Avaliação do perfil epidemiológico de pacientes tabagistas com COVID-19 sintomática em uma cidade do extremo sul catarinense
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Objetivo: Avaliar a relação do tabagismo com a evolução da infecção pela COVID-19, bem como identificar a história pessoal e social dos pacientes hospitalizados pela COVID-19 e correlacionar seus quadros clínico com o histórico de tabagismo. Métodos: Este estudo avaliou 325 pacientes com COVID-19 internados em terapia intensiva, com coleta de dados realizada diretamente dos prontuários médicos, em um hospital público de alta complexidade, no município de Criciúma, Santa Catarina. Resultados: A idade média dos pacientes estudados foi de 57,01 (± 16,40), sendo o tempo médio de internação de 12,93 dias (± 10,11). Dentre todos os pacientes do presente estudo, 34,46% vieram a óbito. A média de idade da população que tiveram óbito como desfecho foi de 63,69 anos (± 16,31), enquanto a dos pacientes que receberam alta hospitalar foi de 53,5 anos (± 15,36). Dentre os pacientes observados, 5,5% eram tabagistas. Conclusões: Este estudo mostrou que o tabagismo pode ser um fator protetor na evolução nos quadros graves de COVID-19 quando comparados os fumantes à população geral. Porém, ainda são necessários mais estudos sobre o SARS-CoV-2 bem como sua interação com o tabagismo, mais especificamente com a nicotina e seus possíveis efeitos.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
