Frequência de infecções durante o tratamento oncológico na infância em um hospital de alta complexidade do sul de Santa Catarina
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Este estudo teve como objetivo avaliar a frequência de infecções nos pacientes de 0 a 21 anos de idade durante tratamento oncológico em um Hospital de alta complexidade do sul de Santa Catarina, no período de março de 2012 a outubro de 2014. Este trabalho caracteriza-se por um estudo quantitativo, observacional, retrospectivo, com coleta de dados secundários através de prontuários eletrônicos. Os dados obtidos em 65 prontuários eletrônicos foram tabulados e analisados com o auxílio do software estatístico (SPSS) versão 22.0. As faixas etárias de maior prevalência foram de 6 a 10 anos, 21 pacientes (32,3%) e de 11 a 15 anos, 18 pacientes (27,7%). A maioria dos pacientes era do sexo masculino (60%; n=39). As infecções de vias aéreas
superiores foram as mais comuns, com 23(19,3%) episódios, seguidas pela infecção de corrente sanguínea com 17 (14,3%) episódios. Staphylococcus Coagulase Negativo foi o agente etiológico mais prevalente, aparecendo 12 vezes (18,2%). O diagnóstico mais observado foi Leucemia Linfocítica Aguda (LLA)vista em 14 pacientes (21,5%), seguido pelos Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC)em 13 pacientes (20%), com um p = 0,008. Portanto, a leucemia linfocítica aguda foi a neoplasia mais prevalente neste estudo, seguida de tumores do SNC. Em relação às infecções bacterianas, o principal agente confirmado por culturais foi o
Staphylococcus Coagulase Negativo. Com referência ao sítio de infecção, foi observada uma maior taxa de infecções de vias aéreas superiores, seguida de infecções da corrente sanguínea.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
