Perfil epidemiológico dos acidentes por aranhas e escorpiões nos municípios da Associação da Região Carbonífera – Santa Catarina/ Brasil

Introdução: Os acidentes causados por animais peçonhentos representam umas das principais causas de envenenamento e constituem um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo as aranhas e os escorpiões os principais responsáveis por esses envenenamentos. Métodos: O estudo teve caráter observacional, descritivo e retrospectivo, com dados secundários obtidos no banco de dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), referente a acidentes por aranhas e escorpiões, na região da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera) em 2017 e 2018, a fim de descrever o perfil epidemiológico das ocorrências. Resultados: Um total de 486 acidentes com aranhas e 9 com escorpiões foram notificados, não ocorrendo nenhum óbito registrado. Desses casos, os gêneros de escorpiões não foram identificados, já das aranhas, 57 pertenciam ao gênero Loxosceles e 38 a Phoneutria, sendo o restante não identificado. As cidades com maiores números de notificações foram Criciúma (27,8%) para as aranhas e Içara (77,8%) para os escorpiões. A maior parte das ocorrências foram classificadas como leve e a maioria das picadas ocorreu em meses quentes (dezembro a abril). Quanto ao sexo, as picadas de aranhas foram tão frequentes em mulheres quanto nos homens, mas relativo a escorpiões, observou-se prevalência no sexo feminino (88,9%). Conclusão: Apesar dos acidentes com escorpiões serem mais comuns que os causados por aranhas, na região da AMREC, a incidência de acidentes por aranhas é muito maior se comparado com escorpião. Contudo, um impasse ainda enfrentado são as subnotificações.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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