Colonialidade digital e feminismos islâmicos: uma análise do uso das mídias sociais pelo estado islâmico na produção da violência contra as yazidis
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Este estudo investiga o papel da governança das mídias sociais na perpetuação da colonialidade, focalizando especialmente a violência contra as mulheres yazidis, sob uma perspectiva crítica dos direitos humanos e do feminismo islâmico. Pontualmente, a pergunta que se busca responder é se a atual governança da internet colabora para a perpetuação do colonialismo, sobretudo, no campo do Oriente Médio? Os objetivos específicos abordaram questões como a produção de subjetividades coloniais, os impactos do orientalismo na civilização árabe-islâmica e os feminismos islâmicos decoloniais, além de analisar o papel das tecnologias da
informação nas dinâmicas sociais, a modificação na estrutura capitalista através das tecnologias da informação e comunicação (TICs) e do colonialismo de dados. É utilizado o método de pesquisa do tipo teórica e qualitativa, com emprego de material bibliográfico que parta de uma perspectiva crítica decolonial. Ao cabo, o estudo de caso dos yazidis evidenciou a necessidade de uma governança tecnológica que parta de um "giro decolonial" para salvaguardar os direitos humanos interculturais dos subalternos no Sul Global. A conclusão destacou que a governança das mídias sociais tem perpetuado a colonialidade, reproduzindo desigualdades históricas e dinâmicas de poder desequilibradas, especialmente no Oriente Médio, que tem sido alvo de exploração, marginalização, estigmatização e negligência por parte dos países colonialistas.
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Direito.
