Perfil epidemiológico e toxicológico dos suicídios ocorridos na região carbonífera de Santa Catarina de janeiro de 2011 a dezembro de 2017

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Objetivo: Avaliar e definir o perfil epidemiológico e toxicológico dos suicídios que ocorreram nas cidades da Associação de Municípios da Região Carbonífera (AMREC) entre o período de janeiro de 2011 a dezembro de 2017. Métodos: Estudo observacional retrospectivo realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Criciúma com dados obtidos através de questionários padronizados para todo óbito classificado como suicídio entre 2011 e 2017. Resultados: A taxa média de suicídios da região ficou em 10,08 óbitos a cada cem mil habitantes, sendo este tipo de morte mais prevalente entre os homens (69,4%). Dentre os métodos utilizados para tal fim, os mais prevalentes foram o enforcamento (75,6%) e intoxicação medicamentosa (6,5%), este último mais comum entre o gênero feminino. Foram positivos 28% dos exames de alcoolemia e 37% dos exames toxicológicos, apresentando os benzodiazepínicos como a droga mais encontrada. Conclusão: Os índices de suicídios encontrados na AMREC se mantiveram altos nos anos estudados sendo superiores à média nacional e catarinense. Os resultados do estudo relatam uma maior propensão do gênero masculino em cometer uma autoagressão, além de uma alta associação entre exame toxicológico positivo e suicídio.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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