Avaliação de depressão em idosos hipotireoideos: comparação entre idosos de duas instituições no município de Criciúma

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Introdução: Tendo em vista as evidências de estudos que correlacionam o hipotireoidismo e a depressão, e devido à importância socioeconômica de tais enfermidades, têm-se a necessidade de ampliação de pesquisas nesse âmbito. Portanto, foi comparada a presença de depressão entre idosos com hipotireoidismo atendidos em duas instituições na cidade de Criciúma de 2016 a 2018, bem como identificado os fatores envolvidos no desenvolvimento e na relação dessas comorbidades. Métodos: Estudo transversal, feito através de revisão de prontuários de pacientes atendidos em um ambulatório de geriatria de uma universidade no extremo sul catarinense e em uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI), portadores ou em tratamento para depressão e/ou hipotireoidismo. Resultados: Foram analisados 108 pacientes em ambas instituições. Verificou-se que a maioria eram mulheres, brancas com idade média de 75,11 anos na ILPI e 72,84 anos no ambulatório. Hipotireoidismo foi encontrado em 52,6% na ILPI e em 49,4% no ambulatório. 57,9% e 66,3% tinham depressão na ILPI e no ambulatório respectivamente. 16 pacientes tinham hipotireoidismo e depressão simultaneamente. Conclusão: A prevalência de hipotireoidismo foi maior nos pacientes da ILPI, porém dissonante à literatura a depressão foi mais relatada nos pacientes ambulatoriais. Essas patologias simultaneamente foram encontradas em uma pequena parte da amostra. A pesquisa sobre o tema deve ser sempre incentivada, pois as abordagens terapêuticas, quando da associação da disfunção tireoidiana junto à depressão, visam melhorar a o bem-estar desta faixa etária e atenuar os efeitos mórbidos.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

Citação