Fatores de risco gestacionais para hipospádia em um hospital de referência da região Sul de Santa Catarina

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Objetivo: avaliar os fatores de riscos gestacionais, associando-os ao surgimento da hipospádia em recém-natos. Métodos: estudo observacional, analítico, retrospectivo, tipo caso-controle. Foram obtidos e analisados dados de 72 prontuários eletrônicos de pacientes atendidos em um Hospital de referência do Sul de Santa Catarina no período de 2010 a 2019. Os prontuários foram divididos em dois grupos: A busca de crianças que foram operadas para hipospádia de janeiro de 2012 a janeiro de 2019; e a coleta de dados do prontuário na data de nascimento dessas crianças, fazendo-se comparações com outras crianças que nasceram na mesma data e não tiveram hipospádia. Foram incluídos no estudo 18 casos e 54 controles do sexo masculino. Foram excluídos os prontuários sem informações e das crianças do sexo feminino. Resultados: quando comparado os grupos caso e controle, pode-se observar que a prematuridade foi um fator de risco para hipospádia (p = 0,038). Entretanto, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de caso e de controle, quando avaliados: idade materna, raça, número de gestações, tipo de parto, oligodrâminio, obesidade materna, hipertensão arterial (HAS) materna, recém-nascido (RN) pequeno para a idade gestacional (PIG) e tabagismo materno. Conclusão: Nos indivíduos acometidos pela hipospádia quando comparados aos indivíduos “sem malformação” observou-se como fator de risco “preponderante” a prematuridade. Não foi possível demonstrar que outros fatores de risco são responsáveis pela hipospádia.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

Citação