Hormonização e identidade de gênero: avaliação do uso de hormônios em pessoas transgêneros em uma cidade do sul catarinense
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O desamparo e a ausência de acompanhamento profissional adequado ainda são realidades no atendimento à saúde de pessoas transgêneros, principalmente, daquelas que buscam a hormonização por meio do processo transexualizador. Diante desses fatores, avaliou-se o processo da hormonização e os seus desafios para esses indivíduos em Criciúma, uma cidade do sul catarinense. Foram aplicados, por meio do método bola de neve, 31 questionários online, que investigavam o perfil socioeconômico; o processo transexualizador; os procedimentos realizados; e o acesso e os direitos ao Sistema Único de Saúde (SUS) dessas pessoas, as quais se autodeclararam transexuais e/ou travestis; e tinham idade mínima de 18 anos. Observou-se, assim, que uma parcela significativa dos entrevistados vivenciou situações de preconceito e de discriminação durante as consultas, levando ao uso hormonal sem acompanhamento médico e ao afastamento do cuidado em saúde. A partir desse cenário, constatou-se a necessidade de um serviço especializado no município de Criciúma (SC) para esse público.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
