Perspectivas formativas e conceituais da formação continuada de professores de Santa Catarina para inserção das tecnologias na prática pedagógica

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As transformações em âmbito político, econômico e social repercutem diretamente no campo educacional, fomentando discussões sobre as temáticas que envolvem o ensino, sendo a formação continuada de professores tema recorrente nos debates sobre qualidade e inovação na educação, no que tange às tecnologias da informação e comunicação (TIC). Nesse contexto, é importante empreender análises críticas das propostas formativas, com vistas a compreender a partir de que ótica a profissionalização do professor tem sido desenvolvida. Este estudo tem como centralidade investigar a formação continuada de professores e busca compreender a(s) abordagem(ns) teórico-metodológica(s) que fundamenta(m) a formação continuada dos professores da Educação Básica, pertencentes à Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina, no que tange à inserção das tecnologias na prática pedagógica. Encontrou-se em Nóvoa (2002), Imbernón (2010), Freire (1996, 1997) e outros autores, subsídios para teorizar o objeto e estabelecer um comparativo entre o modelo clássico e uma perspectiva crítica de formação continuada de professores; e em Pinto (2005), Feenberg (2002, 2004, 2013), Albero (2011) e Peixoto (2015) a base teórica para desenvolver a análise sobre a relação sujeito-tecnologia-educação em âmbito social. Com fundamentação nos autores supracitados, foi possível traçar um percurso analítico, por meio da prática de análise documental, partindo de duas categorias de análise, a primeira denominada Perspectivas Formativas e a segunda Abordagem Filosófica Conceitual da Tecnologia, com as quais se buscou compreender as orientações teóricas e metodológicas da formação continuada, identificando as concepções e conceitos que emergem nos documentos normativos e orientadores das práticas formativas, para inserção das TIC. Ao término da pesquisa, verificou-se que nos documentos oficiais se desenha uma proposta que oscila entre uma visão tecnocentrada e sociotécnica, na qual se identifica um projeto de formação alicerçado ainda numa visão utilitarista, cujo conceito de tecnologia preponderante a toma como um conjunto de instrumentos e ferramentas e como sinônimo de qualidade e inovação na educação. Mesmo havendo a intenção de viabilizar aos professores uma práxis profissional em relação às TIC em sala de aula na qual teoria e prática convergem, numa perspectiva formativa crítica, os discursos oficiais delatam que esse é ainda um desafio a ser vencido.

Descrição

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Educação.

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