estado cívil viúvo, seguido por solteiro. Os sintomas depressivos não apresentaram diferenças significativas entre os dois grupos de idosos. Quando avaliado os sintomas depressivos de forma isolada em cada um dos grupos de idosos as variáveis que prevaleceram nas comparações foi sentir-se compreendido e a percepção de saúde auto-relatada como ruim. Os resultados obtidos mostram que embora não haja diferenças significativas nos sintomas depressivos entre os grupos analisados, sentir-se compreendido e a percepção negativa da própria saúde foram fatores associados à depressão em idosos. Esses achados destacam a importância do suporte emocional para essa população.Item type: Item , Avaliação da saúde oral e fatores associados em idosos institucionalizados e da comunidade em Rio Verde - GoíásAndrin, Barbara; Budni, JosianeA população mundial de idosos está crescendo consideravelmente. O Brasil está acompanhando esse crescimento, no entanto ainda faltam políticas públicas eficientes para favorecer uma melhor qualidade de vida para essa faixa etária. O envelhecimento é caracterizado por diversas alterações fisiológicas, mas também comorbidades que poderiam ser evitadas. A Saúde bucal está relacionada com a qualidade de vida de idosos, e sua precariedade pode influenciar nas demais comorbidades. O presente estudo tem como objetivo avaliar a saúde oral e fatores associados em idosos institucionalizados e da comunidade em Rio Verde – Goiás, selecionados por critérios de inclusão e exclusão. Os idosos selecionados que aceitaram participar, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e passaram por uma visita onde responderam a um questionário sociodemográfico e de saúde previamente elaborado pelo grupo de pesquisa, e instrumentos que avaliaram a qualidade de vida e a saúde oral. O estudo foi transversal, utilizando uma população de 84 idosos, sendo 34 institucionalizados (Associação Beneficiente Auta de Souza – ABAS) e 50 da comunidade residentes no município de Rio Verde em Goiás – Brasil, que passam o dia na ABAS. A idade média foi de 75,6 para os da comunidade e 75,8 para os institucionalizados. Perfez um total de 45 indivíduos do sexo masculino, sendo 21 da comunidade e 24 institucionalizados, 39 indivíduos do sexo feminino, sendo 29 da comunidade e 10 institucionalizadas. O edentulismo total na amostra da comunidade foi de 51,3%, e na amostra de institucionalizados 42,4%. Dentre os indivíduos com edentulismo parcial, 23,1% dos indivíduos comunidade e 15,2% dos institucionalizados possuem dentes funcionais. Quanto à qualidade da higiene oral 41% dos indivíduos da comunidade e 39,4% dos indivíduos institucionalizados possuem higiene regular. Os resultados mostram que as condições de saúde oral dos indivíduos não estão satisfatórias, mas não há diferenças entre os grupos da comunidade e institucionalizados. Um número importante de indivíduos possui sinais e sintomas comuns à disfagia orofaríngea, como a necessidade de ingestão de líquidos durante a refeição para auxiliar na deglutição (36% dos idosos da comunidade e 36,4% dos idosos institucionalizados). Para os idosos da comunidade, foram associados com o edentulismo total, a idade avançada e escolaridade baixa. Já a diabetes e uso de vitaminas foram associados com redução da prevalência do edentulismo. Em idosos institucionalizados, o edentulismo foi associado a cor branca da pele e redução dele para indivíduos que se sentem mais compreendidos. Faz-se necessário abordar de maneira integrada na atenção à saúde do idoso, considerando a interconexão entre saúde geral, oral e mental para promover um envelhecimento mais saudável e com melhor qualidade de vida.
