Associação entre hipomagnesemia, proteína C reativa sérica, sepse e diabetes do tipo 2 na unidade de terapia intensiva

A deficiência de magnésio é um distúrbio eletrolítico comum e subdiagnosticado em pacientes de unidade de terapia intensiva (UTI). Esse estudo tem como objetivo investigar a associação entre hipomagnesemia, proteína C reativa sérica (PCR), cálcio sérico, sepse e diabetes melito do tipo 2 (DM2) em UTI. A associação entre o magnésio sérico e o prognóstico dos pacientes também foi estudada. Métodos: Foram selecionados, para estudo observacional retrospectivo, 800 pacientes tratados em UTI de dezembro de 2014 a junho de 2018. Os pacientes foram pareados em dois grupos distintos, de acordo com os níveis de magnésio sérico. No grupo hipomagnesemia (HipoMg) foram incluídos pacientes com magnésio sérico < 1,6 mg/dL e no grupo normomagnesemia (NormoMg) foram incluídos pacientes com magnésio sérico > 1,6 mg/dL. PCR sérica, prognóstico, níveis de cálcio sérico, sepse e DM2 foram as variáveis comparadas entre os grupos. Resultados: O grupo HipoMg mostrou aumento dos níveis séricos de proteína C-reativa (74,5 mg/dL x 53 mg/dL, p < 0,001), aumento da mortalidade (44% x 32,4%, p < 0,001) e maior tempo de internação (15 dias x 12 dias, p = 0,002) em comparação ao grupo NormoMg. O grupo HipoMg também apresentou maior associação com sepse (p < 0,001) e DM2 (p = 0,004) em comparação ao grupo NormoMg. Conclusões: A hipomagnesemia na UTI está relacionada com pior prognóstico, aumento da mortalidade e associada a outras comorbidades, como, por exemplo, sepse e DM 2.

Descrição

Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC.

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