Perfil dos níveis de vitamina d em pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico

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Introdução: A doença renal crônica caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível da função renal por mais de três meses consecutivos e englobando cinco estágios evolutivos, resultando, em última análise, na necessidade de terapia renal substitutiva (diálise ou transplante). Pacientes com doença renal crônica são altamente susceptíveis a apresentarem hipovitaminose D, condição responsável por elevar substancialmente sua morbimortalidade, principalmente durante o tratamento hemodialítico. Objetivo: Conhecer o perfil de vitamina D em pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico em um hospital de alta complexidade do extremo-sul catarinense no ano de 2020. Métodos: Estudo observacional, transversal, com análise de dados secundários obtidos através de um instrumento de coleta de prontuário. Resultados: A amostra foi composta por 36 pacientes. Obteve-se maioria do sexo masculino (61,1%), com idade de 51,1 (±16,2) anos, de cor branca (83,3%), em terapia hemodialítica por 12 (3 – 146) meses completos e com principal etiologia o diabetes mellitus (44,4%). O nível sérico de vitamina D foi de 19,8 (6, 4 – 50,1) ng/mL, sendo que 50% dos indivíduos foram classificados como deficientes desse hormônio, e a suplementação dessa vitamina era realizada por 12 (33,3%) pacientes. Houve uma correlação fortemente positiva com o tempo de realização de hemodiálise. Conclusões: Tanto os níveis séricos de 25(OH)D quanto a taxa de suplementação desse hormônio foram baixos. Estudos intervencionistas com diferentes metas de vitamina D são necessários para avaliar o impacto desta na mortalidade, o alvo sérico a ser almejado e a estratégia terapêutica mais adequada.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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