Análise dos resultados de testes rápidos realizados em uma cidade do sul do Brasil
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Introdução: testes rápidos são imunoensaios cromatográficos que podem ser realizados ambulatorialmente, de fácil execução e com resultados disponíveis em 30 minutos, contribuindo para menor tempo entre o diagnóstico e o atendimento especializado do paciente infectado. O objetivo do estudo foi analisar os resultados dos testes rápidos realizados nas Unidades Básicas de Saúde de Criciúma, no período de setembro de 2016 a fevereiro de 2017.Metodologia: foi realizado estudo observacional ecológico com coleta de dados secundários e abordagem quantitativa. A população de estudo foi composta por conglomerados de pacientes usuários das unidades de saúde que realizaram testes rápidos no período estudado. A base de dados utilizada foram tabelas fornecidas pelo Programa de Atenção Municipal às Doenças Sexualmente Transmissíveis, contendo os resultados de todas as unidades da cidade. A análise descritiva das variáveis estudas – faixa etária, sexo, gestação e resultado do teste – foi efetuada através de medidas como distribuição de frequência e percentuais. Resultados e discussão: um total de 13.336 testes rápidos foram realizados em homens, mulheres e gestantes, distribuídos por faixas etárias. A maioria dos testes (53,3%) foi realizada em pacientes entre 18 e 39 anos e no sexo feminino (64,3%). As frequências de positividade dos testes para as doenças sífilis, HIV, hepatites C e B, foram de 3,7%, 2,2%, 1,1% e 0,5%, respectivamente. Conclusão: a aplicação de testes rápidos na população pode facilitar o reconhecimento e tratamento dessas doenças que, na maioria das vezes, são silenciosas ou oligossintomáticas.
Descrição
Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense
