Hipertensão materna e seus desfechos neonatais

Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença prevalente em todo o mundo. Estima-se que a HAS esteja presente em cerca de 7,5% de todas as gestantes. As doenças hipertensivas específicas da gestação (DHEG) estão associadas a complicações fetais e maternas graves, com aumento da mortalidade materna e perinatal. Objetivo: Verificar os desfechos neonatais em recém-nascidos de mães expostas à hipertensão durante a gestação. Métodos: O presente estudo foi do tipo transversal, retrospectivo, com coleta de dados secundários e abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada em um hospital da Região Sul Catarinense, através da análise de 218 prontuários de bebês de mães expostas à hipertensão durante a gestação. Resultados A eclampsia materna se correlacionou a uma maior prevalência de prematuridade, baixo peso ao nascer (BPN), alteração de escore APGAR, necessidade de reanimação e UTI neonatal. Não houve associação de nenhum dos DHEG com óbito neonatal. Conclusão: Dentre os DHEG, a eclampsia é a condição que mais se associa às alterações neonatais, possivelmente relacionadas à insuficiência placentária subjacente à essa patologia.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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