Complicações pós-operatórias em neurocirurgias restritas ao crânio

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Introdução: As neurocirurgias restritas ao crânio apresentam elevado risco de desenvolverem complicações pós cirúrgicas sistêmicas ou localizadas. Objetivo: Evidenciar as principais complicações nos pacientes submetidos a neurocirurgias cranianas, como também estimar e comparar a prevalência de complicações nos procedimentos eletivos e procedimentos de urgência. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, descritivo, com coleta de dados secundários e abordagem quantitativa, onde foram incluídos todos os prontuários hospitalares de pacientes maiores de 18 anos submetidos à cirurgias restritas ao crânio no período de Janeiro de 2018 à Março de 2019 em um hospital de alta complexidade no Sul de Santa Catarina, Brasil. Resultados: Os dados obtidos encontraram maior prevalência de cirurgias eletivas e complicações como cefaleia (24,7%), seguida de delirium (19,7%), febre (16,7%), paresias/hemiparesias (11,4%), hematoma intraparenquimatoso (9,1%), hipocalemia (9,1%) e meningite (9,1%). Além disso, encontrou-se uma associação entre cirurgias de urgência e a ocorrência de febre, hipocalemia, aumento da pressão arterial e êmeses, tendo valor-p < 0,001, < 0,001, 0,016 e 0,004, respectivamente. Conclusão: As complicações mais prevalentes em neurocirurgias restritas ao crânio foram cefaleia, seguida de delirium, febre, paresias/hemiparesias, hematoma intraparenquimatoso, hipocalemia e meningite. Ademais, febre, hipocalemia, aumento da pressão arterial e êmeses tiveram associação estatisticamente significativa como complicações mais prevalentes nas cirurgias de urgência.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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