Tratamento com nanopartículas de ouro previnem as alterações cerebrais características da doença de parkinson associadas à hipercolesterolemia : evidências experimentais

dc.contributor.advisorOliveira, Jade de
dc.contributor.authorRodrigues, Matheus Scarpatto
dc.contributor.otherSilveira, Paulo Cesar Lock
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2019-07-17T18:06:48Z
dc.date.available2019-07-17T18:06:48Z
dc.date.created2019
dc.descriptionDissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractAo longo dos anos, os estudos vêm apontando a hipercolesterolemia como um fator de risco para o desenvolvimento de neuropatologias, tais como a doença de Parkinson. Em alguns países a prevalência de hipercolesterolemia chega a 50% em adultos. A disfunção da barreira hematoencefálica (BHE) e a consequente neuroinflamação, parecem conectar os níveis aumentados de colesterol no sangue às neuropatologias. Nesse sentido, torna-se imperativo o estudo de estratégias terapêuticas anti-inflamatórias que atenuem os efeitos da hipercolesterolemia no sistema nervoso central (SNC), a fim de evitar o desenvolvimento e progressão dessas patologias. De particular interesse, estudos experimentais demonstraram que as nanopartículas de ouro (GNPs) possuem relevantes efeitos anti-inflamatórios. Tendo isso em mente, hipotetizamos que o tratamento crônico com GNPs possa reduzir alterações cerebrais e comportamentais características da doença de Parkinson associadas à hipercolesterolemia. Para isso, camundongos Swiss machos com três meses de idade foram alimentados com dieta padrão para roedores ou dieta rica em colesterol (1,25% colesterol). Ademais, os animais foram concomitantemente tratados com GNPs (2,5 mg/Kg, em solução aquosa) ou com veículo (solução aquosa) via gavagem, em dias alternados. Ao final dos tratamentos (oito semanas) os camundongos foram submetidos aos testes comportamentais do campo aberto, suspensão pela cauda, postura cataléptica e borrifagem da sacarose. Em adição analisou-se os níveis de colesterol total no plasma, bem como a permeabilidade da BHE nas estruturas cerebrais córtex, hipocampo e bulbo olfatório. A hipercolesterolemia, nos camundongos alimentados com dieta rica em colesterol foi associada à postura cataléptica, assim como ao comportamento tipo-depressivo. Notavelmente, o tratamento com GNPs foi capaz de prevenir a alteração postural e comportamento tipo-depressivo induzidos pela hipercolesterolemia nos camundongos. Os camundongos expostos à dieta hipercolesterolêmica também apresentaram um aumento na permeabilidade da BHE no bulbo olfatório e hipocampo. O tratamento com GNPs melhorou o dano na BHE associado à hipercolesterolemia no bulbo olfatório, mas não no hipocampo, dos animais. Nossos dados demonstraram que o tratamento com GNPs parece potencialmente capaz de atenuar as disfunções cerebrais induzidas pela hipercolesterolemia. No entanto, mais estudos são necessários para que os mecanismos envolvidos nos efeitos neuroprotetores das GNPs sejam caracterizados.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/7014
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectNanopartículas de ouro – Uso terapêuticopt_BR
dc.subjectNanopartículas de ouro – Efeitos antiinflamatóriospt_BR
dc.subjectHipercolesterolemiapt_BR
dc.subjectDoença de Parkinsonpt_BR
dc.titleTratamento com nanopartículas de ouro previnem as alterações cerebrais características da doença de parkinson associadas à hipercolesterolemia : evidências experimentaispt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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