Perfil epidemiológico de pacientes no momento da admissão em um serviço de hemodiálise do Sul de Santa Catarina
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A doença renal crônica (DRC) é, devido sua prevalência e morbimortalidade, um problema de saúde pública e que em fases avançadas – insuficiência renal crônica terminal (IRCT) – torna o indivíduo dependente de uma terapia renal substitutiva (TRS). Considerando a transição demográfica do Brasil houve mudanças no perfil de morbidades e doenças crônicas, entre elas a DRC, tornando necessário demonstrar fatores predisponentes a necessidade de TRS. Objetivo: Verificar fatores contribuintes para necessidade de TRS em pacientes de um serviço de hemodiálise (HD) no Sul Catarinense. Métodos: Estudo observacional retrospectivo descritivo, com coleta censitária de dados secundários e abordagem quantitativa. Inclusão: pacientes admitidos no serviço de HD de Araranguá-SC para TRS entre 2014 e 2018. Resultados: 96
pacientes, 64,6% homens e com média de idade de 61,65 anos. Grande parte dos pacientes recebiam até 1 salário-mínimo (81,3%) e eram acometidos por hipertensão arterial sistêmica (HAS) (61,5%). Observamos que muitos dos pacientes (81,3%) se encontravam na faixa terminal de taxa de filtração glomerular (TFG) e que houve uma possível relação entre TFG e comorbidades, onde HAS pode ter menos TFG e maiores níveis de creatinina. Observou-se correlação de significância estatística entre creatinina e TFG, sendo inversamente proporcionais. Conclusão: Predominou pacientes do sexo masculino, idosos, com HAS e DM, como comorbidades associadas, sendo possível correlacionar maiores níveis de creatinina com uma possibilidade de piora TFG e, portanto, piora da história natural da doença renal crônica.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
