O efeito da suplementação de ácido fólico durante o período gestacional na proteção de desenvolvimento de esquizofrenia na prole adulta

dc.contributor.advisorZugno, Alexandra Loppi
dc.contributor.authorRodrigues, Silvana Fontanella
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2025-04-29T00:02:56Z
dc.date.available2025-04-29T00:02:56Z
dc.date.created2024
dc.descriptionDissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Ciência da Saúde para a obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractA esquizofrenia, um transtorno neuropsiquiátrico complexo, tem sido associada a fatores genéticos e ambientais, incluindo a deficiência de ácido fólico (AF) durante a gestação. O presente estudo investigou os efeitos da suplementação materna de AF na prevenção de alterações comportamentais e bioquímicas associadas ao modelo animal de esquizofrenia induzido por Poly(I:C), um análogo de RNA viral. Foram utilizados a prole de 48 ratas Wistar, divididas em grupos suplementados com AF nas doses de 5 mg/kg e 10 mg/kg, e controle, durante os períodos de preconcepção, gestação e lactação. A prole foi submetida a testes comportamentais, incluindo atividade locomotora, interação social e esquiva inibitória, e análises bioquímicas, de níveis de neurotrofinas no hipocampo. Os resultados comportamentais mostraram que a suplementação com 5 mg/kg de AF foi mais eficaz na preservação de parâmetros relacionados à memória e interação social, enquanto a dose de 10 mg/kg apresentou variações menos consistentes. Os níveis de neurotrofinas, como BDNF e GDNF, foram preservados em grupos suplementados, indicando um efeito neuroprotetor do AF contra os danos associados à ativação imunológica materna. Em contrapartida, doses mais altas de AF demonstraram impacto limitado ou até mesmo adverso em alguns parâmetros avaliados, reforçando a necessidade de estratégias personalizadas de suplementação. A análise bioquímica revelou que o AF modulou positivamente a expressão de proteínas e a homeostase neuroquímica, atenuando desequilíbrios inflamatórios e oxidativos no cérebro. Esses achados corroboram a hipótese de que o AF exerce um papel crucial na proteção do neurodesenvolvimento em contextos de estresse ambiental. No entanto, os resultados também sugerem que a sensibilidade dose-dependente deve ser considerada na aplicação prática da suplementação de AF como estratégia preventiva. Este estudo contribui para a compreensão dos mecanismos que ligam a suplementação de AF à proteção contra a esquizofrenia, destacando seu potencial no desenvolvimento de intervenções terapêuticas e preventivas. As implicações desses resultados podem direcionar políticas públicas e abordagens personalizadas para promover a saúde materno-infantil, considerando a relevância de uma suplementação adequada e equilibrada.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/11662
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectÁcido fólico – Efeito fisiológicopt_BR
dc.subjectÁcido fólico – Gravidezpt_BR
dc.subjectDesenvolvimento fetalpt_BR
dc.subjectEsquizofrenia - Prevençãopt_BR
dc.subjectNutrição maternapt_BR
dc.titleO efeito da suplementação de ácido fólico durante o período gestacional na proteção de desenvolvimento de esquizofrenia na prole adultapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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