Efeitos do estresse crônico moderado sobre fatores neurotróficos no cérebro de ratos submetidos a um modelo de sepse

dc.contributor.advisorValvassori, Samira da Silva
dc.contributor.authorCarvalho, Thais Gois de
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2025-07-19T00:32:14Z
dc.date.available2025-07-19T00:32:14Z
dc.date.created2025
dc.descriptionDissertação de Mestrado apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractA sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. Trata-se de uma condição difícil de caracterizar, com uma fisiopatologia complexa e que pode acarretar sequelas neurológicas e psiquiátricas a longo prazo. Dentre os aspectos fisiopatológicos da sepse pode-se observar alterações importantes na resposta imunológica do indivíduo, que afeta o sistema periférico e o sistema nervoso central. Dentre as consequências da sepse ao SNC, há o aumento da neuroinflamação e alterações dos fatores neurotróficos. Essas alterações podem ser observadas também como parte da fisiopatologia de transtornos psiquiátricos, como a depressão. A depressão é uma das consequências a longo prazo da sepse, entretanto, não é bem compreendido como essas duas condições interagem. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do estresse crônico moderado (ECM) sobre os fatores neurotróficos no cérebro de ratos submetidos ao modelo de sepse induzido por ligação e perfuração cecal (LPC). Foram utilizados ratos Wistar machos, os quais foram submetidos ao modelo de sepse induzido por LPC. Trinta dias após o procedimento de LPC, os animais foram submetidos, durante quarenta dias, ao modelo animal de depressão induzido por ECM. Após, os animais foram levados a eutanásia para a retirada de estruturas cerebrais, incluindo córtex frontal, hipocampo e estriado. Além do mais, foi coletado sangue periférico para a separação do soro e dosados os níveis do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e cortisol. Nas estruturas cerebrais foram avaliados os níveis de fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), fator de crescimento nervoso (NGF), fator neurotrófico derivado da linhagem de células gliais (GDNF), a neurotrofina 3 (NT-3) e a neurotrofina 4 (NT-4). O ECM aumentou os níveis de ACTH e corticosterona em todos os grupos tratados, indicando ativação do eixo Hipófise-Pituitária-Adrenal (HPA). Individualmente, LPC e ECM reduziram os níveis de BDNF, NT-3, NT-4, NGF e GDNF no córtex frontal e hipocampo. Quando combinados LPC+ECM), esses efeitos foram mais pronunciados, com reduções mais acentuadas em BDNF, NT-3 e NGF, sugerindo um efeito sinérgico. Além disso, o ECM isolado reduziu NT-4 e GDNF, enquanto a sepse isolada diminuiu GDNF no córtex frontal. Esses achados indicam que ambos os modelos comprometem a neuroplasticidade, com impactos neurotróficos mais graves quando associados.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/11910
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectSepsept_BR
dc.subjectEstresse crônico moderadopt_BR
dc.subjectDepressãopt_BR
dc.subjectNeuroinflamaçãopt_BR
dc.subjectFatores de crescimento neuralpt_BR
dc.titleEfeitos do estresse crônico moderado sobre fatores neurotróficos no cérebro de ratos submetidos a um modelo de sepsept_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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