Análise da incidência de sintomas musculoesqueléticos pós-COVID em pacientes do extremo sul catarinense

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Objetivo: Analisar a influência da infecção por SARS-CoV-2 nos sintomas musculoesqueléticos pós-Covid em pacientes do Extremo Sul Catarinense entre os anos de 2020 e 2022. Métodos: Foram analisados 116 pacientes, dos quais 93 atenderam aos critérios de inclusão da pesquisa, que realizaram reabilitação cardiopulmonar pós-Covid no centro de reabilitação cardiopulmonar da cidade de Criciúma-SC, através de questionário desenvolvido pelos pesquisadores avaliando a incidência de sintomas osteomusculares apresentados. Resultados: A região mais acometida por dores musculares foi a região lombar com (52,7%) de frequência, sendo que (20,4%) dos indivíduos relataram dor muscular generalizada. Entre os 59 pacientes que tiveram sintomas musculares, (45,7%) deles permaneceram com tais sintomas por mais de um ano. Em relação aos sintomas articulares, 55 indivíduos foram afetados, sendo os locais mais acometidos os ombros (32,3%) e joelhos (32,3%), sendo que (40%) dos pacientes permaneceram por mais de um ano com os sintomas. Entre as doenças crônicas, foi visto relevância entre Diabetes Mellitus e a presença de sintomas musculares e articulares simultaneamente, bem como no fato de pacientes com o índice de massa corporal normal terem majoritariamente sintomatologia leve. O uso de corticosteroides também foi estatisticamente significativo com o surgimento de dores articulares. Conclusão: A infecção por COVID-19 demonstra ser uma doença sistêmica, com manifestações no sistema musculoesquelético. A prevenção e educação em relação às comorbidades que demonstraram ser fatores de risco para o COVID-19 em nosso estudo, é fundamental, visto que impactam diretamente na saúde do paciente.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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