Frequência de atendimento de pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica Resistente ou Refratária em um ambulatório especializado

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Fundamento: A elevada prevalência de hipertensão arterial resistente ou refratária nos pacientes em tratamento para hipertensão, com repercussão no acometimento de comorbidades e manifestações clinicas. Objetivo: Analisar a frequência de atendimentos de pacientes com hipertensão sistêmica resistente ou refratária em um ambulatório especializado em Criciúma/Santa Catarina (SC). Métodos: Estudo transversal através de coleta de dados secundários de prontuários que se encaixam em pacientes hipertensos resistentes ou refratários em uma clinica especializada na cidade de Criciúma/SC, no período de fevereiro de 2018 a fevereiro de 2020. Resultados: Dos 595 pacientes, 92 (15,5%) e 44 (7,4%) eram hipertensos resistentes e refratários, respectivamente. Ambos os grupos apresentaram maior frequência nos indivíduos com mais de 60 anos (68-73,9%- e 29 -65,9%-, p=0,574); obesos 31,67±5,39 e 33,31± 6,47; sedentários (70 -76,1%- e 36 -81,8%-, p=0,661); e em brancos (47 -51,1%- e 28 -63,6%-, p=0,070). O sexo feminino foi mais frequente em resistentes 61 (66,3%) do que em refratários (22 -50%-, p=0,160). Dentro das comorbidades, a Dislipidemia 35 (79,5%) e a Diabetes Mellitus 22 (50%), p>0,05 foram mais frequentes em pacientes refratários. Conclusão: Encontramos uma maior frequência de Hipertensão arterial sistêmica resistente (HASr) e Hipertensão arterial sistêmica refratária (HASrf) em idosos, mulheres, na raça branca e com comorbidades associadas, das quais destacam-se dislipidemia, Diabetes Mellitus e obesidade.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina

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