Os efeitos do banho de imersão no trabalho de parto
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Objetivo: Avaliar a influência do banho de imersão na percepção da dor e na progressão do trabalho de parto de parturientes internadas em um hospital Materno-Infantil. Métodos: Trata-se de um estudo experimental, de intervenção, longitudinal, prospectivo, analítico, de abordagem quantitativa. Participaram 18 parturientes com idades entre 18 e 35 anos, a termo, sem comorbidades, em trabalho de parto ativo, com bolsa íntegra e feto cefálico. Após abordagem inicial, as pacientes respondiam ao questionário sócio-econômico, preenchiam a EVA (escala visual analógica), era aferido BCF (batimento cardíaco fetal), tinham sua dilatação cervical medida e eram encaminhadas para o banho de imersão, onde permaneciam por uma hora. Aos 30 minutos do banho era aferido novamente o BCF. Após o período determinado, novamente a paciente preenchia a EVA e tinha sua dilatação cervical medida. Resultados: A média de dor mensurada pela EVA antes do banho de imersão foi de 8,29 ± 1,57, em comparação com média de 7,12 ± 1,45 depois da intervenção (p < 0,001). Em relação à dilatação cervical, a média antes da intervenção foi de 5,78 ± 0,88 e depois do banho de imersão foi 6,50 ± 1,15 (p< 0,001). Conclusão: O uso do banho de imersão como método não farmacológico de alívio da dor pode ser oferecido para toda parturiente de risco habitual com benefícios que parecem incluir a redução da percepção da dor, o relaxamento da musculatura pélvica e redução do tempo total do trabalho de parto, além de sensação de bem estar e maior satisfação da mulher com a experiência do parto.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
