Frequência de queimaduras domésticas antes e durante a pandemia de COVID-19

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Background: Parte considerável das queimaduras ocorre em ambiente doméstico. Medidas adotadas para o controle da pandemia de COVID-19 em 2020 podem afetar a ocorrência de queimaduras. Objetivo: Avaliar a frequência de queimaduras domésticas antes e durante a pandemia de COVID-19 e verificar a associação com variáveis de exposição. Método: Estudo transversal com coleta de dados secundários em um hospital de referência no sul de Santa Catarina, entre os anos de 2018 a 2021. Foi realizada análise bruta com significância de 5% para verificar a associação entre o desfecho e as variáveis de exposição. Resultados: Foram analisados 138 casos, sendo 73 no intervalo de 2 anos anterior à pandemia (pré), e 65 no intervalo de 2 anos durante a mesma (trans). A média de idade em anos nos períodos pré e trans pandemia foi de 34,3 e 36,9, respectivamente. Antes da pandemia, 57,5% dos casos foram em mulheres; e 42,5%, em homens. Já na pandemia, esses números foram de 61,5% e 38,5%, respectivamente. Os brancos representaram 95,9% dos casos antes da pandemia e, 86,2%, durante. Os principais agentes causadores de queimadura doméstica foram os líquidos escaldantes, e o segmento corporal mais acometido foi o membro superior. Conclusão: Não foram observadas diferenças significativas na média de idade dos pacientes entre os períodos analisados. Da mesma forma, não houve mudança significativa na prevalência de queimaduras em relação à cor da pele. Ambos os sexos foram igualmente afetados antes e durante a quarentena. Não houve diferenças significativas nas regiões do corpo afetadas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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